SSD ou SDD? O termo certo é spec-driven development (e o que pesquisar para achar material)

diferença entre ssd spec driven development e sdd spec-driven development
Resposta rápida

Pesquisou ssd spec driven development e recebeu uma lista de discos? O problema é uma letra: SSD é a sigla de Solid State Drive (unidade de estado sólido, hardware de armazenamento), enquanto o método de desenvolvimento se chama SDD, de spec-driven development. É a metodologia em que uma especificação detalhada é criada e acordada antes de o desenvolvimento começar, servindo como fonte única de verdade sobre o que construir e como construir. Para achar material bom, busque pelo termo por extenso, pelo sinônimo specification-driven development ou pelos nomes próprios: github/spec-kit, Kiro e EARS

Você digita SSD esperando achar metodologia e o buscador te entrega uma prateleira de discos 😀

A culpa não é sua nem do algoritmo: é de uma letra trocada

SSD é a sigla de Solid State Drive, traduzida como unidade de estado sólido: um dispositivo de armazenamento com memórias flash NAND, sem partes móveis

O método de desenvolvimento que você está procurando se chama SDD, de spec-driven development

O que destrava a sua pesquisa é o vocabulário certo: os sinônimos, o nome em português e os nomes próprios que levam a material real

Bora organizar isso?

Por que a busca por SSD devolve hardware (e como corrigir a consulta)

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O sintoma:

Você pesquisa a sigla e a página vem cheia de armazenamento, memória flash e comparativo de disco

Zero metodologia

A causa:

SSD é sigla consagrada de Solid State Drive há muito tempo, num mercado gigante de hardware

Quando uma sigla tem um sentido dominante assim, o buscador resolve a ambiguidade pelo lado mais provável

E o lado mais provável, estatisticamente, é o disco

Não adianta brigar com isso, adianta desviar

A solução:

Troque a sigla pelo termo por extenso: spec-driven development

Se quiser usar sigla, use SDD, que é a sigla correta do método

Como prevenir da próxima vez:

Sempre que uma sigla tiver homônimo de hardware, escreva o termo por extenso na primeira busca

É mais lento de digitar e infinitamente mais rápido de achar 🙂

O que é spec-driven development, em uma definição

Spec-driven development é a metodologia em que uma especificação detalhada é criada e acordada antes de o desenvolvimento começar

Essa especificação vira a fonte única de verdade sobre o que construir e como construir

É isso, sem mistério e sem prompt mágico

O ponto que faz o termo aparecer tanto agora é o contexto: a comunidade de IA discute o SDD como resposta ao vibe coding, aquele processo não estruturado de conversar com um LLM e torcer pra ele acertar a intenção

Por isso os dois termos vivem grudados nas buscas, e vale entender quando usar cada abordagem antes de escolher lado

O nome do tema em português usado pela documentação da IBM é desenvolvimento orientado por especificações

Guarda esse, ele é útil pra buscar conteúdo em PT-BR

Mapa de termos: o que digitar para achar material sobre SDD

Se liga nessa tabela, ela é o coração do post

Termo O que é Quando usar
spec-driven development Termo canônico em inglês Busca geral, é o que traz mais material
specification-driven development Variante em inglês usada como sinônimo em buscas e artigos Quando a busca principal saturar, pra pegar outro recorte
SDD Sigla correta do método Documentação e discussões técnicas, onde o contexto já está dado
desenvolvimento orientado por especificações Nome em português usado pela documentação da IBM Comunidade e conteúdo em PT-BR
vibe coding Termo-par que aparece junto de spec-driven development nas buscas Quando você quer o debate, a crítica e a comparação entre os dois
SSD Sigla de Solid State Drive, unidade de estado sólido Só se você quiser mesmo comprar um disco haha

Repara que a última linha existe justamente pra você riscar ela da sua lista

Nomes próprios que funcionam como termo de busca

Termo genérico traz definição

Nome próprio traz material de verdade: repositório, documentação, comando pra rodar

Então anota esses aqui

github/spec-kit:

O spec-kit é um toolkit open source mantido pelo GitHub, criado para spec-driven development com agentes de código

O fluxo padrão dele é Spec → Plan → Tasks → Implement

Esse fluxo, sozinho, já é um ótimo termo de busca: ele aparece em praticamente todo material sério sobre o assunto

Os slash commands usam o prefixo speckit:

  • /speckit.constitution
  • /speckit.specify
  • /speckit.clarify (opcional)
  • /speckit.plan
  • /speckit.checklist (opcional)
  • /speckit.tasks
  • /speckit.analyze (opcional)
  • /speckit.implement

A instalação global do CLI é feita com uv:

uv tool install specify-cli --from git+https://github.com/github/spec-kit.git

E o CLI tem três comandos que valem decorar: specify init inicializa o projeto, specify --version mostra a versão e specify check verifica os requisitos do sistema

Uma dica de bastidor: rode o specify check ANTES de sair criando projeto, ele existe exatamente pra te avisar do que falta na máquina

Na inicialização dá pra escolher o agente de código pela flag --ai e o tipo de script pela flag --script (sh ou ps)

specify init meu-projeto --ai claude --script sh

Ao inicializar, o Spec Kit cria a pasta .specify/ com templates, scripts auxiliares e a memória do projeto (incluindo a constitution)

O GitHub anunciou o Spec Kit como toolkit open source para spec-driven development com agentes como GitHub Copilot, Claude Code e Gemini CLI

Tome cuidado com um detalhe aqui, porque é onde muito tutorial confunde a galera: no caminho específico do GitHub Copilot, o Spec Kit também cria .github/prompts/ (que viram slash commands no Copilot Chat) e .github/copilot-instructions.md

