Como montar uma base de conhecimento do seu projeto no NotebookLM

tela do NotebookLM mostrando a montagem de uma base de conhecimento do projeto
Resposta rápida

Montar uma base de conhecimento no NotebookLM (que desde 16/07/2026 atende por Gemini Notebook) é juntar README, arquivo de decisões técnicas e anotações do projeto num notebook só e perguntar tudo por chat, com as respostas trazendo citações que apontam para as fontes usadas. No plano gratuito você tem 100 notebooks, até 50 fontes por notebook e 50 consultas de chat por dia, com teto de 500 mil palavras por fonte. O passo a passo abaixo mostra como criar o notebook, subir os arquivos, colar decisões como fonte de texto e organizar tudo em notas e mapa mental

Fala aí, beleza? Você abre um projeto parado há oito meses e bate aquela dúvida: por que EU escolhi isso aqui?

O código está lá, rodando, mas o motivo da decisão evaporou

A ideia deste post é simples: pegar o README, o arquivo de decisões técnicas e aquelas anotações soltas que moram no seu Notion (ou no bloco de notas mesmo, sem julgamento haha) e transformar tudo num notebook consultável

Aí, em vez de caçar commit antigo, você pergunta e recebe a resposta com citações incorporadas apontando para a fonte de onde ela saiu

Bora montar isso na prática? 🙂

NotebookLM agora se chama Gemini Notebook: o que isso muda no tutorial

Primeiro o aviso, pra você não achar que abriu a ferramenta errada

Em 16/07/2026 o Google anunciou que o NotebookLM passou a se chamar Gemini Notebook

Não é encerramento e não é absorção pelo app do Gemini: ele segue sendo um produto autônomo de pesquisa

Seus notebooks existentes continuam acessíveis e os links que você já compartilhou seguem funcionando por redirecionamento automático

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  • 474 aulas
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O Google Workspace confirmou a troca de nome pros usuários e o rollout do novo nome e do novo logo nas interfaces

A central de ajuda oficial também já vive no caminho novo, em support.google.com/gemininotebook, e as páginas antigas de /notebooklm respondem pro mesmo conteúdo

Na prática: o que muda é o nome no topo da tela

O passo a passo daqui pra baixo usa os nomes novos dos painéis, mas se você aprendeu tudo chamando de NotebookLM, relaxa, é a mesma casa 😀

O que você precisa antes de criar o notebook do projeto

Antes de sair clicando, junta o material

A base de conhecimento no NotebookLM é tão boa quanto as fontes que você joga nela, então vale separar:

  • o README.md do repositório
  • o arquivo de decisões técnicas (se não existe, a gente cria no passo 3)
  • anotações de reunião, threads de decisão, aquele áudio que você gravou explicando a arquitetura
  • documentação da API que o projeto consome

Que tipo de arquivo ele aceita?

Os tipos de fonte aceitos são: Documentos Google, Apresentações Google, PDF, arquivos de texto (.txt) e Markdown (.md), URLs da Web, texto copiado e colado, URLs de vídeos públicos do YouTube e arquivos de áudio

Repara no .md ali: isso é ouro pra quem programa, porque metade da documentação de projeto já nasce em Markdown

O limite de tamanho por fonte é o mesmo em qualquer plano: 500 mil palavras por fonte ou até 200 MB para uploads locais, sem limite de páginas

Limites do gratuito x limites do Pro:

Limite Plano gratuito Com upgrade Pro
Notebooks 100 500
Fontes por notebook 50 300
Consultas de chat por dia 50 500
Gerações de áudio por dia 3 20
Gerações de vídeo por dia 3 20

Os caminhos oficiais pra subir esses limites são o Google AI Pro e Ultra, o Google Cloud ou um plano do Google Workspace qualificado

Pra um projeto pessoal, 50 fontes num notebook é MUITO espaço: README, decisões, docs e anotações raramente passam disso

Se a sua dúvida ainda é qual ferramenta usar pra esse tipo de acervo, tem um comparativo entre NotebookLM e Claude Projects que ajuda a decidir antes de você investir tempo organizando tudo

