O que o setup do REA (Reverse Engineer Anything) muda na sua máquina e no seu agente?

Ilustração de terminal mostrando comando de setup conectando um agente de IA a ferramentas de engenharia reversa
Resposta rápida

O comando npx rea-agents setup registra o servidor MCP do REA no seu agente e instala as instruções de workflow que ensinam o agente a usá-lo. Antes, ele faz backup da configuração do agente, e depois você precisa reiniciar o agente. Na máquina, ele pode usar um Hopper, Ghidra ou IDA que você já tenha, e só instala o Hopper se você aprovar separadamente. Tudo passa por um preview com caminhos e efeitos, e a aprovação final vem com No como padrão

Fala aí, beleza? Se tu tá prestes a rodar o npx rea-agents setup, se liga nisso: ele não instala só um pacote, ele mexe na configuração do seu agente e, se você aprovar, ainda pode instalar o Hopper na sua máquina

O REA (Reverse Engineer Anything) é um servidor MCP e CLI de código aberto que conecta agentes de IA a ferramentas locais de engenharia reversa: binários, aplicativos e comportamento em tempo de execução

O repositório oficial é o morluto/rea, publicado por morluto sob licença MIT, e o pacote npm se chama rea-agents

Se ainda não ficou claro por que o REA é um MCP, vale começar por lá

Aqui o foco é outro: o que exatamente muda ANTES de você aprovar 🙂

O que acontece quando você roda npx rea-agents setup?

O setup é um assistente interativo: ele detecta seus agentes, pergunta o que configurar, mostra o plano completo e só aplica depois do seu sim

Antes de tudo, você precisa de Node.js e npm instalados, com Node na versão 22.19 ou mais nova, 24.11 ou mais nova, ou 26+

npx rea-agents setup

A sequência verificada no guia de instalação é esta:

  1. Detecta os agentes que você tem na máquina, e você escolhe quais configurar
  2. Pergunta quais capacidades configurar: a integração com o agente (MCP mais o workflow guiado correspondente) e, quando necessário, o provedor Hopper
  3. Valida a configuração existente do agente
  4. Imprime os caminhos exatos que vai tocar e os efeitos externos da mudança
  5. Pede a aprovação final, com No como resposta padrão

Esse padrão No é um detalhe massa: se tu só der Enter no automático, nada é alterado

Os agentes suportados pelo setup incluem Claude Code, Codex, Cursor, Gemini CLI, Grok Build e outros

O prompt do npx aprova o setup?

Não, e aqui mora a confusão mais comum

Quando o npx pergunta se pode prosseguir, ele só está pedindo permissão pra baixar o REA para aquela execução

Isso NÃO aprova nenhuma mudança do setup

O assistente do REA mostra o plano completo separadamente e pergunta de novo antes de aplicar qualquer coisa, então são duas aprovações diferentes, beleza?

O que muda no seu agente: registro MCP mais skill de workflow

O agente passa a ter o servidor MCP do REA registrado e, junto, as instruções de workflow que dizem como usar esse servidor

E o que é essa skill? É uma skill de roteamento empacotada pelo próprio REA, com instruções de workflow guiado que o setup instala alinhadas ao registro MCP

Pensa assim: o MCP entrega as ferramentas, a skill explica pro agente quando e como usar cada uma

Instalar só a skill resolve?

Não resolve, e isso pega muita gente

Instalar apenas a skill fornece instruções, mas não registra o servidor MCP do REA, não instala motores de análise e não adiciona ferramentas a um agente que já está rodando

Ou seja, o agente vai "saber" o que fazer, mas não vai ter com o que fazer haha

Por que o setup faz backup e pede pra reiniciar?

Porque ele altera a configuração real do seu agente

Antes de adicionar o MCP do REA, o setup faz backup da configuração existente do agente

Depois de aplicar, você precisa reiniciar o agente pra ele carregar o servidor novo

Tome cuidado: se você seguir usando a sessão que já estava aberta, as ferramentas do REA não vão aparecer lá

O que muda na sua máquina: Hopper, Ghidra ou IDA

A análise nativa pode usar um Hopper, Ghidra ou IDA que você já tenha instalado, e o único motor que o setup pode instalar sozinho é o Hopper, com aprovação própria

O Hopper é uma escolha opcional separada: o setup mostra a instalação ou conexão proposta e exige uma aprovação explícita só pra ela

Hopper no macOS:

Após aprovação, o setup pode instalar o Hopper em ~/Applications, verificando o download oficial

Não precisa de Homebrew nem de privilégios de administrador, e o instalador automático suporta macOS 12+

Hopper no Linux:

Em distribuições suportadas, o setup pode instalar o Hopper e as dependências da sessão demo pelo gerenciador de pacotes do sistema

Os hosts listados são Ubuntu 24.04+, Fedora 41+, Nobara 44+, Arch Linux, CachyOS ou Omarchy

Ghidra e IDA: traga o seu

Ghidra e IDA funcionam no modelo bring-your-own: o REA não instala esses dois por você

No Ghidra, o setup pode salvar caminhos verificados de uma instalação existente, que precisa ser o Ghidra 12.1.x com JDK 64-bit 21 ou mais novo, em Linux ou macOS, x64 ou arm64

