Figma lança Specs para orientar agentes de IA e abre code layers em beta aberto

Ilustração do canvas do Figma com camadas de código ao lado de um painel representando agentes de IA

Fala aí, beleza? A Figma usou o Config India 2026 pra mexer justamente no ponto mais sensível de quem trabalha com agentes: COMO eles devem se comportar dentro do arquivo de design

O anúncio principal é o Figma Specs, um editor baseado em Markdown pra registrar a linguagem de design da empresa, que serve de referência tanto pras pessoas quanto pros agentes de IA que atuam no canvas

E junto veio outra novidade: as code layers entraram em beta aberto a partir de 15 de outubro de 2026 😀

Quem se beneficia? Times de produto, designers e devs que fazem vibe coding e querem encurtar o caminho entre protótipo e código

A novidade apareceu primeiro no TechCrunch, que noticiou os recursos pra definir como agentes trabalham na plataforma e a abertura do beta de code layers

Os detalhes de planos, assentos e disponibilidade abaixo vêm das fontes oficiais da Figma

O que é o Figma Specs e como ele orienta os agentes

O Specs é um editor em Markdown onde o time documenta a linguagem de design da empresa

A sacada é que o MESMO documento vale pra dois públicos: as pessoas do time e os agentes de IA que trabalham no canvas

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Pensa num guia de estilo que antes ficava num PDF esquecido numa pasta… agora ele vira a referência que o agente consulta também

O documento pode existir como arquivo próprio na Figma ou ficar dentro do canvas, e dá pra referenciar elementos do canvas e incorporar diagramas do FigJam, code layers e designs, deixando texto e design lado a lado

Segundo a central de ajuda da Figma sobre o Config India 2026, o Specs está em beta aberto. A tabela-resumo lista liberação para os planos Professional, Organization e Enterprise, mas a seção detalhada sobre o recurso inclui também Education e Government. Em qualquer um desses planos, ver o Specs exige acesso de visualização, e editar exige acesso de edição

Tome cuidado com uma coisa: as fontes oficiais não detalham sintaxe, comandos nem quais regras exatamente os agentes obedecem

Então por enquanto vale tratar o Specs como o lugar oficial das regras de design, sem supor comportamentos que a Figma não descreveu

O que são code layers e o que muda no beta aberto

Uma code layer é uma camada que contém código real em execução e transforma designs em protótipos interativos que ficam direto no canvas

Ou seja, o protótipo deixa de ser só imagem clicável e passa a ter código rodando ali dentro, legal né? 🙂

O recurso foi anunciado em beta privado em junho, no Config em San Francisco, e agora abriu, como a Figma explica no post oficial sobre code layers

Dá pra criar uma code layer de quatro jeitos:

  • convertendo um frame de design
  • importando um repositório do GitHub
  • capturando um site com a extensão Figma para Chrome
  • pedindo do zero via prompt

Você também pode pedir pro agente da Figma transformar um design em código ou alterar parte do código pra revisar um protótipo

E se liga nisso: agentes de código podem se conectar via MCP, o protocolo que permite que um agente externo converse com outra ferramenta, como uma tomada padrão onde várias ferramentas encaixam

Pra usar o MCP da Figma é preciso um cliente listado no catálogo oficial de MCP da empresa. Segundo o TechCrunch, o protocolo passou a suportar mais de 20 novas ferramentas, entre elas Open Code, Dia, Grok Bot e Sarvam

Ainda assim, as fontes consultadas não confirmam quais dessas ferramentas especificamente geram ou editam code layers, então não dá pra cravar uma lista de integrações pra esse recurso

Quem tem acesso a code layers: planos e créditos de IA

Code layers está disponível nos planos Education (exceto K-12), Starter, Professional, Organization e Enterprise, sempre exigindo acesso de edição

Agora a parte dos créditos, que é onde muita gente vai se confundir

No beta, code layers consome créditos de IA, e a quantidade varia conforme a complexidade da tarefa

Nos planos pagos, criar e editar dentro da code layer é gratuito até 4 de novembro de 2026: mas atenção: só essas duas tarefas específicas são gratuitas. O restante do trabalho do agente ligado ao pedido continua consumindo créditos normalmente

Depois de 4 de novembro, todas as tarefas de code layer passam a consumir créditos de IA, como os demais recursos agênticos da Figma

A Figma não informou nas fontes consultadas quantos créditos cada tarefa gasta, então não conte com um número fixo

Admins podem desligar code layers desativando os recursos de IA nas configurações do time ou da organização: mas isso desliga todos os outros recursos de IA também, não só esse

E caso o recurso ainda não apareça na sua conta: a liberação é gradual e chega a todos ao longo das próximas semanas. Quando chegar, aparece um ícone Code na barra de ferramentas do Figma Design

Limitações confirmadas do beta

O que dá pra afirmar com base nas fontes oficiais:

  • Specs e code layers estão em beta aberto
  • a liberação de code layers é gradual, então pode demorar pra aparecer
  • o Specs não chega ao plano Starter (a tabela-resumo lista Professional, Organization e Enterprise; a seção detalhada acrescenta Education e Government)
  • code layers não está disponível no plano Education K-12 e exige acesso de edição em todos os planos
  • o custo em créditos é variável, e a gratuidade pra criar e editar dentro da code layer nos planos pagos acaba em 4 de novembro de 2026