Passo a passo: montando o notebook do seu projeto

  1. Crie o notebook do projeto

Abra o Gemini Notebook e selecione "Criar novo notebook"

Na janela que abre, você escolhe entre "Fazer upload de uma fonte" ou descobrir novas fontes

Como aqui o material é seu, vai de upload mesmo

O erro comum deste passo: criar um notebook genérico tipo "Trabalho" e jogar três projetos dentro

Um notebook por projeto, sempre: o escopo fechado é justamente o que faz a resposta ser útil

  1. Suba o README e os documentos do repositório

Manda o README.md primeiro, depois a documentação de API, os PDFs de especificação e o que mais existir de escrito

O erro comum deste passo: subir a pasta inteira do projeto de uma vez

Código-fonte cru não é documentação, e cada arquivo desses ocupa uma vaga do limite de fontes sem te dar resposta melhor

  1. Cole as decisões técnicas como fonte de texto

Esta é a parte que quase ninguém tem pronta

Copiar e colar um texto cria uma fonte nova, e o título dela pode ser adicionado ou editado depois da criação

Se você não tem um arquivo de decisões, escreve um agora, no formato mais burro possível:

# Decisões técnicas

## Fila de jobs (2026-03-12)
Contexto: os relatórios travavam a request quando o volume subia
Decisão: processar em um worker separado, com trava por job
Alternativas descartadas: cron simples, porque não controlava concorrência
Consequência: o deploy passa a subir dois processos

## Banco de dados (2026-04-02)
Contexto: precisávamos de consulta relacional e JSON no mesmo lugar
Decisão: Postgres
Consequência: uma migration por mudança de schema, sem exceção

Contexto, decisão, alternativa descartada e consequência

É o quarteto que responde o "por que diabos" do futuro 😀

O erro comum deste passo: colar o texto e sair correndo, sem dar título pra fonte

Daqui a alguns meses você abre o painel e vê um monte de fonte sem título, sem ideia de qual é qual

Como o título pode ser editado depois da criação, leva dois segundos: faz na hora mesmo

  1. Adicione novas fontes conforme o projeto anda

Com o notebook já criado, é no painel "Fontes" e no botão "+ Adicionar"

Documento novo? Entra ali

O erro comum deste passo: criar um notebook novo a cada documento novo

Você fragmenta o conhecimento e ainda come as suas 100 vagas de notebook à toa

  1. Crie notas manuais no Estúdio

No painel "Estúdio", seção "Notas", você seleciona "Adicionar nota" e escreve ou cola o texto

Uso isso pra registrar conclusão de conversa: aquela explicação boa que apareceu no chat e que eu não quero reconstruir depois

O erro comum deste passo: confiar na memória

Se a resposta te fez entender algo, ela vira nota na hora, não amanhã

  1. Gere o mapa mental da base

No chat, selecione o ícone "Mapa mental"

O resultado aparece como uma nova nota no painel "Estúdio", com ramificações que expandem e recolhem

É a forma mais rápida de ver a cara do que você acabou de organizar

O erro comum deste passo: gerar o mapa com duas fontes dentro e achar o resultado fraco

Mapa mental é reflexo das fontes: sobe o material principal primeiro, gera depois

  1. Pergunte com escopo, marcando e desmarcando fontes

Dá pra conversar só com um subconjunto de fontes, selecionando cada uma no painel "Fontes"

As respostas usam o conjunto inteiro ou o subconjunto que você marcou

Quer saber só o que o arquivo de decisões diz? Deixa ele marcado e desmarca o resto

O erro comum deste passo: desmarcar achando que apagou

Desmarcar tira a fonte da conversa, só isso: ela continua lá, ocupando vaga

Quando a fonte não entra: 3 problemas comuns e como resolver

Sintoma: você cola a URL daquele artigo técnico e ele não vira fonte

Causa: páginas da Web com paywall não são compatíveis

Solução: abra o artigo, copie o texto e cole como fonte nova, editando o título pra você saber depois de onde veio