Isso é do caminho do Copilot

Não saia procurando essa pasta em outro agente achando que quebrou algo

Kiro:

Kiro é o IDE agêntico da AWS construído em torno de specs

Ele entrou em disponibilidade geral em 17 de novembro de 2025, com CLI e recursos de time

O vocabulário do Kiro é bem específico e ótimo pra busca: uma spec ali é composta por três arquivos

  • requirements.md: histórias de usuário e critérios de aceite
  • design.md: arquitetura técnica e diagramas
  • tasks.md: plano de implementação em tarefas rastreáveis

Se você pesquisar por esses três nomes juntos, cai em material de SDD na hora

EARS:

O requirements.md do Kiro usa a notação EARS, no padrão WHEN <condição> THE SYSTEM SHALL <comportamento esperado>

E aqui vem a parte que quase ninguém conta: EARS não nasceu com IA

EARS significa Easy Approach to Requirements Syntax, foi desenvolvida por Alistair Mavin e colegas na Rolls-Royce plc e publicada na IEEE International Requirements Engineering Conference (RE’09) em 2009

Engenharia de requisitos de avião, sério

A estrutura geral de um requisito é WHILE <pré-condições opcionais>, WHEN <gatilho opcional>, the <nome do sistema> SHALL <resposta do sistema>, com cinco padrões de requisito: ubiquitous, event-driven, unwanted behaviors, state-driven e optional features

Buscar por "EARS requirements" te leva a material MUITO mais antigo e mais denso que o hype atual

No Claude Code: CLAUDE.md, /init, /memory e plan mode

Se o seu agente é o Claude Code, esses quatro nomes formam o vocabulário adjacente que você vai encontrar em toda discussão de SDD

Arquivos CLAUDE.md dão instruções persistentes ao projeto e são lidos pelo Claude no início de cada sessão

O comando /init gera um CLAUDE.md inicial e o /memory serve pra refinar ele

Já o plan mode permite que o Claude explore e proponha mudanças sem editar os arquivos de imediato, pra você revisar o plano antes da aplicação

É o espírito do SDD ali: acordar o plano primeiro, depois deixar o código acontecer

SDD, TDD e BDD: siglas parecidas, níveis diferentes

Três siglas de três letras terminando em DD

Dá ruim na busca, dá ruim na conversa

Sigla O que ela resolve
SDD Define a intenção e planeja a construção
TDD Valida a implementação
BDD Descreve o comportamento

E fica explícito: o SDD não substitui TDD nem BDD

Ele opera em um nível acima

SDD define intenção e planeja a construção, enquanto o TDD valida implementação e o BDD descreve comportamento

Ou seja, não é escolha, é camada diferente

Conclusão: o vocabulário certo e o próximo passo

Recapitulando o que resolve o seu problema de busca:

  • troque SSD por SDD, porque SSD é Solid State Drive, hardware de armazenamento
  • prefira o termo por extenso: spec-driven development
  • se saturar, tente o sinônimo specification-driven development
  • em PT-BR, busque por desenvolvimento orientado por especificações
  • pra pegar o debate, jogue vibe coding junto
  • e vá direto nos nomes próprios: github/spec-kit, Kiro e EARS

O próximo passo prático é bem simples: abre o repositório github/spec-kit e lê o fluxo Spec → Plan → Tasks → Implement com calma

Depois leva esse mesmo fluxo como termo de busca pras comunidades, sempre escrito por extenso

É ali que a conversa boa acontece, e agora você sabe como chegar nela 😀

até o próximo post!

Perguntas frequentes

SSD e SDD são a mesma coisa, só escrita diferente?

Não, são conceitos completamente diferentes. SSD é a sigla de Solid State Drive, um dispositivo de armazenamento com memórias flash NAND, sem partes móveis. SDD é a sigla de spec-driven development, o método de trabalho que parte de uma especificação antes do código.

Qual a diferença entre spec-driven development e TDD?

O SDD não substitui o TDD, ele opera em um nível acima. O spec-driven development define a intenção e planeja a construção, enquanto o TDD valida a implementação escrevendo testes antes do código.

Spec-driven development e BDD são a mesma coisa?

Não. SDD, TDD e BDD atuam em níveis diferentes: o SDD define o que construir e como construir através da especificação, enquanto o BDD descreve o comportamento esperado do sistema. Um não substitui o outro.

O que é a notação EARS usada no Kiro?

EARS é a sigla de Easy Approach to Requirements Syntax, desenvolvida por Alistair Mavin e colegas na Rolls-Royce plc e publicada na IEEE International Requirements Engineering Conference em 2009. No Kiro, ela aparece no requirements.md no padrão WHEN <condição> THE SYSTEM SHALL <comportamento esperado>, com cinco padrões de requisito possíveis: ubiquitous, event-driven, unwanted behaviors, state-driven e optional features.

Como instalar o Spec Kit do GitHub para usar com o Claude Code?

A instalação global do CLI é feita com uv, rodando uv tool install specify-cli –from git+https://github.com/github/spec-kit.git. Depois é só usar specify init informando o agente pela flag –ai, como em specify init meu-projeto –ai claude, e o Spec Kit já cria a pasta .specify/ com os templates do projeto.

O Kiro da AWS já está disponível para uso geral?

Sim. O Kiro é o IDE agêntico da AWS construído em torno de specs e entrou em disponibilidade geral em 17 de novembro de 2025, já com CLI e recursos de time.



Escrito por | Matheus Battisti

Matheus Battisti
Fundador da Hora de Codar

Programador apaixonado pelo mundo das tecnologias, sempre buscando em aprender e se aprofundar em linguagens, frameworks e o que mais for necessário para executar um bom trabalho. Agora tem uma nova missão que é de passar seu conhecimento adiante para formar novos programadores e especializar mais os que já são.

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