Opus, Sonnet ou Haiku: qual modelo da Claude API usar em cada tarefa?

Os modelos Claude API ativos hoje incluem Fable 5, Opus 5, Opus 4.8, 4.7 e 4.6, Sonnet 5, Sonnet 4.6 e Haiku 4.5. O critério prático é simples: Haiku 4.5 (US$ 1 entrada / US$ 5 saída por milhão de tokens) para volume alto e resposta rápida, Sonnet 5 (US$ 2 / US$ 10, contexto de 1M padrão) como padrão de aplicação em produção, Opus 5 (US$ 5 / US$ 25, contexto de 1M e até 128K de saída) para raciocínio profundo e agentes de longo horizonte, e Fable 5 (US$ 10 / US$ 50) só quando exige o teto. Antes de subir de modelo, mexa no parâmetro effort
Fala aí, beleza? Escolher errado o modelo padrão da sua aplicação é aquele tipo de erro que não aparece no code review, aparece na fatura no fim do mês 😅
A linha de modelos da Claude API hoje tem gente demais na mesa: Claude Fable 5, Claude Opus 5, Claude Opus 4.8, Claude Opus 4.7, Claude Opus 4.6, Claude Sonnet 5, Claude Sonnet 4.6 e Claude Haiku 4.5
E aí bate a dúvida clássica: vou de topo de linha pra não passar vergonha, ou vou de barato pra não quebrar?
A ideia deste post é te dar um critério de decisão por tipo de tarefa, com preço, contexto e as alavancas que mudam o custo sem você trocar de família de modelo
Bora?
Fable 5, Opus 5, Sonnet 5 e Haiku 4.5: preço, contexto e ID de API
Primeiro os números secos, que é o que a maioria das pessoas vai olhar antes de qualquer papo filosófico
Os preços são por milhão de tokens:
| Modelo | Entrada (US$ por milhão de tokens) | Saída (US$ por milhão de tokens) | ID de API |
|---|---|---|---|
| Claude Fable 5 | 10 | 50 | claude-fable-5 |
| Claude Opus 5 | 5 | 25 | claude-opus-5 |
| Claude Sonnet 5 | 2 | 10 | claude-sonnet-5 |
| Claude Haiku 4.5 | 1 | 5 | não confirmei em fonte oficial viva |
Se liga na distância: o Fable 5 custa dez vezes o Haiku 4.5 na entrada e dez vezes na saída
Isso não é detalhe, isso é decisão de arquitetura
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E a janela de contexto de cada um?
Aqui é onde muita gente escolhe errado, porque olha só o preço e esquece que contexto curto vira retrabalho:
| Modelo | Janela de contexto | Teto de saída |
|---|---|---|
| Claude Opus 5 | 1 milhão de tokens (padrão e máximo) | até 128 mil tokens |
| Claude Sonnet 5 | 1 milhão de tokens (padrão, não é mais beta) | não confirmei em fonte oficial viva |
| Claude Haiku 4.5 | 200 mil tokens | até 64 mil tokens |
Repara numa coisa massa: o Sonnet 5 tem a mesma janela de 1M do Opus 5, pagando US$ 2 na entrada
Ou seja, contexto grande deixou de ser privilégio de modelo caro
Qual modelo usar em cada tipo de tarefa
Agora o que interessa: como distribuir o trabalho
Raciocínio profundo e tarefas longas: Claude Opus 5
O Opus 5 foi lançado em 24 de julho de 2026 e é posicionado como próximo da capacidade do Fable 5 pela metade do preço
A própria documentação descreve ele como um salto sobre o Opus 4.8, forte em raciocínio profundo, tarefas agênticas de longo horizonte e escala de computação em tempo de teste
Traduzindo pro nosso dia a dia: é o cara pra refatoração grande, pra agente que roda muitos passos sem supervisão, pra decisão de arquitetura
E ele está disponível em basicamente todo lugar: Claude, Claude Code, Claude API, Amazon Bedrock, Google Cloud Vertex AI e Microsoft Foundry
Uso geral e agentes em produção: Claude Sonnet 5
O Sonnet 5 saiu em 30 de junho de 2026 como o Sonnet mais agêntico até então, com foco em rodar agentes mais barato
E tem um detalhe que mudou o jogo em agosto: o preço promocional de lançamento virou permanente
A Anthropic cancelou o aumento que estava marcado pra 1º de setembro de 2026, então os US$ 2 de entrada e US$ 10 de saída seguem valendo, e o reajuste pra US$ 3 / US$ 15 não vai acontecer
Com 1M de contexto padrão e esse preço, o Sonnet 5 é o candidato natural a modelo padrão da sua aplicação
A lógica é bem parecida com a de escolher o modelo no Claude Code: o padrão resolve quase tudo, o caro entra por exceção
Volume alto, classificação e extração: Claude Haiku 4.5
O Haiku 4.5 continua sendo o Haiku mais recente da Anthropic, lançado em 15 de outubro de 2025
Não existe Haiku 5, e nem Haiku 4.6, então quem esperava um sucessor pode parar de atualizar a página do changelog 😀
O que ele entrega: 200 mil tokens de contexto, até 64 mil de saída, entrada de texto e imagem, e ele foi o primeiro Haiku com extended thinking, computer use e context awareness
Onde ele brilha: classificar ticket, extrair campo de documento, moderar conteúdo, rota de alto volume onde latência importa mais que sutileza
E aqui vai a recomendação oficial, que muita gente ignora: a documentação sugere começar pelo modelo mais rápido e barato (o Haiku 4.5), testar o seu caso de uso e só subir de modelo se o desempenho não atender
É o contrário do que a gente faz por instinto, né?