No IDA, o REA não empacota nem instala nada automaticamente

Os perfis verificados de IDA incluem a GUI legada e o supervisor headless no Windows, além do supervisor headless em macOS arm64 com IDA Professional 9.1

Motor O que o setup faz Requisito verificado
Hopper Instala (com aprovação própria) ou conecta macOS 12+ ou Ubuntu 24.04+, Fedora 41+, Nobara 44+, Arch Linux, CachyOS, Omarchy
Ghidra Salva caminhos verificados de uma instalação existente Ghidra 12.1.x, JDK 64-bit 21+, Linux ou macOS, x64 ou arm64
IDA Não instala nem empacota, você traz o seu Perfis: GUI legada e headless no Windows, headless em macOS arm64 com IDA Professional 9.1

Preciso de motor nativo pra JavaScript ou .NET?

Não precisa

A inspeção de JavaScript e .NET não depende de Hopper, Ghidra nem IDA, então quem só mexe com isso pode pular essa escolha inteira

Qual combinação de setup faz sentido para o seu caso?

Depende do que você vai analisar e do que já tem instalado, e dá pra decidir em três cenários:

  • Só JavaScript ou .NET: fica só na integração do agente (MCP mais workflow) e recusa o Hopper, já que essas inspeções não usam motor nativo
  • Já tem Ghidra ou IDA: conecta a instalação existente, lembrando que o Ghidra precisa ser 12.1.x com JDK 21+ e que o IDA precisa bater com um dos perfis verificados
  • Não tem motor nenhum e está em macOS 12+ ou numa distro Linux listada: dá pra aprovar a instalação do Hopper pelo próprio setup

Em qualquer um dos três, a integração do agente é a parte que realmente coloca o REA pra funcionar dentro do Claude Code, Codex, Cursor e cia

O REA em uso: o clone do Excalidraw feito com dois prompts

Depois do setup, o agente passa a conseguir analisar um sistema e transformar essa análise em base pra construir algo, e foi isso que eu mostrei no vídeo "REA: a ferramenta open source que clona sistemas! (190k+ estrelas)"

Lá eu criei dois sistemas: um clone do Monkey Type, que chamei de Digitaí, e um clone do Excalidraw

No Monkey Type, abri o Chrome e pedi pro agente coletar dados do site, fechar o banner de cookies, testar a opção de 15 segundos e ver se as configurações persistiam depois de recarregar a página

Eu mesmo fiz um teste de digitação com erros propositais pra ajudar o agente a entender o funcionamento

Nem tudo saiu redondo: ele não conseguiu visualizar o corpo das requisições enviadas ao Google Analytics

E eu perdi a gravação da primeira tentativa porque não deu tempo de capturar, a segunda funcionou xD

No fim da análise, pedi pra salvar todo o conhecimento extraído num arquivo Markdown

Na construção, criei o projeto Digitaí separado, sem banco de dados e sem login, usando aqueles arquivos de documentação como base

O Excalidraw foi mais longo na análise: iterei bastante até entender como a ferramenta original funcionava antes de gerar o código

Mesmo assim, o clone saiu de dois prompts principais (análise e construção), com essas iterações extras só pra eu entender a ferramenta

O resultado reproduziu desenho livre, formas geométricas, zoom in e zoom out, borracha funcional e persistência dos desenhos depois de recarregar a página

Autenticação e planos pagos ficaram de fora de propósito, o foco foi só nas funcionalidades centrais

Eu tava rodando tudo no Windows e, mesmo assim, consegui fazer bastante coisa

Vídeo trata especificamente do REA (Reverse Engineer Anything), mesmo projeto do artigo. Descrição e transcrição mostram como instalar e usar o repositório, incluindo o processo de configuração (servidor MCP + skill no agente) para apontar a uma feature/sistema e gerar a spec de clonagem: conteúdo diretamente relacionado ao setup do REA.

Minha leitura: ficou bem interessante pra quem quer ver o que acontece com o mínimo de esforço e depois ir melhorando, sem buscar um clone perfeito

Só lembrando: isso é relato do vídeo, não uma garantia de como o produto está hoje, beleza?

Como conferir se o setup ficou certo

Reinicie o agente e rode o doctor do REA pra checar a configuração dos provedores:

rea doctor --json

Se algo parecer estranho na configuração do agente, lembra que o setup fez backup da config existente antes de adicionar o MCP, então dá pra comparar o antes e o depois com calma

Pra detalhes específicos de cada agente (onde fica o registro, como a skill é gravada), a fonte primária é o repositório morluto/rea no GitHub, vale abrir a documentação antes de mexer na mão

Bora testar? Até o próximo post! 😀

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Escrito por | Matheus Battisti

Matheus Battisti
Fundador da Hora de Codar

Programador apaixonado pelo mundo das tecnologias, sempre buscando em aprender e se aprofundar em linguagens, frameworks e o que mais for necessário para executar um bom trabalho. Agora tem uma nova missão que é de passar seu conhecimento adiante para formar novos programadores e especializar mais os que já são.

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