Vibe coding no Google: como usar o Gemini para programar descrevendo o que você quer

vibe coding Google com Gemini no AI Studio, Antigravity e Jules para programar por prompt
Resposta rápida

Vibe coding no Google hoje se resume a três peças: o AI Studio, com Build mode, gera app web full-stack e app Android nativo por prompt e publica no Cloud Run num clique; o Antigravity é a plataforma agentic (2.0, CLI, SDK e IDE), em preview público e sem custo pra pessoa física, com escolha de modelo; e o Jules é o agente assíncrono que trabalha no GitHub e devolve pull request. A interface do AI Studio é gratuita com qualquer conta Google e a API do Gemini tem camada gratuita. Gemini CLI e Code Assist de consumidor saíram de cena

Dá pra abrir o navegador, descrever um app em português e ver o Gemini escrever o código inteiro

Parece papo de hype, mas é literalmente como o Google define vibe coding: construir apps e sites descrevendo a sua visão pra uma ferramenta de IA, mesmo sem saber programar

O detalhe é que o Google mexeu MUITO nas peças em 2026

Coisa que era tutorial padrão saiu de cena, ferramenta nova entrou no lugar, e quem procura "como programar com Gemini" cai em post velho ensinando um caminho que nem responde mais

Então esse post é um mapa: o que existe hoje no ecossistema do Google pra programar descrevendo, e pra que tipo de tarefa cada peça serve, sem você trocar de stack 🙂

AI Studio, Antigravity e Jules: qual peça faz o quê

Antes de sair instalando qualquer coisa, vale entender que são três lugares diferentes com propósitos diferentes

PeçaO que éOnde rodaO que entregaCusto declarado
Google AI StudioAmbiente com Build mode pra vibe coding: você descreve o app em linguagem natural e o Gemini gera a aplicaçãoNavegador, em aistudio.google.comApp web com runtime full-stack e app Android nativo em Kotlin com Jetpack Compose, tudo por prompt, com publicação no Cloud Run pelo botão Deploy appInterface gratuita com qualquer conta Google; a API do Gemini tem camada gratuita e só cobra ao habilitar o billing do Google Cloud e passar da cota
Google AntigravityPlataforma de desenvolvimento agentic com quatro superfícies: Antigravity 2.0, Antigravity CLI, Antigravity SDK e Antigravity IDEmacOS, Linux e WindowsTrabalho agentic dentro do seu projeto, com escolha de modelos (incluindo modelos que não são do Google), Agent Manager e integração com o navegadorPreview público e sem custo pra pessoas físicas
JulesAgente de código autônomo e assíncrono, integrado ao GitHubNa nuvem, em uma VM própria que ele sobe pra tarefaPull request no seu repositórioPlano de acesso introdutório sem custo; 5x mais limite no Google AI Pro e 20x no Google AI Ultra

Repare no critério que separa os três: o AI Studio é síncrono e visual, o Antigravity vive no SEU ambiente e o Jules é você delegar e voltar depois

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O que você precisa antes de começar

A lista é curtinha, e é de propósito

  • Uma conta Google: a interface do Google AI Studio é gratuita com qualquer conta, então dá pra começar hoje sem cartão
  • Noção de custo: a API do Gemini tem camada gratuita, e a cobrança só entra quando você habilita o billing do Google Cloud e passa da cota
  • Uma máquina qualquer das três: o Antigravity CLI roda nativamente em macOS, Linux e Windows, então não precisa de PC da Nasa pra experimentar

Se você só quer ver o negócio funcionando, o navegador já basta

Como programar descrevendo o que você quer no Google AI Studio

Esse é o caminho mais rápido do zero até um app no ar, e o porquê é simples: você não instala nada, não configura ambiente, não briga com dependência

Você abre, escreve e olha o resultado

  1. Abra o aistudio.google.com com a sua conta Google e entre no Build mode

É nele que mora o vibe coding do AI Studio: o modo em que você descreve o app e o Gemini gera a aplicação

  1. Escreva o prompt em linguagem natural, com o objetivo E as regras do app

Algo nesse espírito:

Crie um app web onde eu escolho uma cidade em um campo de busca
e a tela mostra um resumo do clima em um card

A página tem que ter uma lista das últimas cidades pesquisadas
e funcionar bem no celular

O erro comum deste passo é o prompt vago tipo "faça um app de clima": aí o modelo inventa a regra do produto no lugar que você deixou vazio, e você passa a próxima meia hora corrigindo escolha que nem era sua

