Como usar o Claude Opus 5 no Claude Code: selecionar modelo e ajustar o esforço

Tela do Claude Code com o Claude Opus 5 selecionado e os cinco níveis de esforço de thinking disponíveis
Resposta rápida

Usar o Claude Opus 5 no Claude Code é direto: o comando /model abre a lista de modelos e mostra o slider de esforço, o /effort ajusta o nível na sessão e a chave effortLevel no settings.json fixa um padrão. O Opus 5 tem cinco níveis (low, medium, high, xhigh e max), com high como padrão. A dica é calibrar o esforço por tarefa: high no dia a dia, xhigh no código pesado, low ou medium pra economizar. Confira o nível ativo no header da sessão

Fala aí, beleza? O Claude Opus 5 já tá rodando dentro do Claude Code, e dá pra escolher ele direto no terminal enquanto você programa

A Anthropic soltou o Opus 5 em 24 de julho de 2026, disponível nos planos pagos

Aqui a ideia é te mostrar como selecionar o modelo no Claude Code e como calibrar o esforço pra cada tipo de tarefa, sem sair do seu fluxo de código

Bora?

O que você precisa antes de começar

Duas coisas, só

Um plano pago da Anthropic

O Opus 5 é o modelo padrão no Claude Max e o modelo mais avançado disponível no Claude Pro

O Claude Code instalado e atualizado

Se liga: recurso novo às vezes só aparece depois que você atualiza a ferramenta, então mantenha o Claude Code na versão mais recente antes de procurar a opção

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Passo a passo: selecionar o Opus 5 e ajustar o esforço

Antes de tudo, um detalhe que economiza confusão: no Opus 5 o esforço padrão já é high, tanto na Claude API quanto no Claude Code

Ou seja, você não precisa configurar nada pra começar bem

  1. Selecione o modelo com /model

Digite /model no Claude Code e a lista de modelos abre pra você escolher

Quando você seleciona um modelo compatível, aparece ali dentro o controle deslizante (slider) de esforço, e dá pra já ajustar o nível por ali mesmo

O erro comum: escolher o modelo, ver a lista fechar e achar que acabou, sem reparar que o slider de esforço apareceu junto

  1. Ajuste o esforço com /effort

O slider que aparece dentro do /model e o comando /effort mexem no MESMO controle: são dois caminhos pro mesmo ajuste

A diferença é prática: o /effort é o jeito de mudar o esforço a qualquer momento, sem precisar reabrir a lista de modelos

Três jeitos de usar:

/effort
/effort high
/effort auto

/effort sozinho abre um slider interativo pra você deslizar o nível

/effort <nível> (tipo /effort xhigh) já define direto

/effort auto volta pro padrão do modelo

O erro comum: esquecer que auto te joga de volta pro padrão, então se você tinha subido pra xhigh na mão, o auto desfaz isso

  1. Fixe um padrão no settings.json

Se você quer um nível fixo toda vez, use a chave effortLevel no arquivo settings.json

Ela aceita low, medium, high ou xhigh

{
  "effortLevel": "high"
}

O erro comum: achar que isso trava pra sempre

Não trava: você ainda muda por sessão com /effort ou com a flag --effort quando quiser

  1. Confira o nível ativo no header da sessão

O nível de esforço atual aparece no cabeçalho da sessão do Claude Code, do lado do nome do modelo (tipo with low effort)

O erro comum: mudar o esforço e não olhar o header pra confirmar se pegou

Bateu o olho no cabeçalho, você sabe em que nível tá rodando 😀

Qual nível de esforço usar em cada situação

O Opus 5 tem cinco níveis de esforço: low, medium, high, xhigh e max

Quanto mais alto, mais o modelo pensa antes de responder, e mais tokens ele gasta

A recomendação da própria Anthropic é essa:

Nível Quando usar
low e medium controlar custo e tempo de resposta
high padrão do Opus 5, o ponto de partida
xhigh trabalho de código e de agente mais exigente
max tarefa que justifica gasto irrestrito de tokens

Traduzindo: comece no high (que já é o padrão), suba pro xhigh quando a tarefa de código apertar, vá pro max quando o problema é crítico e você não liga de queimar token, e desça pra low ou medium quando quer segurar custo e ganhar velocidade

E o Ultracode?

O Ultracode não é um nível de esforço, é uma configuração do Claude Code

Ele envia xhigh pro modelo e ainda faz o Claude orquestrar workflows dinâmicos nas tarefas mais substanciais

Ou seja, é o xhigh com um extra de coordenação por cima

E o modo Fast?

