Quais são os modelos do Claude e qual usar em cada tarefa?

guia dos modelos do Claude e quando usar cada um
Resposta rápida

Os modelos do Claude são quatro linhas: Haiku (rápido e barato), Sonnet (uso diário), Opus (raciocínio avançado) e Fable (o mais capaz, pra projetos longos e complexos). O consumo de tokens e de cota cresce nessa mesma ordem, então rodar tudo no mais forte só queima limite. A recomendação oficial pra quem está na dúvida é começar pelo Sonnet, descer pro Haiku em tarefa repetitiva e de volume, e subir pro Opus só em refatoração ampla, bug difícil e decisão de arquitetura. No Claude Code tu troca com /model e ajusta o gasto com /effort

Fala aí, beleza? Deixar tudo no modelo mais caro por padrão é o jeito mais rápido de torrar cota e ainda esperar mais tempo por uma resposta que não precisava ser tão lenta

A família Claude é organizada em quatro linhas: Haiku, Sonnet, Opus e Fable

Cada uma tem um propósito, e não é "uma é boa e as outras são refugo"

Então a pergunta certa nunca foi "qual é o melhor?"

A pergunta é: qual serve pra tarefa da vez?

Bora destrinchar isso 🙂

Como a família de modelos do Claude é organizada

Pensa numa escala, não num ranking de vencedor

Da mais leve à mais capaz: Haiku (rápido e barato), Sonnet (uso diário), Opus (raciocínio avançado) e Fable (o mais capaz, pensado pra projetos longos e complexos)

E tem um detalhe que muda tudo na hora de escolher: o consumo de tokens (e do teu limite de uso) cresce exatamente nessa ordem

Haiku é o mais leve, Sonnet é moderado, Opus é pesado e Fable é o que mais consome

Se você conhece a ideia de escolher instância de servidor, é bem parecido: ninguém sobe a máquina mais parruda pra servir uma página estática

As datas que colocam a geração atual em ordem:

  • Fable 5: lançado em 09/06/2026, inaugurando a classe Mythos, acima da linha Opus
  • Sonnet 5: lançado em 30/06/2026, posicionado como o Sonnet mais agêntico
  • Fable 5 de novo: ele foi suspenso depois do lançamento e voltou ao ar em 01/07/2026 na API, nos apps Claude e no Claude Code, com novos classificadores de segurança
  • Opus 5: lançado em 24/07/2026 em todas as plataformas da Anthropic e na API
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E aí bate a dúvida clássica: "cadê o Haiku 5?"

Não existe

O Haiku mais recente continua sendo o Haiku 4.5, e isso não é defeito: a linha leve não precisa acompanhar o passo das linhas pesadas pra fazer o trabalho dela

Outro ponto que confunde muita gente: classe Mythos e Mythos 5 não são a mesma coisa

O Fable 5 é o modelo que inaugurou essa classe, e é ele que fica ao alcance de quem usa a API, os apps Claude e o Claude Code

Já o Mythos 5 não é de disponibilidade geral: ele é liberado pra clientes aprovados no Project Glasswing

Quem não tem esse acesso usa o Fable 5, que tem as mesmas capacidades com classificadores de segurança

Se a tua dúvida ainda está um nível acima disso, no "qual assistente usar", eu já comparei Claude, ChatGPT e Gemini por tarefa aqui no blog

Modelos do Claude lado a lado: preço, contexto e para que serve

Todos os preços abaixo são da API da Anthropic, em dólar americano por milhão de tokens

Sem conversão pra real, porque a cobrança é em dólar e taxa de conversão eu não invento 😛

ModeloEntrada (USD / 1M tokens)Saída (USD / 1M tokens)ContextoPapel
Haiku 4.5US$ 1,00US$ 5,00200k tokensRápido e barato, o pé-de-boi
Sonnet 5US$ 2,00 (promocional até 31/08/2026, depois US$ 3,00)US$ 10,00 (promocional até 31/08/2026, depois US$ 15,00)ver nota abaixoUso diário, o padrão
Opus 5US$ 5,00US$ 25,001M de contexto, 128k de saída máximaRaciocínio avançado
Fable 5US$ 10,00US$ 50,00ver nota abaixoO mais capaz, projetos longos e complexos