  1. Ajuste a interface com o annotation mode em vez de descrever a tela por texto

Com a ferramenta de caixa você desenha um retângulo sobre o elemento e digita o que quer mudar naquele ponto, e o prompt fica anexado à caixa

O erro comum deste passo é tentar consertar a tela inteira pelo chat ("o botão do meio tá feio"): a IA não sabe qual é o botão do meio, você sabe

Marcar o elemento resolve a ambiguidade que o texto não resolve

  1. Se o alvo for celular, peça app Android nativo

O Build mode gera app web com runtime full-stack e também app Android nativo em Kotlin com Jetpack Compose, tudo por prompt

  1. Publique com o botão Deploy app

Ele sobe o app no Google Cloud Run com um clique e te devolve a URL

O erro comum aqui é confundir preview com publicado: enquanto você não clicou em Deploy app, aquilo tá rodando só pra você

Quando o projeto sai da fase de protótipo e você quer domínio próprio e controle do ambiente, o passo natural é hospedar o projeto numa VPS em vez de depender só do clique

Se quiser seguir um roteiro oficial passo a passo, o Google publicou o codelab Vibe Code with Gemini in Google AI Studio

Como colocar o Antigravity CLI para rodar

O AI Studio é ótimo pra nascer projeto, mas na hora que vira trabalho contínuo dentro de um repositório que já existe, você quer o agente no seu terminal

O Antigravity CLI é o terminal da plataforma

  1. Instale pelo script da sua plataforma

A instalação é por scripts específicos por plataforma, que registram o binário agy: em ~/.local/bin/agy no macOS e no Linux, e em C:\Users\<Usuario>\AppData\Local\agy\bin no Windows

O passo a passo por sistema está na documentação de instalação do Antigravity CLI

O erro comum deste passo é rodar o comando num terminal que já estava aberto antes da instalação e tomar um "comando não encontrado": fecha e abre de novo antes de sair investigando 😀

  1. Entre na pasta do projeto e invoque o agy
cd meu-projeto
agy

O erro comum deste passo é chamar o agente da pasta errada e depois estranhar que ele não conhece o seu código

  1. Passe pelo setup interativo do primeiro launch

Na primeira vez, a interface de terminal faz uma configuração interativa de esquema de cores, modo de renderização e confiança do workspace

O erro comum aqui é dar confiança no automático, no modo next, next e finish: essa pergunta existe justamente pra você olhar em qual pasta tá dando essa permissão

  1. Reaproveite o que você já sabia do Gemini CLI

O Antigravity CLI manteve os conceitos: Agent Skills, Hooks, Subagents e Extensions, que agora vêm reempacotadas como plugins do Antigravity

Se você já tinha um fluxo montado, boa parte do vocabulário continua valendo

  1. Escolha o modelo da tarefa

O Antigravity oferece escolha de modelos, incluindo modelos que não são do Google: Gemini 3.5 Flash, Gemini 3.1 Pro, Gemini 3 Flash, Claude Sonnet e Opus 4.6 e gpt-oss-120b

Isso é mais relevante do que parece: você não fica preso a um modelo só porque a ferramenta é do Google

Que tipo de tarefa cada ferramenta do Google resolve melhor

A pergunta certa não é "qual é a melhor", é "o que eu tô fazendo agora?"

Validar uma ideia rápido, sem ambiente: Build mode do AI Studio

Você descreve, olha na tela, ajusta com annotation mode e publica no Cloud Run pelo Deploy app pra mandar o link pra alguém opinar

Protótipo web ou Android nativo em Kotlin com Jetpack Compose, e o ciclo inteiro no navegador

Trabalhar dentro do projeto de verdade: Antigravity IDE ou CLI

Aqui entram Agent Manager, integração com o navegador e a escolha de modelo por tarefa (dá pra jogar um Claude Opus 4.6 num refactor cabeludo e um Flash no que é repetitivo)

É o cenário de código que já existe, com convenção, com histórico, com gente usando

Delegar e voltar depois: Jules

Ele é assíncrono, integrado ao GitHub, sobe uma VM própria pra trabalhar na tarefa e entrega em pull request

Ou seja: você não fica olhando o agente trabalhar, você revisa o diff igual revisaria o de um colega

E tem o vizinho de mesa disso tudo, que é quando o Gemini vira peça de um fluxo em vez de escrever o app: aí a conversa muda pra automação com n8n e agentes de IA, que é outro tipo de problema

O que eu vi na prática testando o mesmo projeto com e sem skill

Tem um problema chato do vibe coding com API de terceiro que quase ninguém avisa: o modelo foi treinado num ponto do passado

Aí você pede um app que usa API do Google e o código sai apontando pra versão antiga de pacote e pra modelo velho, com a maior cara de certo

