Como usar o NotebookLM na prática (agora Gemini Notebook): passo a passo com um exemplo real do começo ao fim

Como usar o NotebookLM na prática: crie o notebook, suba suas fontes (PDF, site, vídeo do YouTube, Documentos Google, texto colado), ajuste Configurações > Idioma da resposta para português e só então pergunte no chat, conferindo as citações in-line. Depois gere o primeiro artefato no painel Estúdio: Audio Overview, mapa mental, flashcards ou quizzes. Dá pra usar de graça com uma Conta do Google, dentro dos limites do plano gratuito (100 notebooks, 50 fontes por notebook, 50 consultas de chat e 3 gerações de áudio por dia). Desde 16/07/2026 o produto se chama Gemini Notebook, e os links antigos seguem funcionando
Quase todo tutorial de NotebookLM te mostra tela, botão e menu solto, e no fim você fecha a aba sem ter feito absolutamente nada
Fala aí, beleza? Em 16/07/2026 o Google renomeou o produto para Gemini Notebook, e muita coisa que tá rodando por aí ficou datada no nome e rasa no conteúdo
A proposta aqui é diferente: um passo a passo que sai do notebook vazio e chega num artefato pronto, mais os recursos que eu uso em todos os meus notebooks pra não deixar fonte ruim entrar
E sem pular a parte chata, que é justamente a que decide a qualidade de tudo depois: a escolha das fontes
O que você precisa antes de começar (e quanto custa)
Pouca coisa, de verdade
Uma Conta do Google e o acesso pelo endereço citado na documentação oficial, notebooklm.google.com, ou pelo app de celular
Dá pra usar sem pagar nada, e o upgrade é opcional: limites maiores e recursos adicionais vêm via Google AI Plans, Google Cloud ou um plano do Google Workspace qualificado
Os limites do plano gratuito:
- 100 notebooks
- até 50 fontes por notebook
- 50 consultas de chat por dia
- 3 gerações de áudio por dia
Pra quem for estourar isso, o Google AI Pro no Brasil sai por R$ 96,99 por mês, e o teto máximo nos planos pagos vai até 600 fontes por notebook, conforme o plano contratado
Minha régua é simples: só pensa em pagar quando o limite de fontes ou de consultas doer de verdade no seu uso real
O que serve de fonte:
PDFs, sites, vídeos do YouTube, arquivos de áudio, Documentos Google e Apresentações Google
Também entram arquivos compatíveis do Google Drive e texto copiado e colado como nova fonte
No upload de documentos, os formatos suportados são docx, txt, md, pdf, csv e pptx
O teto por fonte individual é de 500.000 palavras, ou até 200 MB para arquivos enviados
Se você nunca abriu a ferramenta na vida, vale passar antes pelo guia completo do NotebookLM e voltar aqui pro fluxo prático 🙂
Passo a passo: do notebook vazio ao primeiro resultado usável
O exemplo que eu vou seguir é o mesmo que uso nos meus notebooks de pesquisa: juntar material sobre um assunto, filtrar o que não presta e sair de lá com um artefato que eu realmente salvo
Vamos ver na prática?
- Crie o novo notebook
Abra o produto e selecione ‘Criar novo notebook’
Na janela pop-up, selecione ‘Fazer upload de uma fonte’ e escolha os arquivos, ou parta pra descobrir novas fontes
Antes de sair jogando arquivo, eu nomeio o notebook com o assunto exato do projeto
Parece bobagem, mas é o que dá contexto e escopo pro que vem depois
Erro comum deste passo: tratar o notebook como pasta de downloads, com três assuntos misturados dentro. Cada notebook é a coleção de fontes de UM projeto específico, é assim que ele foi desenhado
- Monte o conjunto de fontes
Aqui entra o que você já tem (PDF, apresentação, o vídeo do YouTube que te ensinou o assunto) e o que você for buscando pelo caminho
Só que nem tudo cai bem: a própria documentação avisa que certos tipos de imagem podem não funcionar tão bem, e que áudios sem fala não são suportados
Erro comum deste passo: subir 40 fontes achando que quantidade é qualidade. Fonte ruim prejudica MUITO a resposta que você recebe, e você só descobre isso lá na frente, quando o resumo sai genérico
- Fixe o idioma da resposta
No computador, canto superior direito: Configurações > Idioma da resposta, e escolhe o idioma
O padrão é o idioma preferido da sua Conta do Google, e são mais de 80 idiomas suportados
Essa escolha vale pra guia de estudo, documentação, Audio Overviews e respostas do chat, ou seja, é um ajuste só que arruma tudo
Erro comum deste passo: deixar no automático e receber resposta em inglês porque as fontes que você subiu eram em inglês. Aí vem aquele ‘mas por que ele tá falando inglês comigo?’ 😀
- Faça a primeira pergunta no chat
Agora sim, pergunta
O chat é ancorado nas fontes do seu notebook, e as respostas vêm com citações in-line, pensadas pra precisão e transparência
Clique na citação e confira o trecho, sempre
Uma pergunta que eu uso muito logo de cara é a de categorização, pra separar o joio do trigo:
Analise as fontes deste notebook e separe em duas listas:
1) fontes publicadas ou atualizadas antes de 2020
2) fontes publicadas ou atualizadas depois de 2020
Cite a fonte de cada itemErro comum deste passo: achar que citação exibida é sinônimo de resposta certa. O próprio Google avisa: mesmo quando os apps do Gemini mostram fontes ou conteúdo relacionado, eles ainda podem cometer erros
- Gere o primeiro artefato no painel Estúdio
Com o notebook já limpo, vai no painel Estúdio (Studio) e gera a saída que faz sentido pro seu objetivo
Audio Overview pra ouvir no deslocamento, mapa mental pra enxergar a estrutura, flashcards e quizzes pra estudar de verdade
Erro comum deste passo: clicar em gerar e aceitar o que vier. Dá pra personalizar antes, e é isso que separa material descartável de material que você salva
E quando a citação aponta o documento inteiro?