E o Fable 5, entra quando?
O Fable 5 é o modelo mais capaz de ampla disponibilidade da Anthropic, geralmente disponível desde 9 de junho de 2026 na Claude API, Amazon Bedrock, Google Cloud e Microsoft Foundry
Ele é o teto do que dá pra você chamar por API hoje
E tem o Claude Mythos 5, que não é de disponibilidade geral: fica restrito a clientes aprovados no Project Glasswing, por convite
Ou seja, pro desenvolvedor comum ele nem entra na conta de escolha
Antes de trocar de modelo: effort, cache de prompt e Batch API
Essa é a parte que separa quem só troca o nome do modelo na env de quem realmente controla custo
Existem alavancas que mudam preço e latência SEM você mexer na família do modelo:
| Alavanca | O que ela faz | Efeito no custo |
|---|---|---|
Parâmetro effort |
Troca inteligência por latência e custo dentro do mesmo modelo. Níveis: low, medium, high, max e xhigh | Padrão high no Opus 5 e no Sonnet 5, tanto na Claude API quanto no Claude Code |
| Cache de prompt | Reaproveita o pedaço fixo do seu prompt entre requisições | Token de entrada em cache custa 10% do preço de entrada padrão (comunicado como até 90% de economia) |
| Batch API | Processa grandes volumes de forma assíncrona | 50% de desconto sobre tokens de entrada e de saída |
| Contexto de 1M | Janela longa nos modelos 4.6 e posteriores | Cobrada no preço padrão: acabou a faixa premium acima de ~200 mil tokens |
Destaque pra última linha, que é fácil de passar batido: uma requisição de 900 mil tokens é cobrada na mesma taxa por token de uma de 9 mil
Não tem mais sobretaxa de contexto longo
E a documentação é bem direta: ajuste o effort ANTES de trocar de modelo
Muita gente sobe de Sonnet pra Opus quando na real precisava só de um nível a mais de esforço no mesmo modelo
Tome cuidado com o tokenizador novo:
Esse aqui é o pega que estraga planilha de custo
O tokenizador introduzido a partir do Claude Opus 4.7 pode gerar mais tokens pro mesmo texto de entrada em comparação com o Opus 4.6
O mesmo texto pode virar de 1,0 a 1,35 vez mais tokens (até 35% a mais), dependendo do tipo de conteúdo
Ou seja: comparar preço por milhão de tokens entre gerações sem medir o consumo real da SUA carga é comparar coisa diferente
Mede na sua aplicação, com o seu prompt, beleza?
E não esquece da aposentadoria de modelo:
O Claude Opus 4.1 foi aposentado em 5 de agosto de 2026, com aviso prévio dado aos desenvolvedores em 5 de junho de 2026
Dois meses de janela pra migrar
Se a sua aplicação tem o ID do modelo cravado no código sem plano B, esse é o dia em que ela cai
Vale acompanhar as mudanças entre versões do Opus pra não descobrir isso pelo erro 404 em produção 😛
O que o topo da linha entrega na prática
Aqui eu falo do que eu vi com o olho, não do que li em release
Quando testei o Claude Fable 5, joguei nele dois desafios de peso, do jeito que eu faria num projeto de verdade
O primeiro teste foi um prompt pesado de aplicativo interativo em arquivo único: uma simulação de trânsito de uma cidade, com malha de ruas vista de cima, semáforos e carros em movimento
Veio funcionando em UMA única interação, em menos de 10 minutos
Os carros respeitavam os semáforos direitinho, o comportamento estava correto na prática
Faltou ajuste de zoom e de visualização pra dar pra ver tudo bem na tela, mas a lógica estava lá
O segundo teste foi mais parrudo: um sistema web completo, com CRUD de ideias de vídeo em kanban, dashboard com três gráficos, busca e filtro por tag, autenticação por e-mail e senha, seed de dados e tema escuro
Pedi explicitamente um plano antes de executar
E aqui vai a reclamação honesta: ele escreveu o plano e não parou pra pedir confirmação, seguiu direto pra execução por conta própria
Em cerca de 15 minutos o sistema estava entregue
Subi na máquina, ele levantou na porta 3001, login com a conta demo funcionou e o drag and drop do kanban respondeu
Quando o modelo caro se paga (e quando é desperdício):
O que eu notei é que a diferença do modelo mais caro aparece em tarefa longa e complexa, com menos idas e vindas do que eu costumo ter no Opus
E é exatamente aí que a conta fecha: se o modelo caro resolve de primeira o que o barato resolveria em cinco rodadas, o caro saiu mais barato
Agora, se a sua rota é classificar um texto de duas linhas, mandar isso pro topo de linha é queimar dinheiro sem ganho nenhum