Eu quis ver isso acontecendo, então fiz o MESMO projeto duas vezes, com praticamente o mesmo prompt: primeiro sem a skill de APIs do Gemini, depois com ela instalada

O projeto era um app web com página HTML simples e backend em Node com Express: o usuário escolhe uma cidade, o backend chama a API do Gemini, busca o clima em tempo real via Google Search, gera um infográfico e devolve a imagem na página

Na primeira rodada, sem a skill, abri o package.json e o pacote instalado estava numa versão antiga

No código, o modelo escolhido era um Gemini 2.0 Flash

O app até subiu, mas na hora que digitei a cidade veio erro: o modelo apontado ali não estava disponível pra gerar o conteúdo

E esse é o tipo de erro em que a IA costuma não se resolver sozinha, porque pra ela aquilo está certo

Você acaba caçando resposta no Stack Overflow e na busca, que é exatamente o tempo que o vibe coding prometeu economizar 😛

Na segunda rodada eu listei as skills disponíveis do Google, achei a de APIs do Gemini e instalei de forma global, escolhendo cópia de arquivo em vez de link simbólico (na minha experiência o link às vezes dá problema)

Dica de bastidor: vale rodar essa listagem de tempos em tempos, porque skill nova aparece por lá

No prompt da segunda rodada eu coloquei uma instrução explícita mandando usar a skill

Eu faço isso sempre, porque às vezes o agente passa por cima e ignora, mesmo com a IDE lendo as skills disponíveis

Antes de rodar, criei a chave de API no AI Studio, na opção de obter chave de API

Dois detalhes que já me ferraram: a chave vai num arquivo .env, que não é versionado no repositório, e ela precisa estar colada ANTES de você iniciar a aplicação, porque o arquivo é lido no start

Se você subir o app antes de colar, reinicia

No meu caso ainda tive que renomear o arquivo gerado pra .env antes de colar a chave

A IDE também gerou um plano de implementação antes de escrever o código

Nesse projeto simples eu não intervim, mas ler esse plano é o momento mais barato de corrigir rumo, então não pula

O resultado: o projeto com a skill veio com o pacote Google GenAI 1.41 (foi o que li na tela), e mudou até o NOME do pacote em relação à primeira rodada

Sem skill, o caminho foi cheio de correção de erro

Com a skill, o caminho ficou linear: pedir, instalar, rodar o app

A lição que fica pra qualquer vibe coder, mesmo quem não usa Antigravity: código gerado por IA vem com viés de passado, e versão de pacote e nome de modelo são os dois primeiros lugares onde você deve olhar antes de xingar a ferramenta

No vídeo acima dá pra acompanhar as duas rodadas lado a lado: o package.json antigo, o erro na hora de buscar a cidade, a instalação da skill e o projeto final já com pacote atual

O que saiu de cena: Gemini CLI, Code Assist e Firebase Studio

Essa parte é pra você não perder tarde seguindo tutorial velho

No Google I/O 2026, em 19 de maio, o Google anunciou a transição do Gemini CLI para o Antigravity CLI, unificando os esforços numa plataforma só

Em 18 de junho de 2026, o Gemini CLI e as extensões de IDE do Gemini Code Assist pararam de atender requisições para Google AI Pro, Ultra e pra quem usava de graça pelo Gemini Code Assist para indivíduos

As licenças Standard e Enterprise seguem sem mudança

O Gemini Code Assist para contas de consumidor foi descontinuado

E o Firebase Studio será desligado em 22 de março de 2027: desde 22 de junho de 2026 a criação de novos workspaces e o cadastro de novos usuários estão desabilitados, e a recomendação oficial é migrar para o Google AI Studio ou para o Google Antigravity

Ou seja: se o tutorial que você achou começa mandando instalar Gemini CLI ou abrir Firebase Studio, ele é de outra era

Quanto custa fazer vibe coding com o Gemini hoje

Dá pra ir longe sem pagar nada, e isso não é força de expressão

De graça você tem a interface do AI Studio no navegador com qualquer conta Google, a camada gratuita da API do Gemini, o Antigravity em preview público sem custo pra pessoas físicas (com autocomplete de tab ilimitado e acesso a recursos como Agent Manager e integração com o navegador) e o plano de acesso introdutório sem custo do Jules

A cobrança da API só entra quando você habilita o billing do Google Cloud e passa da cota

Nos pagos, o Google AI Pro custa US$ 19,99 por mês e o Google AI Ultra tem dois níveis: US$ 99,99 e US$ 199,99 por mês