A nota da coluna de contexto: ali eu só coloquei o que é do modelo em si

O 1M de contexto do Sonnet 5 e do Fable 5 que muita gente cita vem do Claude Code com plano pago, que é outra conversa, e eu falo dela lá embaixo

Repara em duas coisas dessa tabela

Primeira: o preço do Opus 5 é o mesmo praticado no Opus 4.8, ou seja, a subida de geração ali não veio com subida de conta

Segunda: o Opus 5 vem com 1M de contexto como padrão e máximo (não tem variante menor), saída máxima de 128k tokens e o raciocínio (thinking) ligado por padrão

Isso explica boa parte do consumo dele: ele já nasce pensando antes de responder

E o Sonnet 5, na promoção de lançamento, fica bem mais perto do Haiku do que do Opus no preço de entrada

Depois de 31/08/2026 ele sobe pro preço padrão, então vale ter isso no radar se você faz conta de custo de API

Qual modelo do Claude usar em cada tipo de tarefa

Agora a parte que interessa: traduzir a escala em decisão

Haiku 4.5: consulta rápida, edição simples e volume

A orientação oficial pro Claude Code é direta: Haiku é o mais rápido e barato, indicado pra consultas rápidas, edições simples e execuções em volume

Aquele "lê esse arquivo e me diz o que ele faz", "renomeia isso aqui", "roda isso em 300 itens"

É o modelo que você quer quando a tarefa é chata e repetitiva, não quando ela é difícil

Sonnet 5: o padrão do dia a dia

Sonnet atende a grande maioria do trabalho de código

Ele é responsivo o bastante pra trabalho em tempo real e capaz o bastante pra maior parte dos problemas

Se você não sabe qual escolher, é esse

Sério, é essa a recomendação oficial pra quem está em dúvida: começa no Sonnet

Opus 5: quando o problema é grande de verdade

Opus serve pra refatoração ampla, depuração difícil e decisão de arquitetura

Aquele bug que já sobreviveu a três tentativas suas

Aquela decisão de estrutura que vai doer por seis meses se sair errada

Só tome cuidado: ele consome bem mais cota

Usar Opus pra pedir um console.log é queimar limite semanal à toa

Fable 5: projeto longo e complexo

O Fable é a linha mais capaz, pensada pra projetos longos e complexos

É também a que mais consome

Então ele não é "o modelo bom que eu deveria usar sempre", ele é a artilharia pesada que você chama quando a tarefa justifica

Dois cortes de custo que valem pra todos os modelos na API

Se você usa API e não usa esses dois, tá pagando caro sem precisar:

  • Cache de prompt: a leitura de cache custa 0,1x o preço base de entrada (a escrita de cache de 5 minutos sai a 1,25x e a de 1 hora a 2x)
  • Batch API: 50% de desconto

Ou seja, contexto repetido que você manda toda hora não precisa custar preço cheio toda hora

E trabalho que não é urgente não precisa ir pela fila cara

Como trocar de modelo e ajustar o esforço no Claude Code

Aqui é onde a teoria vira hábito

Se você usa Claude Code, a troca é de dois comandos e leva menos tempo do que ler este parágrafo

  1. Abra o seletor de modelo rodando /model sem nenhum argumento
/model
  1. Troque na hora passando o alias ou o nome do modelo direto no comando
/model <alias ou nome>
  1. Já comece a sessão no modelo certo usando a flag --model na abertura da sessão, em vez de abrir e trocar depois
  1. Fixe um padrão com as variáveis de ambiente, se você quer que toda sessão nova já nasça no modelo que você escolheu

O erro comum deste passo: fixar o modelo mais caro como padrão e nunca mais voltar

É literalmente o hábito que faz a cota sumir

  1. Abra o slider de esforço rodando /effort sem argumento, pra ajustar de forma interativa
/effort
  1. Defina o nível direto passando ele no comando
/effort high
  1. Volte ao padrão do modelo com /effort auto quando você quiser parar de micro-gerenciar
/effort auto
  1. Deixe configurado, se preferir, com a flag --effort, com a variável de ambiente CLAUDE_CODE_EFFORT_LEVEL ou com a chave effortLevel no arquivo de settings

E o que é esse tal de esforço?