São impressões de primeira viagem, ainda quero usar mais pra saber do que ele é capaz de verdade
No vídeo acima eu mostro os dois testes rodando na tela: a simulação de trânsito nascendo em uma interação e o sistema web sendo levantado e clicado ao vivo
Veredito: o modelo padrão que faz sentido para a maioria das aplicações
Se eu tivesse que resumir a decisão em quatro linhas, seria assim:
- Claude Sonnet 5 como padrão de partida da aplicação em produção: 1M de contexto, US$ 2 de entrada e US$ 10 de saída, foco declarado em rodar agentes mais barato
- Claude Haiku 4.5 nas rotas de alto volume e latência baixa, a US$ 1 de entrada e US$ 5 de saída, com a bênção da própria documentação de começar por ele e escalar se precisar
- Claude Opus 5 acionado por rota, só nas tarefas difíceis: raciocínio profundo, agente de longo horizonte, refatoração grande
- Claude Fable 5 reservado pro que realmente exige o teto, porque US$ 10 e US$ 50 por milhão não é preço de rota padrão
E o Mythos 5 fica fora do jogo pra gente, por ser limitado a clientes aprovados no Project Glasswing
Não tem modelo certo, tem modelo certo PRA AQUELA rota
E antes de subir de família, mexe no effort: é mais barato e mais rápido de testar do que trocar o modelo inteiro
Conclusão
A escolha entre os modelos Claude API para de ser achismo no dia em que você separa as rotas da sua aplicação por dificuldade
Próximo passo prático, na ordem:
- Liste as rotas da aplicação e classifique cada uma em fácil, média e difícil
- Coloque o Haiku 4.5 nas fáceis, o Sonnet 5 como padrão e o Opus 5 só nas difíceis
- Meça o custo real por requisição na sua carga, lembrando que o tokenizador a partir do Opus 4.7 pode gerar até 35% mais tokens pro mesmo texto
- Ligue cache de prompt onde tem prefixo fixo (token em cache a 10% do preço de entrada) e Batch API onde o trabalho pode ser assíncrono (50% de desconto)
- Ajuste o
effortantes de promover qualquer rota pra um modelo mais caro - Revise essa escolha a cada lançamento da Anthropic, porque preço e linha de modelo mudam mais rápido que a sua env
E olha, esse último passo não é frescura: em poucos meses saiu Fable 5, saiu Sonnet 5, saiu Opus 5 e o Opus 4.1 foi aposentado
Quem cravou modelo no código e foi dormir, acordou com surpresa 😀
Até o próximo post!
Perguntas frequentes
Qual é o modelo mais barato da Claude API hoje?
É o Claude Haiku 4.5, custando US$ 1 por milhão de tokens de entrada e US$ 5 por milhão de tokens de saída. Ele também é o mais rápido da linha, com 200 mil tokens de contexto e até 64 mil de saída. A própria documentação recomenda começar por ele e só subir de modelo se o desempenho não atender.
Vale a pena usar o Claude Opus 5 em vez do Fable 5?
Depende do orçamento e da tarefa. O Opus 5 saiu em 24 de julho de 2026 posicionado como próximo da capacidade do Fable 5 pela metade do preço, custando US$ 5 de entrada e US$ 25 de saída contra US$ 10 e US$ 50 do Fable 5. Pra raciocínio profundo e tarefas agênticas de longo horizonte, o Opus 5 costuma entregar o custo-benefício melhor.
O preço do Claude Sonnet 5 vai subir em setembro de 2026?
Não. A Anthropic cancelou o reajuste que estava marcado pra 1º de setembro de 2026, que levaria o modelo pra US$ 3 de entrada e US$ 15 de saída. Os preços de lançamento seguem valendo: US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de saída.
Dá pra usar contexto de 1 milhão de tokens sem pagar sobretaxa?
Sim, nos modelos Claude 4.6 e posteriores. Acabou a faixa premium que antes era cobrada acima de cerca de 200 mil tokens, então uma requisição de 900 mil tokens sai pela mesma taxa por token de uma de 9 mil. Tanto o Opus 5 quanto o Sonnet 5 já trazem 1 milhão de tokens como janela padrão.
Qual é o ID de API de cada modelo Claude?
O Claude Fable 5 usa claude-fable-5, o Claude Opus 5 usa claude-opus-5 e o Claude Sonnet 5 usa claude-sonnet-5. São esses IDs que você troca na chamada da Claude API pra selecionar o modelo.
O que o parâmetro effort muda no custo da Claude API?
O effort troca inteligência por latência e custo dentro do mesmo modelo, com níveis low, medium, high, max e xhigh. O padrão é high tanto no Opus 5 quanto no Sonnet 5, na Claude API e no Claude Code. A documentação recomenda ajustar esse parâmetro antes de trocar de modelo, porque muitas vezes resolve sem precisar subir de família.
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