Como criar uma apresentação no Gemini Canvas e exportar para o Google Slides

Ilustração de uma apresentação de slides sendo criada no Gemini Canvas

Fala aí, beleza? Pra criar uma apresentação no Gemini Canvas, tu abre o app Gemini, seleciona Canvas na barra de ferramentas e pede pra criar uma apresentação a partir de um tema ou de um arquivo teu

Depois é só ir em Share & export e Export to Slides: o deck abre no Google Slides, e é lá que tu refina e colabora com o time (se preferir, também dá pra exportar em PDF) 🙂

Se a ideia é montar slides a partir de várias fontes ao mesmo tempo, o caminho é outro, e mais abaixo eu explico quando o NotebookLM faz mais sentido

O que você precisa antes de criar slides no Gemini Canvas

Basicamente acesso ao app Gemini na web e uma conta com o recurso liberado

Segundo o anúncio oficial do Google, de outubro de 2025, a geração de apresentações chegou no gemini.google.com e na web mobile, com os apps nativos de Android e iOS anunciados como "em breve" na época

Não achei confirmação oficial de como isso está hoje nos apps nativos, então se não aparecer no celular, testa pela web

Contas Workspace com acesso, segundo o mesmo anúncio:

  • Business Starter, Standard e Plus
  • Enterprise Starter, Standard e Plus

Pra conta pessoal, a ajuda do Gemini não lista quais planos têm a exportação pro Slides, então o jeito é conferir direto na tua conta

E se a empresa usa Gemini Enterprise?

Aí tem requisito extra, se liga nisso

Na documentação do Gemini Enterprise, exportar para Google Docs ou Slides exige três coisas:

  • licença ativa do Google Workspace
  • um data store do Google Drive conectado ao app Gemini Enterprise
  • acesso a dados habilitado pelo administrador do Workspace

Se algum desses itens faltar, conversa com o admin ANTES de montar o deck inteiro, beleza?

Passo a passo: do prompt no Canvas ao Google Slides

O fluxo tem quatro etapas: abrir o Canvas, pedir a apresentação, revisar e exportar

  1. Abra o app Gemini e selecione Canvas. No gemini.google.com, clica em Canvas na barra de ferramentas do chat
  1. Peça para criar uma apresentação com tema ou arquivo. Tu pode só descrever o tema ou anexar uma fonte própria junto com o prompt. Se liga num exemplo baseado num caso que o próprio Google cita: transformar um briefing de vendas em pitch deck
Crie uma apresentação de pitch de vendas a partir do briefing anexado.
Público: diretores de compras de empresas de médio porte.
Use somente os números e nomes que estão no arquivo.
Termine com um slide de próximos passos.

Resultado esperado: um conjunto de slides com tema e imagens relacionadas

O erro comum deste passo: pedir só o tema, sem anexar o briefing, e depois tratar os números do deck como se fossem reais. Sem fonte, o modelo não tem de onde tirar o dado certo

  1. Revise ainda no Canvas. Dá uma olhada geral antes de exportar: ordem dos slides, títulos, se a história faz sentido. No gemini.google.com, o refinamento de verdade acontece depois da exportação, lá no Google Slides. Se tu usa o Gemini Enterprise, tem um detalhe a mais: o Canvas edita o conteúdo gerado na sessão ativa, e pra editar além disso é preciso exportar pra outro aplicativo. Lá, o ajuste funciona assim: tu volta ao chat onde os slides foram gerados, clica em Open, escreve as sugestões na caixa do chat e clica em Submit (esse fluxo é só do Enterprise)

O erro comum deste passo: no Enterprise, deixar o ajuste pra "depois", fechar tudo e perder a sessão. No gemini.google.com, o clássico é ficar caçando o Open e o Submit, que são do Enterprise

  1. Exporte para o Google Slides. No canto superior direito do painel do Canvas, clica em Share & export e depois em Export to Slides (os nomes são os da ajuda oficial do Gemini, que está em inglês). Os slides abrem no Google Slides. Se tu só precisa mandar o arquivo, a alternativa é exportar em PDF

O erro comum deste passo: no Enterprise, tentar exportar sem o data store do Drive conectado ou sem a liberação do administrador

Checagem final: o deck abriu no Google Slides e tu consegue continuar refinando e compartilhar com outras pessoas por lá

O que meu teste mostra na prática ao gerar slides editáveis com o Gemini

Quando testei o recurso de criação de arquivos editáveis do Gemini, pedi uma apresentação Google Slides com oito slides de pitch deck pra uma startup fictícia de automação com IA, a Flow AI, com um tema visual pra cada slide

