Gemini 4 Argon com saída de 1M tokens: o que dá para pedir que não cabia em 64K?

O Gemini 4 Argon, anunciado pelo Google DeepMind em 30/09/2026, subiu o limite de saída de 64K (os 65.536 tokens do Gemini 3.1 Pro) para 1M tokens por resposta. Claude Opus 5.5, Claude Fable 5.1 e GPT-6 Astra param em 128K. Na prática, dá para pedir refatorações grandes, relatórios longos e migrações de código em uma única trajetória, sem quebrar o trabalho em várias rodadas. O preço introdutório é de US$ 2 de entrada e US$ 10 de saída por 1M tokens. Por enquanto o acesso é restrito ao Fairwind Program e ainda não há data para a API pública
Fala aí, beleza? O Gemini 4 Argon chegou com teto de saída de 1M tokens, contra os 64K do Gemini 3.1 Pro da geração anterior, e isso muda MUITO o tamanho do que dá para pedir numa resposta só 😀
O Google DeepMind anunciou o Argon em 30 de setembro de 2026, num post no blog oficial do Google, como o novo modelo de fronteira da casa
O foco declarado é engenharia de software real, trabalho de conhecimento (jurídico, finanças) e defesa cibernética
Só um aviso antes de você se empolgar: hoje o acesso é restrito ao Fairwind Program, então por enquanto isso serve mais para planejar do que para usar
Bora entender o que esse salto significa na prática?
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De 64K para 1M: qual era o limite anterior e por que ele travava tarefas longas
Primeiro, uma parada rápida: o que é limite de saída?
É o máximo que o modelo consegue escrever em UMA resposta. Não é o quanto ele consegue ler
Se essa diferença ainda embola na sua cabeça, tem um post aqui no blog só sobre entrada e teto da resposta, vale a leitura 🙂
Os tais 64K vêm da geração anterior: o Gemini 3.1 Pro tem limite de saída de 65.536 tokens
E tem um detalhe que pega muita gente: o maxOutputTokens padrão dele é 8.192
Ou seja, se você não configurar o parâmetro, a resposta para bem antes do teto. Tome cuidado!
Na prática, tarefa longa virava novela: pede a primeira parte, pede para continuar, cola uma resposta na outra, confere se não perdeu nada no meio… e por aí vai
Com o Argon, a conta é outra: 1M dividido por 64K dá cerca de 15 vezes mais espaço de saída
O Google diz que o aumento serve para casos de uso mais longos e complexos, e descreve o Argon como feito para manter raciocínio profundo em fluxos de trabalho de longo horizonte
E tem a comparação com a concorrência: Claude Opus 5.5, Claude Fable 5.1 e GPT-6 Astra limitam uma única resposta a 128K tokens de saída
Por isso o Google chama o 1M de líder do setor
Limite de saída: Gemini 4 Argon x Gemini 3.1 Pro x concorrentes
| Modelo | Limite de saída por resposta | Observação |
|---|---|---|
| Gemini 4 Argon | 1M tokens | Acesso restrito ao Fairwind Program, sem model ID público |
| Gemini 3.1 Pro | 65.536 tokens | maxOutputTokens padrão de 8.192, precisa configurar para chegar ao teto |
| Claude Opus 5.5 | 128K tokens | Teto por resposta única |
| Claude Fable 5.1 | 128K tokens | Teto por resposta única |
| GPT-6 Astra | 128K tokens | Teto por resposta única |
Se liga: a tabela compara só o limite de saída. Ela não diz qual modelo escreve melhor, só quanto cada um consegue entregar de uma vez

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Aqui entra o que interessa: como esse teto vira entrega concreta
Tudo abaixo é o que o Google descreve como possível com o Argon. Ninguém fora do programa de acesso conseguiu rodar o modelo ainda, então encare como potencial, não como resultado garantido
Refatoração longa numa única trajetória
O Google cita grandes refatorações concluídas sem dividir o trabalho em várias rodadas
Em 64K, refatorar uma base grande significava fatiar por módulo, pedir um pedaço por vez e torcer para o modelo manter o mesmo padrão do começo ao fim
O problema é a costura: cada rodada nova pode mudar nome de função, estilo, decisão de arquitetura… e aí quem arruma é você
Com 1M de saída, a proposta é pedir a refatoração inteira e receber tudo de uma vez, com o mesmo raciocínio segurando o fio
Relatório completo de trabalho de conhecimento
O outro caso que o Google destaca é o trabalho de conhecimento, com jurídico e finanças como exemplos
Pensa num relatório longo, com análise, anexos e conclusão
Em 64K, ele saía em partes, e cada parte tinha que retomar o contexto da anterior. Dá para fazer, mas é trabalhoso e fácil de ficar inconsistente
Com o teto novo, a ideia é que o relatório saia inteiro, sem cortar no meio de uma seção
Migração de código de uma linguagem para outra
Esse é o caso mais concreto, porque vem com número divulgado pelo próprio Google
No libgav1 (decodificador de vídeo open source do Google), agentes Argon partiram de um port existente em Rust e substituíram 32K linhas de código SIMD por Rust seguro que o compilador vetoriza sozinho
Que SIMD? É código escrito para processar vários dados numa instrução só, muito usado para ganhar desempenho em vídeo e mídia. Costuma ser chato de manter e fácil de errar
O resultado divulgado: um decodificador com segurança de memória, 2,7x mais rápido que o port em Rust
Migração desse tamanho em 64K é aquele trabalho picado em dezenas de rodadas, com risco de quebrar algo na junção entre uma parte e outra
Lembrando: é caso de uso divulgado pelo Google, não reprodução independente
Como repensar o tamanho da tarefa por rodada com o Argon
A grande virada é de mentalidade
Antes a lógica era ‘quebrar em pedaços para caber na saída’. Com 1M, passa a ser ‘pedir a entrega inteira’
E isso mexe em como a saída pesa no desenho do seu fluxo, não só no prompt
Alguns pontos para ter na cabeça:
- Menos rodadas de continuação: se a tarefa cabe numa resposta, some aquele ‘continua de onde parou’
- Menos costura manual: uma entrega só reduz o trabalho de juntar pedaços e caçar inconsistência entre eles
- Tarefa grande não é obrigação: o teto ser 1M não quer dizer que toda resposta precisa chegar perto disso