Boa pergunta: o parâmetro de esforço controla quantos tokens o Claude gasta por resposta

São cinco níveis: low, medium, high, xhigh e max

O padrão da API é high, e o Opus 5 suporta os cinco

Ou seja, você tem DOIS botões, não um: qual modelo e quanto ele pensa

Muita gente troca o modelo pra economizar quando o ajuste certo era o esforço

E se a tua dúvida for de ferramenta em vez de modelo, eu já comparei Antigravity, Cursor e Claude Code por caso de uso

Quais modelos entram em cada plano do Claude

Preço de API é uma conversa

Plano de assinatura é outra, e as duas confundem geral

PlanoModelos disponíveisDetalhe importante
FreeHaiku e SonnetSem Opus e sem Fable
ProHaiku, Sonnet, Opus e FableO Fable 5 NÃO entra no limite do plano: só roda com usage credits
MaxHaiku, Sonnet, Opus e FableO Fable 5 é parte do plano, com uso de até 50% do limite semanal sem custo extra

Os planos pagos Pro e Max acrescentam Opus e Fable ao que já vem no gratuito, e com mais folga de uso

Mas repara na regra do Fable, porque ela é a pegadinha: nos planos Max (e nos assentos premium de Team e Enterprise) ele é parte do plano

Nos planos Pro (e nos assentos padrão de Team) ele fica fora do limite do plano e só roda com usage credits

Os valores do Max, na assinatura mensal via web: US$ 100 por mês no Max 5x e US$ 200 por mês no Max 20x

E tem outro detalhe do Max que vale saber antes de reclamar do limite: ele tem dois limites semanais separados

Um que vale pra todos os modelos e outro específico pros modelos Sonnet

O que significa, na prática, que estourar o Opus não é a mesma coisa que estourar o Sonnet

Ah, e aqui volta aquela nota da tabela: no Claude Code com plano pago (Pro, Max, Team ou Enterprise), vários modelos suportam janela de 1 milhão de tokens: Sonnet 5, Fable 5, Opus 5, Opus 4.8, Opus 4.7 e Opus 4.6

O que aparece quando você deixa o Sonnet fazer o trabalho pesado

No vídeo abaixo eu testo justamente essa ideia de parar de rodar tudo no Opus dentro do Claude Code

Eu troquei de modelo pelo comando de modelo e escolhi a opção que planeja no Opus e executa o resto no Sonnet

A própria ferramenta declarava isso: planejamento no Opus, resto no Sonnet

A divisão de papéis do jeito que eu enxergo hoje é essa: Opus como arquiteto sênior que planeja e revisa, Sonnet como executor, Haiku pras tarefas simples

(embora, sendo honesto, colocar o Haiku pra valer nessa dança ainda não seja simples)

Aí criei um projeto do zero na frente da câmera, um app de resenhas de livros com curtidas

Planejei no modo de planejamento com Opus, defini a stack que eu queria, respondi as perguntas de refinamento, saí do modo de planejamento e liberei a execução com Sonnet

E o Claude levou quase meia hora até me devolver o projeto inicial

Antes que alguém culpe o modelo: pelas dezenas de projetos que eu já criei nessa série, essa demora é da natureza do começo de projeto, não do Sonnet

O que apareceu depois foi mais interessante que o relógio:

  • Na entrega, ele passou a bola com duas tarefas ainda marcadas como pendentes e encerrou a sessão (quando perguntei, estavam feitas, era só problema visual)
  • Ao rodar o projeto, tomei um erro do Next logo de cara e precisei pedir correção
  • Precisei pedir pra reiniciar o servidor e digitar comandos eu mesmo, e é justo aí que um modelo menor deveria assumir, porque quem é leigo não deveria ser obrigado a abrir terminal
  • Teve problema de gerenciamento de contexto no meio da execução, e eu tive que limpar o contexto e reconduzir o processo
  • Em um dos pontos, EU tive que sugerir o caminho pro modelo destravar, e com Opus eu não teria esbarrado nisso

E o final? O app funcionou

A curtida contou, os dados persistiram e eu consegui cadastrar uma resenha nova

Ou seja: o projeto ficou de pé apesar da briga

A moral aqui é a que interessa pro post: modelo mais caro não é sinônimo de resultado melhor em toda tarefa, mas modelo mais barato cobra em paciência

O risco real é esse: brigar com o modelo pode gastar tantos tokens quanto ter resolvido de uma vez com o mais forte

O desenho ideal, na minha visão, seria o Opus preparar melhor o caminho ou intervir quando o Sonnet empaca

