Auditoria de segurança com gstack: o que o comando /cso analisa?

auditoria de segurança gstack /cso analisando código com OWASP e STRIDE
Resposta rápida

O /cso é a skill de segurança do gstack, o setup de Claude Code publicado por Garry Tan no repositório oficial garrytan/gstack (descrito como 23 ferramentas opinativas). Rodar gstack /cso dispara uma auditoria baseada em OWASP Top 10 mais modelagem de ameaças STRIDE sobre o codebase, organizada em fases numeradas de 0 a 14, começando por detecção de stack e censo de superfície de ataque. Tem dois níveis de rigor: o padrão diário, com portão de confiança 8/10, e o --comprehensive, com portão 2/10 e achados marcados como TENTATIVE. Dá pra recortar por flags de escopo e por --diff

Fala aí, beleza? Quem shippa rápido acumula dívida de segurança invisível

O segredo que entrou num commit de madrugada, a dependência que ninguém abriu, o endpoint que nasceu "temporário" e virou permanente

O /cso é a skill de segurança do gstack, o setup de Claude Code publicado por Garry Tan no repositório oficial garrytan/gstack, descrito lá como um conjunto de 23 ferramentas opinativas que atuam como CEO, Designer, Eng Manager, Release Manager, Doc Engineer e QA

O que ele faz é direto: uma auditoria baseada em OWASP Top 10 mais modelagem de ameaças STRIDE em cima do teu codebase

Este post é pra quem quer uma camada a mais de auditoria rodando na própria máquina, pegando o óbvio antes que ele vire incidente 🙂

Formação Claude Code
Formação Recomendada

Formação Claude Code

Domine Claude Code do absoluto zero até o avançado

  • 120 aulas
  • 4 projetos
  • 9h 45min

O que a auditoria do /cso cobre

O escopo é descrito como infrastructure-first, ou seja, ele não começa pelo teu código bonitinho, ele começa por onde a casa costuma estar aberta

São estes os blocos:

  • Arqueologia de segredos: varre o histórico do git atrás de credenciais vazadas, checa arquivo .env versionado e procura segredos inline em configs de CI. Esse é o clássico do vibe coding acelerado: tu remove a chave do arquivo, commita a remoção e acha que resolveu, mas o histórico do git guardou tudo
  • Cadeia de suprimentos de dependências: o npm install de terça passada trouxe coisa que ninguém leu, e essa superfície cresce sozinha
  • Segurança de pipeline CI/CD: o pipeline tem credencial de deploy e roda código automaticamente, é um alvo redondo e quase sempre configurado no "funcionou, deixa quieto"
  • Segurança de LLM/IA: fronteira de confiança nova, com regra velha. Se tem prompt recebendo entrada de usuário, tem superfície
  • Cadeia de suprimentos de skills: skill instalada é código de terceiro rodando com o teu contexto, beleza? Poucos tratam skill como dependência, e ela é
  • OWASP Top 10: a lista de sempre, aplicada no que tu escreveu
  • Modelagem STRIDE: aqui não é procurar bug, é pensar como o atacante pensaria contra a tua arquitetura
  • Verificação ativa: a parte que confere, em vez de só apontar

Repara no padrão: metade dessas superfícies não está no código que tu revisa no pull request, ela está em volta dele

Como as fases 0 a 14 se organizam

A auditoria completa é organizada em fases numeradas de 0 a 14, ou seja, 15 fases no total, porque a contagem começa no zero

O fluxo pra entender a mecânica:

  1. Rode o comando sem nenhuma flag pra disparar a auditoria completa, todas as fases de 0 a 14 no modo diário:
/cso
  1. A fase 0 é a detecção de stack. Faz sentido: antes de dizer o que está errado, a skill precisa saber o que tu está usando
  2. A fase 1 é o censo de superfície de ataque, o mapa do que existe e pode ser tocado de fora
  3. As demais fases estão definidas no arquivo de fases da própria skill, dentro da instalação do gstack:
~/.claude/skills/gstack/cso/sections/audit-phases.md
  1. Abra esse arquivo se quiser a lista completa fase a fase

O erro comum deste passo: supor o conteúdo das fases intermediárias por dedução, e depois tomar decisão em cima disso. O arquivo audit-phases.md é a fonte de verdade, e ele está aí, a um cat de distância 😀