O Opus 5 tem um modo Fast, mais rápido, com um porém: o preço da API dobra

Pra você ter referência, a API do Opus 5 custa US$5 por milhão de tokens de entrada e US$25 por milhão de saída

No modo Fast isso vira US$10 de entrada e US$50 de saída por milhão de tokens

Então é a velha troca: mais velocidade, mais conta no fim do mês

Se você quer entender melhor como o modelo raciocina antes de responder, vale dar uma olhada em como funciona o Extended Thinking

Na prática: quando NÃO vale usar o Opus

Agora a parte honesta

No vídeo abaixo eu mostro uma configuração que a própria Anthropic sugeriu pra quem sente a sessão sumir rápido: em vez de tocar tudo no Opus, deixar o Opus só no planejamento e o Sonnet na execução

Eu ativei isso pelo comando /model e escolhi a opção Opus Plan dentro do Claude Code

Nesse modo, o Opus fica responsável pela etapa de planejamento e o Sonnet assume a execução

Pra testar de verdade, criei um projeto do zero: um app de resenhas de livros com likes, usando Next, Prisma e SQLite

Usei shift+tab pra entrar no modo de planejamento, escrevi o prompt, deixei o Opus planejar e depois saí do modo pro Sonnet executar

E funcionou na minha máquina: adicionei resenha, os likes contaram e os dados persistiram 🙂

Mas teve senão: o Sonnet penou pra iniciar o projeto na hora da execução

E isso vale também pra escolha do nível: nem sempre o modelo (ou o nível) mais forte é o certo

Dá pra configurar isso também pelo settings.json, além do /model

Um detalhe importante: dentro do Claude Code dá pra usar só Opus e Sonnet, o pareamento com Haiku só sairia via API

E lembra do que falei nos requisitos: precisa atualizar o Claude Code pra conseguir acessar essa opção

Na minha opinião, hoje isso ainda é manual e meio temporário, tem cara de primeiro passo e deve virar uma escolha automática de modelo lá na frente

Tem até um risco pra pesar: se o Sonnet ficar brigando pra resolver algo e não conseguir, ele pode gastar tanto token quanto você gastaria usando o Opus direto

Por isso o veredito: gostei do conceito e da direção, a Anthropic mirando certo o problema da sessão que acaba rápido

Mas ainda não tá no ponto ideal: acho que o Opus precisaria preparar melhor o caminho pro Sonnet

É um bom começo que ainda vai amadurecer

Se o seu fluxo passa por versionar o que a IA gera, dá uma olhada em usar o Claude Code com Git pra fechar commits e PRs sem sair do terminal

Conclusão

No fim, usar o Claude Opus 5 no Claude Code é bem direto: /model pra escolher o modelo, /effort pra ajustar o esforço na sessão e effortLevel no settings.json pra fixar um padrão

O pulo do gato não é deixar tudo no talo, é calibrar o esforço por tarefa: high no dia a dia, xhigh quando o código aperta, low ou medium quando dá pra economizar

Próximo passo? Roda numa tarefa real e bate o olho no header da sessão pra confirmar qual nível tá ativo

Até o próximo post!

Perguntas frequentes

Dá para usar o Claude Opus 5 no Claude Code com uma conta gratuita da Anthropic?

Não, o Opus 5 está disponível apenas em planos pagos da Anthropic

No Claude Max ele é o modelo padrão; no Claude Pro é o modelo mais avançado disponível

Então antes de procurar a opção no Claude Code, confirma que você tá num plano pago 😀

O que exatamente acontece quando eu digito /effort auto no Claude Code?

O /effort auto devolve o esforço pro padrão do modelo em uso

No caso do Opus 5, isso significa voltar pra high

Use quando você subiu o esforço manualmente na sessão e quer desfazer sem precisar fechar o terminal e abrir de novo

Se eu definir o effortLevel no settings.json, ainda consigo mudar o esforço durante a sessão?

Sim, e essa é exatamente a ideia

O effortLevel no settings.json define só o ponto de partida da sessão, não trava nada

Você ainda muda quando quiser com /effort ou com a flag --effort, sem precisar tocar no arquivo de configuração

Como confirmar se o nível de esforço realmente mudou depois de rodar o /effort no Claude Code?

Bate o olho no cabeçalho da sessão do Claude Code, do lado do nome do modelo

Ali aparece o nível ativo, por exemplo with xhigh effort

Se o header ainda mostra o nível antigo, o comando não pegou e vale tentar de novo 🙂

Qual a diferença prática entre configurar xhigh manualmente e ativar o Ultracode no Claude Code?

São coisas diferentes

O xhigh é um nível de esforço: faz o modelo dedicar mais tokens ao raciocínio antes de responder

O Ultracode também envia xhigh pro modelo, mas além disso faz o Claude orquestrar workflows dinâmicos nas tarefas mais substanciais, ou seja, é o xhigh com uma camada de coordenação por cima

Quando vale a pena pagar pelo modo Fast do Opus 5 em vez de usar o padrão?

O modo Fast é mais rápido, mas o preço dobra: de US$5 para US$10 por milhão de tokens de entrada, e de US$25 para US$50 por milhão de saída

Faz sentido quando o tempo de resposta é crítico e o custo extra cabe no orçamento

Pra uso rotineiro de código, o padrão já entrega bem e sem apertar o bolso




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