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O preço introdutório do Argon é US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de tokens de saída, com 95% de desconto na entrada em cache
Depois do período introdutório, passa a US$ 4 de entrada e US$ 20 de saída por milhão
Repara que a saída custa cinco vezes mais que a entrada. Então vale fazer a conta antes de pedir uma resposta gigante só porque dá
E enquanto o acesso não abre?
Quem usa Gemini 3.1 Pro hoje precisa lembrar de configurar o maxOutputTokens, porque o padrão é 8.192 e o teto é 65.536
Sobre o Argon em si, não tem como ensinar configuração de API ainda: não há model ID nem endpoint públicos
Quando o Gemini 4 Argon fica disponível para desenvolvedores?
Resposta curta: ainda não tem data
Hoje o Argon não está no app Gemini nem na API pública (Google AI Studio e Vertex AI)
A liberação começa pelo Fairwind Program, um grupo selecionado de defensores cibernéticos, clientes Google Cloud, órgãos de governo e parceiros de segurança
As próximas etapas previstas são estas:
- Clientes pagantes da API e assinantes do Google AI Ultra
- Depois, desenvolvedores, empresas e o público em geral
Sobre prazo, o Google diz apenas ‘o mais rápido possível’
E em 30/09/2026 o catálogo público da API Gemini não tem entrada nem model ID verificado para o Argon
Se alguém aparecer com um ‘model ID do Argon’ por aí, desconfia, beleza? 😛
Vale se preparar para a saída de 1M tokens?
Vale, mas com os pés no chão
Sair dos 64K do Gemini 3.1 Pro para o 1M do Argon muda o desenho das tarefas: refatorações, relatórios e migrações podem sair numa resposta só, sem a novela de rodadas e costura
Porém, por enquanto é promessa com acesso restrito, e o caso de uso mais forte (o libgav1) foi divulgado pelo próprio Google
O que dá para fazer desde já:
- Mapear quais tarefas você divide em rodadas SÓ por causa do limite de saída
- Estimar o custo de saída com a tabela de preço, lembrando que ela sobe depois do período introdutório
- Acompanhar a abertura para API paga e AI Ultra, que é a próxima etapa prevista
Quando o acesso abrir, quem já tiver essa lista pronta sai na frente 🙂
Até o próximo post!
Perguntas frequentes
Quando o Gemini 4 Argon fica disponível para o público em geral?
O Google não deu data. A ordem prevista é clientes pagantes da API e assinantes do Google AI Ultra primeiro, depois desenvolvedores, empresas e público em geral, com a promessa de ‘o mais rápido possível’
Já dá para usar o Gemini 4 Argon no Google AI Studio ou na Vertex AI?
Não. Em 30/09/2026 o Argon não está no app Gemini nem na API pública, e o catálogo da API Gemini não tem model ID nem endpoint para ele. O acesso hoje é restrito ao Fairwind Program
O que é o Fairwind Program do Gemini 4 Argon?
É o grupo que recebe acesso antecipado ao Argon antes da liberação geral. Reúne defensores cibernéticos, clientes Google Cloud, órgãos de governo e parceiros de segurança
1M tokens de saída do Gemini 4 Argon é mais que o limite dos concorrentes?
Sim. Claude Opus 5.5, Claude Fable 5.1 e GPT-6 Astra limitam uma resposta única a 128K tokens de saída, bem abaixo do 1M do Argon. Por isso o Google chama esse teto de líder do setor
Quanto custa usar o Gemini 4 Argon?
No período introdutório, US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de tokens de saída, com 95% de desconto na entrada em cache. Depois esse valor sobe para US$ 4 de entrada e US$ 20 de saída por milhão
Preciso configurar algo para usar o limite máximo de saída do Gemini 3.1 Pro hoje?
Sim. O maxOutputTokens padrão do Gemini 3.1 Pro é 8.192, bem abaixo do teto de 65.536 tokens. Sem ajustar esse parâmetro, a resposta para antes de chegar no limite máximo
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