Qual modelo usar no Claude Code em cada tarefa: Opus, Sonnet, Haiku (e quando o mais barato já resolve)

Gastar Opus em tudo é o jeito mais rápido de estourar seu limite diário no Claude Code. A resposta curta pra qual modelo usar no Claude Code: Sonnet 5 como padrão (features, testes, bugs conhecidos, refactor), Opus 5 só quando você trava de verdade (debug difícil, arquitetura, refactor que cruza o codebase) e Haiku 4.5 no mecânico (renomear, log, regex, boilerplate). Fable 5 fica pro topo, migração grande e sessão autônoma. E tem o /model opusplan, que planeja com Opus e executa com Sonnet. Bora ver cada caso?
Deixar o Opus ligado pra tudo é o jeito mais rápido de torrar teu limite diário no Claude Code
O Opus custa várias vezes mais por turno que o Sonnet, e o Sonnet mais que o Haiku. Então quando você manda o modelo mais caro renomear variável ou ajustar uma linha de log, tá pagando raciocínio de arquiteto pra fazer serviço de estagiário
E aí vem o dilema: usar sempre o mais forte custa caro e acaba a sessão rápido, usar sempre o mais barato deixa bug na mesa
A boa notícia é que existe um mapa oficial de qual modelo usar em cada tarefa, e ele é simples. Bora montar esse mapa juntos, do caso de uso ao comando pra trocar na prática
Sonnet, Opus ou Haiku: qual tarefa pede cada modelo
A regra da própria Anthropic é direta: cada modelo tem um tipo de trabalho onde ele é a escolha certa. Não é sobre um ser "melhor", é sobre casar o custo com a dificuldade da tarefa
Formação Claude Code
Domine Claude Code do absoluto zero até o avançado
- 114 aulas
- 4 projetos
- 9h 18min
Sonnet 5: o seu padrão pra maior parte do código
O Sonnet 5 é o modelo padrão do Claude Code nos planos Free e Pro, e é onde você vai passar a maior parte do tempo
Ele é a escolha recomendada pro grosso do trabalho de código:
- criar uma feature nova
- escrever testes
- corrigir bug que você já sabe onde está
- refactor de rotina
Se você conhece a rotina de programar no dia a dia, é o cavalo de carga. Resolve bem e por uma fração do custo do Opus
Opus 5: quando você travou de verdade
O Opus 5 é pra quando o problema é grande e o raciocínio mais profundo compensa. Não é o padrão, é o reforço
Chama ele quando:
- o bug é daqueles difíceis, que você não acha a causa
- o refactor cruza o codebase inteiro
- a decisão é de arquitetura, e escolher errado custa caro depois
Aqui o valor extra do modelo se paga. Gastar Opus em trabalho de rotina, porém, é justamente o que esgota o limite diário mais rápido
Haiku 4.5: o mecânico rápido
O Haiku 4.5 é o mais barato do time e brilha no trabalho mecânico, aquele que não exige raciocínio, só execução:
- renomear
- ajustar linhas de log
- explicar uma regex
- cuspir boilerplate
Pra esse tipo de coisa, jogar o Opus é desperdício puro
Haiku 4.5, Sonnet 5, Opus 5 e Fable 5: preço e quando usar
O lineup atual, do mais barato ao mais capaz, vai de Haiku 4.5 até o Fable 5 no topo. Os preços abaixo são da API, por milhão de tokens, e ajudam a sentir a diferença de custo mesmo quem usa dentro do plano
| Modelo | Entrada (US$/1M) | Saída (US$/1M) | Custo por turno | Quando usar |
|---|---|---|---|---|
| Haiku 4.5 | 1 | 5 | mais baixo | mecânico: renomear, log, regex, boilerplate |
| Sonnet 5 | 2 (intro) / 3 depois | 10 (intro) / 15 depois | médio | padrão: features, testes, bugs conhecidos, refactor |
| Opus 5 | 5 | 25 | alto | travou de verdade: debug difícil, arquitetura, refactor amplo |
| Fable 5 | 10 | 50 | mais alto | topo: migração grande, implementação complexa, sessão autônoma |
Um detalhe do Sonnet 5: o preço de US$2 (entrada) e US$10 (saída) é introdutório e vale até 31 de agosto de 2026. Depois passa pra US$3 / US$15
O Fable 5 é o topo de linha, o modelo mais capaz da Anthropic pra projetos de código ambiciosos: grandes migrações, implementações complexas e sessões autônomas de vários dias. Ele traz janela de 1 milhão de tokens de contexto por padrão e até 128 mil tokens de saída por requisição. Pra tarefa do dia a dia é canhão pra matar mosquito, mas quando o projeto é gigante ele existe pra isso
Se você tá escolhendo ferramenta antes de escolher modelo, vale ver como o Claude Code se posiciona no comparativo entre Antigravity, Cursor e Claude Code pra decidir onde vai codar