Acontece, e não é bug
Se o conteúdo da fonte for muito curto, o produto se refere ao documento inteiro em vez de citar trechos individuais do texto
Quando isso pegar num ponto crítico da sua pesquisa, o caminho é trocar aquele recorte magrinho por uma fonte mais completa
O exemplo real: como eu organizo as fontes e o que apareceu no meu notebook
No vídeo abaixo eu mostro oito recursos que uso em todos os meus notebooks e projetos, e mostro todos eles dentro de um notebook só, o da minha pesquisa sobre investimento, do começo ao fim
O objetivo é bem específico: extrair o máximo da ferramenta e aprender o assunto mais rápido
E o primeiro deles não acontece dentro do notebook criado, acontece antes: nomear o projeto com o assunto exato, pra dar contexto e escopo pro que vem depois
A parte que mais muda resultado, na minha experiência, é a validação
Eu pergunto ao próprio notebook sobre as fontes dele pra criar critérios de eliminação, e vou desmarcando o que não serve
Nesse notebook de investimento, pedi pra categorizar as fontes e apontar quais falavam de perfil conservador (renda fixa, preservação de capital), porque não era aquilo que eu queria
Desmarquei essas e segui
Outra categorização que eu rodo no mesmo notebook é por data, com o corte explícito: antes de 2020 = antigas, depois de 2020 = novas
Naquela rodada o resultado veio redondo: todas as fontes classificadas como novas, publicadas ou atualizadas entre 2025 e 2026, nenhuma antiga
Não excluí nada por esse critério, e tá tudo certo, o ponto do teste é saber, não é cortar por cortar
Esse corte de data pesa MUITO em tecnologia e programação, onde framework muda toda hora e fonte velha te devolve resposta ruim com cara de resposta boa
Eu também removo as fontes que falharam na importação, tipo site que não deixou extrair o conteúdo
Além de sujar o notebook, elas fazem o resultado demorar mais por causa da tentativa de acesso a uma fonte quebrada
E tem o atalho preguiçoso (e isso é bom!): usar o resumo que a ferramenta dá de cada fonte pra decidir relevância sem precisar abrir link por link
Por último, a estratégia multimodal: não depender só de site vindo da web
Eu misturo PDF, arquivo do Drive, texto escrito por mim com orientações e vídeo do YouTube, pra ter fonte formal e fonte informal no mesmo lugar
O que dá pra gerar no Estúdio: áudio, mapa mental, flashcards e quizzes
O notebook limpo é meio caminho
A outra metade é escolher o formato de saída que combina com o que você vai fazer com aquilo
| Artefato | Onde gera | Bom pra quê |
|---|---|---|
| Audio Overview | painel Estúdio | ouvir a discussão dos tópicos principais das suas fontes |
| Mapa mental | painel Estúdio | enxergar temas principais e ideias relacionadas em diagrama ramificado |
| Flashcards | painel Estúdio | memorizar em estudo interativo |
| Quizzes | painel Estúdio | testar se você realmente entendeu |
Audio Overview: o resumo em áudio que parece podcast
Com o notebook aberto, fontes carregadas e acesso de edição, é só selecionar ‘Audio Overview’ no painel Estúdio
A geração roda em segundo plano, então dá pra gerar outros artefatos ou navegar pra outras telas enquanto isso, sem ficar olhando pra barrinha
O que sai são discussões aprofundadas entre apresentadores de IA, resumindo os tópicos principais das fontes que você enviou
E atenção nisso: elas são projetadas pra refletir o conteúdo das suas fontes de forma objetiva, não a opinião subjetiva dos apresentadores
Agora a parte que quase ninguém usa: selecione o ícone de lápis ao lado de ‘Audio Overviews’ antes de gerar
Ali você escolhe o idioma, ajusta a duração, seleciona ou desmarca fontes e adiciona prompts
No mesmo notebook de investimento, eu pedi que o áudio destacasse as principais formas de investimento e os ganhos potenciais, em vez de aceitar um panorama genérico
Quer conferir depois o que foi pedido? O prompt usado aparece em ‘View custom prompt’, no menu de três pontos ao lado do artefato no painel Estúdio
Mapa mental, flashcards e quizzes:
O mapa mental resume visualmente as fontes enviadas, mostrando os temas principais e as ideias relacionadas como um diagrama ramificado
É o jeito mais rápido de descobrir que você achava que sabia a estrutura do assunto, mas não sabia 😛
Já flashcards e quizzes você gera no mesmo painel Estúdio, selecionando ‘Flashcards’ ou ‘Quizzes’, e eles transformam as informações das fontes em ferramentas de estudo interativas