Fora isso, a Figma não detalhou nas fontes consultadas outros limites, como linguagens e frameworks suportados, exportação ou tamanho máximo

Também não encontrei nas fontes oficiais uma lista explícita do que os agentes NÃO podem fazer dentro de code layers

Melhor assumir que esses pontos ainda estão em aberto do que inventar regra que não existe xD

O que muda para quem faz vibe coding e para times de produto

O ganho mais claro do Specs é ter um lugar único pra documentar as regras de design que os agentes consultam no canvas

Quem já viu agente de IA inventando espaçamento, cor e componente do nada sabe como isso pesa haha

Já o Figma code layers aproxima protótipo e código no mesmo arquivo, o que pode mudar a forma como um protótipo vira componente

E a conexão de agentes de código via MCP abre caminho pra quem já trabalha com agentes fora da Figma

Ação prática: se você está em um plano pago com acesso de edição, o período gratuito até 4 de novembro de 2026 é uma boa janela pra avaliar code layers no seu fluxo antes de começar a gastar créditos

Vale testar com um frame simples do seu próprio projeto e ver se o resultado faz sentido pro time, em vez de confiar só no anúncio

Outros anúncios do Config India 2026: MCP e Payload

O evento trouxe mais dois itens que valem o registro:

  • as melhorias no servidor MCP da Figma já estão disponíveis. A tabela-resumo da central de ajuda diz que o recurso está liberado em todos os planos, mas a seção detalhada lista Starter, Professional, Organization, Government e Enterprise, com limites de uso e acesso que variam conforme o plano e o tipo de assento. Segundo o TechCrunch, o MCP passou a suportar mais de 20 novas ferramentas, entre elas Open Code, Dia, Grok Bot e Sarvam
  • o Payload in Figma está disponível agora e está sendo liberado para todos os planos dentro do Figma Make, de forma gradual nas próximas semanas. Ele também funciona em code layers e é o backend nativo do Make, com typed backend, painel admin, banco de dados, autenticação e APIs

São anúncios do mesmo evento, mas com menos detalhe público do que Specs e code layers até agora

Para quem trabalha com agentes de código fora da Figma

Se você chega na Figma vindo do lado do código, provavelmente já acompanha outras plataformas pensadas pra agentes autônomos

Pra esse público, o vídeo abaixo mostra o lançamento do Google Antigravity 2 e os recursos que ele traz pra quem trabalha com agentes de código no dia a dia

Conteúdo complementar do Hora de Codar para conhecer o canal; não é uma demonstração específica desta notícia ou versão.

Aqui no blog também falamos sobre o tema em texto, no post Google Antigravity e agentes autônomos

Próximo passo: confira se code layers já chegou à sua conta

Antes de tudo, olha seu plano: code layers está disponível em Education (exceto K-12), Starter, Professional, Organization e Enterprise, sempre com acesso de edição

Se o recurso ainda não apareceu, calma: a liberação é gradual nas próximas semanas, e quando chegar vai aparecer um ícone Code na barra de ferramentas do Figma Design

Enquanto isso, se o seu plano estiver entre Education, Professional, Organization, Enterprise ou Government, já dá pra começar a documentar as regras de design do time no Specs

Pra acompanhar as mudanças, a referência é o anúncio oficial da Figma e a central de ajuda do Config India 2026, linkados lá em cima

Até o próximo post! 😀

Perguntas frequentes

O que é o Figma Specs?

É um editor baseado em Markdown onde o time documenta a linguagem de design da empresa. O documento pode ficar como arquivo próprio ou dentro do canvas, pode referenciar elementos do canvas e incorporar diagramas do FigJam, code layers e designs, e serve de referência tanto para as pessoas do time quanto para os agentes de IA que atuam no canvas.

Quando as code layers saíram do beta privado para o beta aberto?

Segundo o TechCrunch e a central de ajuda da Figma, o recurso foi anunciado em beta privado em junho, durante o Config em San Francisco. O beta aberto começou em 15 de outubro de 2026, com liberação gradual para todos os usuários elegíveis nas semanas seguintes.

Quais planos têm acesso ao Figma Specs?

A tabela-resumo da central de ajuda da Figma lista os planos Professional, Organization e Enterprise. Já a seção detalhada sobre o recurso acrescenta Education e Government à lista. O plano Starter não está incluído em nenhuma das duas.


Quer aprender mais sobre inteligência artificial e programação na prática? Conheça o canal Hora de Codar no YouTube e acompanhe os próximos vídeos.

Escrito por | Matheus Battisti

Matheus Battisti
Fundador da Hora de Codar

Programador apaixonado pelo mundo das tecnologias, sempre buscando em aprender e se aprofundar em linguagens, frameworks e o que mais for necessário para executar um bom trabalho. Agora tem uma nova missão que é de passar seu conhecimento adiante para formar novos programadores e especializar mais os que já são.

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