2. O vídeo do YouTube não entra

Sintoma: a URL do vídeo é recusada

Causa: do YouTube, só entram vídeos públicos com legendas, enviadas pelo usuário ou geradas automaticamente

Solução: confira se o vídeo é público mesmo (não listado não vale) e se ele tem legenda

Se não tiver, o jeito é anotar o que importa e colar como texto

3. O notebook diz que está cheio e você jura que não está

Sintoma: você desmarcou meia dúzia de fontes e mesmo assim não consegue adicionar mais

Causa: fontes inativas continuam contando para o limite de fontes, ainda que não sejam referenciadas no notebook

Solução: se a fonte não serve mais, remova de verdade em vez de só desmarcar

Como prevenir os três: faz uma faxina a cada entrega grande

Fonte que virou obsoleta sai, decisão nova entra como nota

A base de conhecimento no NotebookLM não é arquivo morto, é lugar de coisa viva

Como eu uso isso na prática: planejamento no notebook, código no Claude Code

Aqui eu falo por experiência própria, porque foi exatamente isso que gravei

No vídeo eu monto um projeto do zero usando o notebook como especialista do produto ANTES de escrever qualquer linha de código

O raciocínio é esse: se você pede o projeto direto pra IA, o que sai é parecido com o que sai pra todo mundo, aquele AI slop de sempre

Passar pelo notebook antes é o que dá diferencial real ao resultado

O exemplo que usei ao vivo foi um gerador de currículos com IA

Criei um notebook novo e renomeei com um nome próximo do projeto que eu queria construir, e na minha experiência isso já melhora as respostas do assistente

Depois abasteci com fontes de vários lugares: arquivos meus, documentos, sites, PDFs, vídeo do YouTube e a pesquisa que eu mesmo tinha salvo como arquivo de texto

Em vez de só colar link, usei a descoberta de fontes dentro do próprio notebook, com um prompt de pesquisa pedindo frentes específicas do mercado

E aqui vai o aviso: a busca devolve fonte boa e fonte ruim misturada

O trabalho manual é abrir cada uma e conferir antes de importar, porque fonte ruim piora a resposta, sem exceção

Com o material dentro, passei a fazer perguntas de guia: pedi que ele pensasse como product manager e dissesse o que não pode faltar na versão 1, focando na dor principal e no que diferencia dos concorrentes

Segui a conversa até sentir que ele tinha entendido o produto que eu queria criar

A resposta que me convenceu eu guardei como nota nas observações, pra não perder

No vídeo acima você me vê fazendo isso do começo ao fim: alimentar o notebook, filtrar as fontes na mão, conversar até o plano ficar de pé e só então abrir o Claude Code

O que atrapalhou (e como contornei)

Primeiro pedi um prompt pronto pro Claude Code, descrevendo o que ele deveria conter: contexto de mercado, funcionalidades do MVP, a stack escolhida, cada tela seguindo a jornada do usuário, esquema do banco, a lógica da IA, templates e instruções de exportação

O primeiro prompt saiu pouco detalhado na minha opinião, então pedi de novo

Aí mudei de abordagem no meio do caminho: em vez de um prompt gigante, pedi um PRD

O motivo é prático: prompt muito grande faz o Claude Code perder detalhe pelo caminho, enquanto o PRD vira arquivo e pode ser referenciado quantas vezes eu quiser

Copiei o PRD gerado, salvei como prd.md dentro da pasta do projeto e apaguei a primeira linha de introdução da resposta antes de usar

Com o arquivo no lugar, abri o Claude Code na pasta vazia e pedi a construção do MVP com base no prd.md, mais um prompt complementar

E o ciclo não termina no MVP: com ele no ar, eu volto pro notebook, faço novas perguntas, saio com novos prompts e evoluo o produto

Já tinha feito um vídeo com esse mesmo fluxo usando outra ferramenta, e esse aí é a versão renovada do workflow

Onde a citação salva a pele

Essa é a parte que casa com o tema do post

Como as respostas vêm com citações incorporadas apontando pras fontes, dá pra rastrear de onde veio cada afirmação que virou decisão do projeto

Quando bater a dúvida daqui a seis meses, não é o chat que te responde de memória: é a fonte que você mesmo escolheu, com o caminho de volta 🙂

4 usos reais dessa base para quem programa

1. Retomar um projeto parado

A pergunta ao chat: "por que escolhemos essa arquitetura em vez das alternativas, e o que foi descartado no caminho?"