Modo diário x modo –comprehensive: qual usar

São dois níveis de rigor, e a diferença toda está no portão de confiança:

Modo Portão de confiança O que entra no relatório Quando usar
Padrão (diário) 8/10 Só o que tem alta certeza Rotina de commit, ciclo normal de desenvolvimento
--comprehensive 2/10 Qualquer coisa que POSSA ser problema, marcada como TENTATIVE Varredura profunda antes de expor algo pro mundo

A lógica é boa: no dia a dia, relatório cheio de "talvez" vira ruído e tu para de ler

Aí, quando o custo do erro sobe (vai abrir pro público, vai plugar num cliente), tu baixa o portão pra 2/10 e aceita ler os TENTATIVE um por um

Flags de escopo: como recortar a auditoria

Auditoria completa toda hora não é realista. Por isso existem as flags de escopo, cada uma amarrada a um subconjunto de fases:

  1. --infra roda as fases 0-6 e 12-14
  2. --code roda as fases 0-1, 7, 9-11 e 12-14
  3. --skills roda as fases 0, 8 e 12-14
  4. --supply-chain roda as fases 0, 3 e 12-14
  5. --owasp roda as fases 0, 9 e 12-14
  6. --scope <domínio> recorta por área do sistema, por exemplo:
/cso --scope auth
  1. --diff limita a auditoria às mudanças da branch, e essa aqui é combinável com as de escopo:
/cso --diff --code

O erro comum deste passo: empilhar duas flags de escopo achando que soma cobertura. Elas são mutuamente exclusivas, e a skill devolve erro:

--infra and --code are mutually exclusive. Pick one scope flag, or run /cso with no flags for a full audit.

Ou seja: escolhe UMA de escopo, ou roda sem flag nenhuma pra auditoria completa

Como instalar o gstack para rodar o /cso

A instalação documentada é git clone mais script de setup, next, next e finish:

  1. Clone o repositório oficial pra pasta de skills e rode o ./setup:
git clone --single-branch --depth 1 https://github.com/garrytan/gstack.git ~/.claude/skills/gstack && cd ~/.claude/skills/gstack && ./setup
  1. Depois disso os arquivos da skill de segurança vivem em ~/.claude/skills/gstack/cso/, com o arquivo de fases dentro da subpasta sections/, no caminho ~/.claude/skills/gstack/cso/sections/audit-phases.md que eu citei ali em cima

O erro comum deste passo: buscar "gstack" e cair no Ahacad/gstack. Ele se descreve como um wrapper de plugin de Claude Code em cima do garrytan/gstack, não é o repositório oficial. Tome cuidado, porque em ferramenta de SEGURANÇA a origem do código importa mais que em qualquer outra 😛

Como o /cso entra na rotina de quem shippa rápido

O encaixe natural tem três velocidades:

  • No fluxo de branch, antes do merge: --diff deixa a auditoria só nas mudanças daquela branch, que é o único recorte que cabe num ciclo curto
  • Durante o desenvolvimento de uma área: mexendo em login a semana inteira? --scope auth mantém o foco onde tu está
  • Em momentos de marco: aí sim a auditoria completa, das fases 0 a 14, e eventualmente no --comprehensive

O que torna isso acionável é o formato do relatório: cada achado vem com severidade, evidência, correção recomendada e um cenário concreto de exploração

Esse último item é o que muda o jogo, porque "possível vulnerabilidade em X" ninguém prioriza, agora "assim aqui alguém pega o teu token" vai pro topo da lista na hora

E repara no limite: o /cso olha o codebase, não a máquina onde ele roda. Se o teu deploy vive num servidor teu, configurar auditoria e logs em VPS continua sendo outra camada, com outra checagem

Mesma coisa pro que tu automatiza em volta: auditoria de segurança no n8n é superfície própria, com exigência própria de compliance

Auditoria automatizada não substitui revisão humana

Agora o contrapeso honesto, porque post de ferramenta sem contrapeso é folder de vendas

O próprio repositório do gstack tem uma issue pública de auditoria de segurança, a Issue #783, reportando 6 achados críticos e 10 altos em rede, sistema de arquivos e fronteiras de confiança de LLM