Hoje a configuração ainda é manual demais, e eu aposto que a escolha de modelo por situação vira automática lá na frente…

Veredito: comece pelo Sonnet e suba só quando doer

Se você quer uma regra pra levar pra casa, é essa

Comece pelo Sonnet. É a recomendação oficial pra quem está em dúvida, e ela é boa: responsivo pra trabalho em tempo real, capaz pra maioria dos problemas

Suba pro Opus ou pro Fable só quando a tarefa pedir. Refatoração ampla, bug difícil, decisão de arquitetura, projeto longo e complexo

Desça pro Haiku quando for repetitivo ou de volume. Consulta rápida, edição simples, execução em série

O critério por trás disso tudo é um só: o consumo cresce de Haiku pra Sonnet, de Sonnet pra Opus e de Opus pra Fable

Cada tarefa boba resolvida no topo dessa escala é limite semanal que some sem entregar nada de diferente

E não é papo de economia por economia: é você ter cota sobrando na hora que o problema difícil realmente aparecer

Conclusão

Os modelos do Claude não são um ranking, são uma caixa de ferramentas: Haiku pra velocidade e volume, Sonnet como padrão, Opus pro raciocínio pesado e Fable pro que for longo e complexo

O próximo passo é bem simples

Define um modelo padrão pro teu dia a dia (spoiler: Sonnet)

Decora o atalho de troca, que é o /model

E antes de xingar o modelo pelo resultado ruim, dá uma olhada no nível de esforço com o /effort

Na maioria das vezes o problema não era o modelo, era o botão que ninguém mexeu 😀

Até o próximo post!

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre Claude Sonnet 5 e Claude Opus 5?

O Sonnet 5 é o padrão pro dia a dia, atende a maioria dos problemas e custa US$ 2,00 de entrada e US$ 10,00 de saída por milhão de tokens até 31/08/2026 (depois sobe pra US$ 3,00 e US$ 15,00). Já o Opus 5 é pra raciocínio avançado, refatoração ampla e decisão de arquitetura, custando US$ 5,00 de entrada e US$ 25,00 de saída, com 1M de contexto e thinking ligado por padrão.

Existe Claude Haiku 5?

Não, o Haiku mais recente continua sendo o Haiku 4.5. A linha leve não segue o mesmo ritmo de lançamento das linhas mais pesadas, e isso não é problema: o papel do Haiku é ser rápido e barato, não acompanhar geração.

Dá pra usar o Claude Fable 5 no plano Pro?

Dá, mas com uma regra diferente do plano Max. No Pro (e em assentos padrão de Team), o Fable 5 não entra no limite do plano e só roda usando usage credits. Já no Max, e em assentos premium de Team e Enterprise, ele é parte do plano, com uso de até 50% do limite semanal sem custo extra.

Por que o Claude Fable 5 ficou fora do ar em 2026?

O Fable 5 foi lançado em 09/06/2026 inaugurando a classe Mythos, acima da linha Opus, e foi suspenso logo depois do lançamento. Ele voltou ao ar em 01/07/2026 na API, nos apps Claude e no Claude Code, com novos classificadores de segurança.

Qual a diferença entre Claude Fable 5 e Claude Mythos 5?

O Fable 5 é o modelo que inaugurou a classe Mythos e está disponível na API, nos apps Claude e no Claude Code. O Mythos 5 é outro modelo, e ele não é de disponibilidade geral: só clientes aprovados no Project Glasswing têm acesso. Quem não tem esse acesso usa o Fable 5, que tem as mesmas capacidades com classificadores de segurança.

Como economizar tokens ao usar os modelos do Claude pela API?

Dois mecanismos valem pra qualquer modelo: cache de prompt, onde a leitura custa 0,1x o preço base de entrada (a escrita de 5 minutos sai a 1,25x e a de 1 hora a 2x), e a Batch API, que dá 50% de desconto. Combinar isso com o modelo certo pra cada tarefa é o que realmente segura a conta no fim do mês.

Como ajustar o esforço (effort) dos modelos do Claude no Claude Code?

O comando é /effort. Sem argumento ele abre um slider interativo, e com /effort <nível> você define direto entre low, medium, high, xhigh e max (o padrão da API é high). Também dá pra fixar isso pela flag --effort, pela variável CLAUDE_CODE_EFFORT_LEVEL ou pela chave effortLevel no arquivo de settings.




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