Com o arquivo de decisões dentro do notebook, a resposta vem citando o trecho exato

Se a escolha foi de infraestrutura, aquele comparativo entre Hostinger e Hetzner que embasou a contratação do servidor também merece entrar como fonte, porque é ele que explica o porquê

2. Onboarding de alguém novo no repositório

A pergunta ao chat: "o que uma pessoa que nunca abriu este projeto precisa entender nos três primeiros dias?"

Melhor que mandar o link do repo e desejar sorte, né? haha

3. Virar briefing ou guia de estudo

As fontes podem ser transformadas em formatos como guias de estudo, briefings, resumos em áudio e mapas mentais

A pergunta ao chat: "gere um guia de estudo das fontes deste notebook, focando no fluxo de dados"

O resumo em áudio, em particular, é ótimo pra revisar o projeto no deslocamento

4. Mapa mental da arquitetura

A pergunta ao chat: gera o mapa mental e olha as ramificações

Como elas expandem e recolhem, dá pra abrir só o galho que te interessa e enxergar as dependências sem ler doc nenhuma

Muito massa pra achar aquele acoplamento que você tinha esquecido que existia

Comece pelo README e cresça a partir dele

A base não vale pela ferramenta, vale pelo hábito

Se você registra a decisão junto com o código, qualquer lugar organizado funciona

O ponto do notebook é te dar a consulta em linguagem natural em cima desse registro, com citação apontando pra origem

Próximo passo concreto, hoje mesmo: cria o notebook do seu projeto principal, sobe o README.md e o arquivo de decisões técnicas

Depois disso, uma regra só: a cada escolha técnica da semana, uma nota nova no Estúdio

Em um mês você tem um notebook que responde o "por que eu fiz assim" melhor do que a sua memória

E aí, vai montar o seu? Bora testar!

até o próximo post! 😀

Perguntas frequentes

O NotebookLM virou Gemini Notebook: preciso migrar meus notebooks antigos?

Não precisa fazer nada. Os notebooks que você já tinha continuam acessíveis normalmente e os links que você compartilhou antes seguem funcionando, por redirecionamento automático. Mudou o nome e o logo na interface, não a base que você já montou.

Quantas fontes cabem numa base de conhecimento no plano gratuito?

No gratuito você tem até 50 fontes por notebook, dentro de um total de 100 notebooks na conta. Cada fonte, seja qual for o plano, aguenta até 500 mil palavras ou 200 MB em upload local, sem limite de páginas.

Dá pra usar uma página com paywall ou um vídeo privado do YouTube como fonte?

Página da Web com paywall não é compatível como fonte. Do YouTube, só entram vídeos públicos que tenham legenda, seja enviada por alguém ou gerada automaticamente.

Como faço o chat responder só com base em algumas fontes do meu projeto?

Basta marcar cada fonte desejada no painel Fontes. Por padrão a resposta considera o conjunto inteiro de fontes ativas, mas quando você seleciona um subconjunto específico, ela passa a usar só aquele recorte.

Fonte desmarcada ainda ocupa vaga do limite do notebook?

Sim. Uma fonte inativa continua contando pro limite de fontes do notebook, ela só deixa de ser referenciada nas respostas do chat. Se quer liberar espaço de verdade, precisa remover a fonte, não só desmarcar.

Dá pra transformar as anotações do projeto em áudio ou mapa mental automaticamente?

Dá sim: as fontes podem virar guias de estudo, briefings, resumos em áudio e mapas mentais direto no notebook. No gratuito são 3 gerações de áudio e 3 de vídeo por dia, e no Pro esse limite sobe pra 20 de cada.




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