Ou seja: ferramenta de segurança também é código de terceiro rodando na tua máquina, com os teus arquivos ao alcance

E tem o outro lado, que a própria skill assume: o portão de confiança 8/10 do modo diário existe justamente porque nem todo achado é certeza. Um portão alto filtra ruído, mas filtro é filtro, alguma coisa fica de fora

Daí a régua, a mesma da abertura: use como camada, não como carimbo de aprovado

Vídeo: como o Claude Code se comporta com skills instaladas

Pra começar do zero na parte de skills e consumo de token no Claude Code, este vídeo do canal mostra como um comando muda o gasto da sessão

Serve bem de contexto antes de você encher a instalação de skill nova, incluindo a de auditoria de segurança

Conclusão

Recapitulando: o /cso do gstack é uma auditoria de OWASP Top 10 mais STRIDE, organizada em fases de 0 a 14, com dois níveis de rigor (padrão em 8/10 e --comprehensive em 2/10) e recortes por flag de escopo, todas mutuamente exclusivas

O próximo passo é bem concreto: instala o gstack pelo repositório oficial com o git clone mais ./setup, roda /cso --diff numa branch pequena só pra ver o formato dos achados (severidade, evidência, fix, cenário de exploit) e abre o audit-phases.md pra ler a lista completa das fases

É meia hora de trabalho pra descobrir o que já estava lá o tempo todo…

até o próximo post! 😀

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre o gstack oficial e o Ahacad/gstack que aparece nas buscas?

O oficial é o garrytan/gstack, publicado por Garry Tan, com as 23 ferramentas opinativas e a skill /cso dentro dele. Já o Ahacad/gstack é um wrapper de plugin de Claude Code feito por terceiro em cima do repositório oficial, não é a fonte original. Em ferramenta de segurança, instalar do repo errado é o tipo de erro que custa caro.

O relatório do /cso mostra só a falha encontrada ou também como ela seria explorada?

Cada achado do relatório vem com quatro partes: severidade, evidência, correção recomendada e um cenário concreto de exploração. Ou seja, não é só um alerta genérico, é o caminho que um atacante seguiria até aquele ponto.

Onde ficam os arquivos da skill /cso depois de instalar o gstack?

Depois do git clone e do ./setup, os arquivos vivem dentro de ~/.claude/skills/gstack/cso/. O arquivo de fases fica na subpasta sections/, no caminho ~/.claude/skills/gstack/cso/sections/audit-phases.md, com a definição de cada uma das fases 0 a 14.

Existe algum caso real mostrando que a auditoria de segurança tipo /cso encontra problema sério?

Sim, o próprio repositório do gstack tem uma issue pública de auditoria de segurança, a #783, reportando 6 achados críticos e 10 altos espalhados por rede, sistema de arquivos e fronteiras de confiança de LLM. É um bom lembrete de que até a ferramenta que audita também precisa ser auditada.

Dá pra combinar a flag –diff com uma flag de escopo tipo –code no /cso?

Dá sim, o –diff limita a auditoria às mudanças da branch e é combinável com as flags de escopo. Um exemplo é /cso –diff –code, que roda só as fases de código nas mudanças daquela branch.

Preciso escolher entre o modo padrão e o –comprehensive, ou dá pra rodar os dois junto?

São dois portões de confiança diferentes: o padrão usa gate 8/10 e só reporta o que tem alta certeza, o –comprehensive usa gate 2/10 e inclui qualquer coisa que possa ser problema, marcada como TENTATIVE. A escolha depende do momento: rotina de commit pede o padrão, varredura antes de expor algo pro mundo pede o –comprehensive.




Escrito por | Matheus Battisti

Matheus Battisti
Fundador da Hora de Codar

Programador apaixonado pelo mundo das tecnologias, sempre buscando em aprender e se aprofundar em linguagens, frameworks e o que mais for necessário para executar um bom trabalho. Agora tem uma nova missão que é de passar seu conhecimento adiante para formar novos programadores e especializar mais os que já são.

Subscribe
Notify of
guest

0 Comentários
Oldest
Newest Most Voted

Formações

Formação Vibe Coding

Formação Vibe Coding

Do Prompt ao Produto: Crie Software Real com IA

  • 474 aulas
  • 20 projetos
  • 39h 27min

Blog | Mais populares