Sobre plano: o Claude Code está incluído nos planos pagos. O Pro custa US$20/mês e já inclui o Claude Code. O Max vem em duas faixas, Max 5x por US$100/mês e Max 20x por US$200/mês. O conjunto de modelos é o mesmo em Pro, Max e Team, o que muda é o quanto você pode usar
Como trocar de modelo no Claude Code com /model
Trocar de modelo é um comando só. Bora passo a passo
- Dentro do Claude Code, digite
/modele dê enter. Isso abre a troca de modelo da sessão atual
/model
O erro comum aqui: achar que o /model muda pra sempre. Ele vale pra sessão, se você quer fixar como padrão precisa de config, que a gente vê no passo 4
- Use os aliases pra ir direto ao ponto. Existem os aliases
opus,sonnetefable, e cada um resolve pra versão recomendada do provedor
/model opus
/model sonnet
/model fable
O erro comum: cravar o alias esperando uma versão específica. Alias sempre resolve pra recomendada, não pra uma versão fixa
- Pra deixar o Opus planejando e o Sonnet executando, use o
opusplan. A ideia é que o maior valor do Opus está em escrever o plano, onde o raciocínio profundo compensa, enquanto a execução é mais mecânica e o Sonnet resolve por uma fração do custo
/model opusplan
O erro comum: esperar que ele use Opus o tempo todo. Não usa. Só no planejamento, a execução cai pro Sonnet de propósito
- Pra fixar uma versão específica em vez do alias, use o nome completo (ex:
claude-opus-5) ou variáveis de ambiente comoANTHROPIC_MODELeANTHROPIC_DEFAULT_OPUS_MODEL
ANTHROPIC_MODEL=claude-opus-5
O erro comum: misturar alias e nome completo esperando o mesmo resultado. Se você quer previsibilidade de versão, comprometa com o nome completo ou a variável, não com o alias
Já que você vai estar trocando de modelo no meio do fluxo, vale casar isso com um bom uso de Claude Code com Git pra commits e histórico, assim cada etapa fica registrada e dá pra voltar se o modelo aprontar
Testando o modo Opus planeja e Sonnet executa
Eu fui testar o opusplan na prática pra ver se a promessa se sustenta. No vídeo eu ativo ele pelo /model escolhendo a opção Opus Plan, e mostro que dá pra deixar configurado também via settings.json ou por uma variável de configuração, em vez de trocar na mão toda vez
O teste foi criar um app de resenhas de livros, tipo uma rede social onde as pessoas adicionam resenhas e dão likes, pedindo stack moderna com banco de dados de verdade. Usei o modo de planejamento (shift+tab) pro Opus montar o plano, depois saí do plan mode pro Sonnet executar o que foi planejado
E aí veio a parte honesta. O Sonnet não concluiu tudo: deixou 2 tarefas pendentes e encerrou a sessão sem terminar, e eu tive que pedir explicitamente pra ele finalizar. Ao rodar o projeto apareceu um bug do Next que precisei mandar corrigir, e ainda bati num problema de gerenciamento de contexto no meio da execução, onde tive que intervir sugerindo eu mesmo os passos pra resolver
O projeto inicial levou quase meia hora rodando nesse modo
No fim o app funcionou de verdade: o like contou, os dados persistiram e criar resenha funcionou. Mas a minha leitura é que com o Opus sozinho eu provavelmente não teria enfrentado essas brigas na execução. O Sonnet insistindo em resolver acaba gastando tanto token quanto o Opus resolveria de uma vez, o que meio que come a economia
Outra coisa que percebi: o opusplan combina só Opus e Sonnet automaticamente, o modo não desce sozinho pro Haiku nas partes mecânicas. Dá pra trocar pro Haiku na mão com o /model, mas achei que o modo devia alternar pra modelos menores sozinho, pra facilitar quem é iniciante e não quer ficar rodando comando no terminal
Conclusão do teste: gostei da ideia e do conceito, e valorizo que a Anthropic esteja atacando o problema da sessão que acaba rápido. Mas o Opus ainda é bem melhor que o Sonnet na execução, então o modo ajuda e não está no ponto ideal. Faltou o Opus preparar melhor o caminho, ou intervir quando o Sonnet trava
Quando o modelo mais barato já resolve (e quando não)
O julgamento operacional, na real, é bem simples de seguir