O que eu vi:

  • a apresentação abriu em modo de visualização dentro do Gemini, mas não dava pra editar ali
  • pra editar, cliquei em exportar e abriu uma nova aba direto no Google Slides, com o conteúdo totalmente editável
  • o resultado ficou fiel ao que eu pedi no prompt, funcionou bem nesse teste

Mesmo assim, a revisão não é opcional, mesmo quando o deck parece bonito 😛

Outra coisa que eu bato muito: prompt simples de teste gera resultado de teste

Pra chegar perto do uso real, usa dados reais do teu trabalho no prompt

No geral, achei um bom respiro pra quem vive de documento no dia a dia e também pra quem está na área acadêmica

Se quiser ir além e ver como NotebookLM e Gemini conversam, tem um vídeo no canal sobre essa combinação que complementa bem o tema

Conteúdo complementar do Hora de Codar para conhecer o canal; não é uma demonstração específica desta notícia ou versão.

Como revisar os fatos da apresentação antes de apresentar

A regra é simples: nenhum dado no deck sem origem rastreável

O Gemini monta slides bonitos rapidinho, e é justamente aí que mora o perigo, porque número inventado com fonte bonita parece verdade haha

  1. Liste os dados do deck. Passa slide por slide anotando número, nome de pessoa, nome de empresa e qualquer afirmação factual
  1. Confira contra a origem. Cada item precisa bater com o arquivo que tu enviou ou com uma fonte primária. Se não achar de onde veio, o dado sai do slide
  1. Cheque as imagens. O Gemini gera imagens relacionadas ao tema, então vê se cada uma realmente combina com o que o slide diz
  1. Corrija no Google Slides. A correção acontece depois da exportação, lá no Slides, onde tu também pode chamar alguém do time pra revisar junto

O erro comum desta etapa: confiar nos números que o modelo gerou a partir de um prompt sem nenhuma fonte anexada. Tome cuidado com isso, principalmente em deck de vendas ou de reunião de conselho

Checagem: todo número e nome do deck tem uma origem que tu consegue apontar

Quando usar o Gemini Canvas e quando o NotebookLM faz mais sentido

Vai de Canvas se tu parte de um prompt ou de um arquivo e quer terminar com um deck no Google Slides pra refinar e colaborar

Vai de NotebookLM se o deck precisa nascer de várias fontes reunidas num notebook

Os casos que o Google cita pro Canvas mostram bem o perfil: transformar briefing de vendas em pitch deck, montar uma aula com recursos visuais, organizar anotações de aula e virar métricas numa apresentação pra reunião de conselho

Já no NotebookLM, o Slide Deck sai do painel Studio de um notebook com fontes, e tu escolhe formato, idioma de saída, extensão e quais fontes entram, segundo a ajuda oficial do NotebookLM (que hoje aparece com o título "Gemini Notebook Help", caso tu vá procurar)

Critério Gemini Canvas NotebookLM
Ponto de partida Prompt de texto ou arquivo enviado Fontes de um notebook, com seleção de quais usar
Ajuste No Canvas e depois no Google Slides Revise com instruções por slide, que gera um novo deck
Saída confirmada Google Slides ou PDF No próprio produto ou PDF
Restrições documentadas No Enterprise, requisitos de Workspace e Drive pra exportar Só maiores de 18 anos e exige permissão de edição no notebook

Próximo passo: transforme um documento real em deck e revise no Slides

Pega um briefing ou relatório teu de verdade, desses que tu ia transformar em slide de qualquer jeito

Gera o deck no Canvas anexando o arquivo, exporta pro Google Slides e confere cada dado contra o original

Se sobrar algum número sem origem, tu já sabe onde o prompt precisa melhorar 😀

E se o teu material está espalhado em vários PDFs, Docs e notas, segue pro tutorial de slides a partir de PDF e notas no NotebookLM

Até o próximo post!

Quer aprender mais sobre inteligência artificial e programação na prática? Conheça o canal Hora de Codar no YouTube e acompanhe os próximos vídeos.

Escrito por | Matheus Battisti

Matheus Battisti
Fundador da Hora de Codar

Programador apaixonado pelo mundo das tecnologias, sempre buscando em aprender e se aprofundar em linguagens, frameworks e o que mais for necessário para executar um bom trabalho. Agora tem uma nova missão que é de passar seu conhecimento adiante para formar novos programadores e especializar mais os que já são.

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