No I/O 2026 o Google criou um nível de AI Ultra de US$ 100 por mês voltado a desenvolvedores e reduziu o topo do AI Ultra de US$ 250 para US$ 200 por mês

O que a grana compra, em limite: o nível de US$ 100 dá 5x mais limite de uso no app Gemini e no Google Antigravity que o plano Pro, e o de US$ 200 dá 20x

No Jules a lógica é a mesma: 5x mais limite no Google AI Pro e 20x no Google AI Ultra

No AI Studio, as assinaturas AI Pro e Ultra desbloqueiam modelos pagos, limites maiores no Playground e o Code Assistant do Build mode

E se o limite acabar no meio de um projeto, assinantes AI Pro e Ultra podem comprar créditos de IA avulsos (pay-as-you-go) para o Google Antigravity e o Google Flow

Tradução prática: começa no gratuito, e só assina quando o limite virar o seu gargalo de verdade, não antes

Por onde começar

Se eu pudesse te dar UM passo pra hoje, seria esse: abre o Build mode do AI Studio e descreve um app pequeno, de uma tela só, com uma regra clara

Não é pra ficar bonito, é pra você sentir o ciclo de descrever, olhar, anotar o ponto na tela e publicar

Depois disso, quando a tarefa deixar de ser "criar um app do zero" e virar trabalho contínuo dentro de um projeto que já existe, você desce pro Antigravity, com o agy no terminal ou a IDE, e escolhe o modelo por tipo de tarefa

Pra ir mais fundo, os dois codelabs oficiais são o próximo passo natural: o de vibe coding no AI Studio e o Deploy Applications from Gemini CLI and Antigravity to Cloud Run using MCP Server

E guarda essa: sempre que o app gerado quebrar em uma chamada de API, olha primeiro a versão do pacote e o nome do modelo no código

Na maioria das vezes o problema não é a sua ideia, é o calendário do treino do modelo 🙂

Até o próximo post!

Perguntas frequentes

O Gemini CLI ainda funciona para programar com IA em 2026?

Depende do tipo de conta. Desde 18 de junho de 2026, o Gemini CLI e as extensões de IDE do Gemini Code Assist pararam de atender quem usava Google AI Pro, Ultra ou o Gemini Code Assist gratuito para indivíduos. Licenças Standard e Enterprise seguem funcionando sem mudança, mas pra quem é pessoa física o caminho agora é o Antigravity CLI, que é pra onde o Google direcionou esse esforço.

Quanto custa usar o Google Antigravity para fazer vibe coding?

Hoje não custa nada: o Antigravity está em preview público e sem custo pra pessoas físicas, com autocomplete de tab ilimitado e acesso a recursos como Agent Manager e integração com o navegador. Quem já assina Google AI Pro ou Ultra ainda pode comprar créditos avulsos (pay-as-you-go) pra usar no Antigravity e no Google Flow.

Dá pra usar Claude ou GPT dentro do Google Antigravity?

Dá sim, o Antigravity não trava você só nos modelos do Google. A plataforma oferece escolha entre Gemini 3.5 Flash, Gemini 3.1 Pro, Gemini 3 Flash, Claude Sonnet e Opus 4.6, e gpt-oss-120b. Isso vale tanto pro Antigravity CLI quanto pras outras superfícies da plataforma.

O Firebase Studio ainda é opção para vibe coding no Google?

Não por muito tempo. Desde 22 de junho de 2026 já não dá pra criar novo workspace nem cadastrar novo usuário no Firebase Studio, e o desligamento completo está marcado pra 22 de março de 2027. O próprio Google recomenda migrar pro Google AI Studio ou pro Google Antigravity.

Qual a diferença entre Google AI Pro e Google AI Ultra pra programar com Gemini?

O Google AI Pro custa US$ 19,99 por mês e já libera modelos pagos, limites maiores no Playground e o Code Assistant do Build mode. Já o AI Ultra tem DOIS níveis: o de US$ 100 por mês, criado no I/O 2026 pensando em desenvolvedores, dá 5x mais limite de uso no app Gemini e no Antigravity em relação ao Pro, e o topo, que caiu de US$ 250 para US$ 200 por mês, dá 20x.

O Jules trabalha sozinho ou eu preciso acompanhar cada passo?

O Jules foi feito pra trabalhar sozinho: é um agente de código autônomo e assíncrono, integrado ao GitHub, que sobe uma VM própria pra tarefa e te entrega o resultado direto como pull request. Ele tem acesso introdutório sem custo, e quem assina Google AI Pro ganha 5x mais limite, enquanto o Google AI Ultra dá 20x mais.




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