Esses artefatos também viram matéria-prima fora do notebook, e é aí que entra repurposing de conteúdo pra quem produz material com frequência
Virou Gemini Notebook: o que muda (e o que não muda) pra quem já usa
Calma, ninguém morreu
O anúncio oficial do Google em 16/07/2026 renomeou o NotebookLM para Gemini Notebook, e o produto segue autônomo de pesquisa: não foi descontinuado nem absorvido pelo app Gemini
Seus notebooks e links continuam funcionando: redirecionamentos automáticos mantêm notebooks compartilhados e links de usuário válidos, e nenhuma ação é exigida de administradores ou usuários finais
Ou seja, aquele link que você mandou pro time semana passada não quebrou
A novidade que veio junto:
Cada notebook passou a contar com um computador em nuvem seguro, capaz de escrever e executar código para análises de dados ancoradas nas suas fontes
Isso muda o tipo de pergunta que faz sentido levar pra lá, principalmente quando o material tem dado numérico no meio
Tem também a integração: notebooks criados no Gemini Notebook aparecem automaticamente na navegação do Gemini, e você consegue ver, editar e conversar com eles a partir de qualquer um dos dois
Repare que integração não é absorção: o Gemini Notebook segue de pé como produto próprio, ele só ficou visível também do outro lado
Então pra que usar isso em vez do Gemini normal?
Pela âncora
Aqui as respostas são fundamentadas nas SUAS fontes, com citações in-line claras, voltadas a precisão, transparência e confiança
É a diferença central em relação ao app Gemini comum, e é por isso que ele serve pra pesquisa séria
Só não confunda âncora com garantia: mesmo mostrando fontes ou conteúdo relacionado, os apps do Gemini ainda podem cometer erros
Confere o trecho citado, sempre…
Conclusão: por onde começar hoje
Se você chegou até aqui e não abriu a ferramenta, o post não serviu de nada, então bora fazer o menor teste possível
Escolhe um projeto real que você já tem em mãos
Sobe três fontes, só três, nada de despejar a pasta inteira
Ajusta Configurações > Idioma da resposta pro português
Faz uma pergunta no chat e clica na citação pra conferir o trecho
E aí sim, gera um Audio Overview pelo painel Estúdio, lembrando que no plano gratuito são 3 gerações de áudio por dia
Se der certo, repete com um notebook por projeto, e vai refinando as fontes com as perguntas de categorização, que é onde mora o ganho de verdade
A decisão de pagar fica pra depois, quando as 50 fontes por notebook ou as 50 consultas de chat por dia realmente apertarem no seu fluxo
Até o próximo post!
Perguntas frequentes
O NotebookLM mudou de nome? Meus notebooks antigos ainda funcionam?
Sim, o Google renomeou o produto para Gemini Notebook em 16/07/2026, mas ele continua como produto autônomo de pesquisa, sem ter sido absorvido pelo app Gemini. Notebooks e links compartilhados continuam funcionando normalmente, com redirecionamento automático, e nenhuma ação é exigida de você.
Quanto custa usar o NotebookLM (Gemini Notebook)?
Dá pra usar de graça com uma Conta do Google, sem pagar nada. Quem precisa de limites maiores pode contratar o Google AI Pro, que no Brasil sai por R$ 96,99 por mês, entre outras opções via Google Cloud ou plano Workspace qualificado.
Quantas fontes posso subir em cada notebook?
No plano gratuito o limite é de 50 fontes por notebook, com teto de 100 notebooks e 50 consultas de chat por dia. Nos planos pagos, esse teto sobe para até 600 fontes por notebook, dependendo do plano contratado.
Como faço o NotebookLM responder em português?
No computador, vai em Configurações, no canto superior direito, e seleciona Idioma da resposta. O padrão segue o idioma preferido da sua Conta do Google, e essa escolha vale também pra guias de estudo, documentação e Audio Overviews, entre mais de 80 idiomas suportados.
O NotebookLM pode errar mesmo mostrando a fonte da resposta?
Pode, sim. O próprio Google avisa que mesmo quando os apps do Gemini mostram fontes ou conteúdo relacionado, eles ainda podem cometer erros, por isso vale sempre clicar na citação e conferir o trecho original.
Os notebooks do Gemini Notebook aparecem dentro do app Gemini?
Aparecem. Notebooks criados no Gemini Notebook entram automaticamente na navegação do app Gemini, e dá pra ver, editar e conversar com eles a partir de qualquer um dos dois lugares. Isso é integração, não absorção: o Gemini Notebook segue existindo como produto autônomo de pesquisa, ele só ficou visível também do lado do app.
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