Deixe o Sonnet 5 como default. Ele dá conta da maior parte do código: feature, teste, bug conhecido, refactor de rotina. É o barato que resolve na maioria dos dias
Suba pro Opus 5 só no travamento real. Bug que você não acha, refactor que cruza tudo, decisão de arquitetura. Aqui o custo extra se paga, porque um Opus resolvendo de uma vez sai mais barato que um Sonnet teimando e queimando token
Mande o Haiku 4.5 no mecânico. Renomear, log, regex, boilerplate. Não precisa de raciocínio, precisa de velocidade barata
E o opusplan é o meio termo esperto: Opus onde o pensamento compensa (o plano), Sonnet onde o trabalho é braçal (a execução). Não é perfeito, como o teste mostrou, mas é uma economia real de sessão sem entregar o volante pro modelo mais caro o tempo todo
Economizar sem perder qualidade não é usar sempre o mais barato, é usar o barato onde ele já resolve e reservar o caro pro que só ele resolve
Conclusão
O segredo de qual modelo usar no Claude Code não é decorar tabela, é casar a tarefa com o modelo: Sonnet no padrão, Opus no travamento, Haiku no mecânico, Fable quando o projeto é gigante
O próximo passo é prático. Abre o Claude Code, roda /model e experimenta o opusplan como default por alguns dias. Sente na tua própria sessão onde o Sonnet basta e onde vale chamar o Opus
Depois de uma semana você já vai saber, sem pensar, qual botão apertar em cada tarefa. E é aí que o teu limite diário começa a render de verdade
até o próximo post! 🙂
Perguntas frequentes
O Haiku 4.5 consegue codar uma feature completa no Claude Code?
Consegue, mas pra situação específica: feature pequena, escopo bem definido, sem lógica complexa. Se você jogar um refactor que cruza o codebase inteiro pro Haiku, ele tenta, mas deixa coisa pra trás. O uso certo é trabalho mecânico rápido, não feature ambiciosa
O modelo escolhido no /model persiste entre sessões do Claude Code?
Não persiste. O /model troca o modelo da sessão atual, quando você fecha e abre de novo volta pro padrão. Pra fixar como padrão, você usa a variável de ambiente ANTHROPIC_MODEL ou o nome completo do modelo na config
Quando exatamente o opusplan troca do Opus pro Sonnet?
O opusplan usa Opus enquanto está escrevendo o plano, e cai pro Sonnet na hora de executar. A lógica é que o raciocínio profundo do Opus compensa no planejamento, onde uma decisão errada custa caro depois. A execução é mais mecânica e o Sonnet resolve por uma fração do custo
Fable 5 ou Opus 5: qual vale mais pra quem programa no dia a dia?
Pra rotina de programação, Opus 5 já dá conta. O Fable 5 custa US$10/US$50 por milhão de tokens (entrada/saída), o dobro do Opus 5, e a proposta dele é pra projetos gigantes: grandes migrações, implementações complexas e sessões autônomas de vários dias. Pra uma feature ou debug difícil do dia a dia, é canhão demais
A mudança de preço do Sonnet 5 em agosto de 2026 afeta quem usa o Claude Code no plano?
Quem usa pelo plano (Pro, Max, Team) não paga por token direto, então a mudança não bate no bolso na hora. Quem acessa via API própria vai sentir: o Sonnet 5 passa de US$2/US$10 para US$3/US$15 por milhão de tokens após 31 de agosto de 2026
Vale a pena trocar de modelo no meio de uma sessão no Claude Code?
Vale, e é exatamente isso que o guia oficial sugere. Opus pra entender o problema e montar o plano, Sonnet na execução, Haiku em edições mecânicas pontuais. Trocar no meio da sessão não quebra nada, o modelo pega o contexto do que já foi feito
Formações
Formação Vibe Coding
Do Prompt ao Produto: Crie Software Real com IA
- 474 aulas
- 20 projetos
- 39h 27min
Blog | Mais populares
Como pagar o Claude Code no Brasil: cartão, dólar, IOF e quanto fica em reais
Claude Code preço Brasil na prática: câmbio, IOF de 3,5% e quanto fica na fatura. Planos Pro e Max convertidos em reais e como pagar com cartão.
Como instalar uma skill no Claude Code: passo a passo
Saiba como instalar skill no Claude Code: use a pasta pessoal para todas as sessões ou a pasta de projeto para versionar. Frontmatter YAML é obrigatório.
Bateu o limite de uso do Claude Code? Como retomar a tarefa sem refazer tudo
Bateu o limite de uso do Claude Code? Veja como retomar a tarefa de onde parou com /usage, CLAUDE.md e --continue, sem refazer nada.
