Como começar a usar o CodeGraph: install, init, upgrade e uninstall na prática

A CLI do CodeGraph cobre o ciclo inteiro em poucos comandos: codegraph install configura os agentes uma vez na máquina, codegraph init cria o .codegraph/ e constrói o grafo do projeto, codegraph status mostra nós e arestas, codegraph upgrade atualiza no lugar detectando como você instalou e codegraph uninstall reverte tudo. No macOS e Linux dá pra instalar pelo script com curl, no Windows pelo PowerShell com irm, e quem tem Node pode ir de npm global ou npx. O índice de cada projeto só sai com codegraph uninit. Versão mais recente publicada: v1.5.0
Fala aí, beleza? Seu agente abre um arquivo, lê, abre outro, lê de novo, e quando você percebe já queimou meia janela de contexto passeando pelo repositório sem responder nada
O CodeGraph ataca exatamente isso: é um grafo de conhecimento de código pré-indexado, roda 100% local e serve agentes como Claude Code, Codex, Gemini, Cursor, OpenCode, AntiGravity, Kiro e Hermes Agent
É um bicho bem diferente de ferramenta de IA que vive no navegador, tipo a busca com IA da Perplexity: aqui nada sai da sua máquina, a coisa toda acontece em cima do seu repositório
O projeto é open source, licença MIT, mantido no repositório colbymchenry/codegraph
E o post de hoje é o caminho completo pela CodeGraph CLI: instalar, indexar o primeiro projeto, conferir se o índice está de pé, atualizar e sair sem deixar sujeira 🙂
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O que você precisa antes de instalar o CodeGraph
A lista é curtinha, se liga:
- Um repositório de código pra indexar (o ideal é começar por um projeto de teste, não pelo monorepo da empresa)
- Um agente suportado já instalado na máquina: Claude Code, Cursor, Codex CLI, opencode, Hermes Agent, Gemini CLI, Antigravity IDE ou Kiro. Isso importa porque o instalador autodetecta o que já existe por aí e te oferece a configuração pronta
- Node.js só se você quiser ir pelo caminho do npm, seja
npm i -gounpx
Essa última é a parte que mais confunde
O canal standalone dispensa npm, dispensa o Node.js do sistema e dispensa configuração de registry
Ele cobre seis alvos de plataforma: win32-x64, win32-arm64, darwin-x64, darwin-arm64, linux-x64 e linux-arm64, com asset .zip no Windows e .tar.gz no macOS e no Linux com glibc
Ou seja: máquina sem Node, ou empresa com registry trancado, também entra na brincadeira
Install é global, init é por projeto:
Guarda essa frase, ela evita boa parte da confusão que vem depois
Uma única instalação global do CodeGraph cobre todos os seus projetos
O que você repete a cada repositório é o codegraph init, e só ele
Passo a passo: do install ao primeiro grafo indexado
- Escolha o canal de instalação
No macOS e no Linux, o script oficial:
curl -fsSL https://raw.githubusercontent.com/colbymchenry/codegraph/main/install.sh | sh
No Windows, pelo PowerShell:
irm https://raw.githubusercontent.com/colbymchenry/codegraph/main/install.ps1 | iex
Já tem Node e prefere o npm? Instala global:
npm i -g @colbymchenry/codegraph
E se você só quer dar uma espiada sem instalar nada globalmente, tem o atalho que baixa e roda em um passo:
npx @colbymchenry/codegraph
O erro comum deste passo: achar que precisa de Node pra qualquer caminho. Não precisa, o bundle standalone é justamente o canal que não pede npm nem Node do sistema
- Rode o instalador interativo
Dois jeitos, dá no mesmo:
codegraph
# ou
codegraph install
Aqui é a parte legal: ele pergunta quais agentes você quer configurar e autodetecta os que já estão instalados na máquina
Depois ele faz mais três coisas
Pede pra se colocar no PATH (isso é necessário pros agentes conseguirem subir o servidor MCP), pergunta se as configurações valem pra todos os projetos ou só pro atual, e grava a config do servidor MCP de cada agente escolhido
Além disso, ele escreve uma seção própria, delimitada por marcadores, dentro do arquivo de instruções do agente
Que servidor MCP? É por ele que o agente conversa com o CodeGraph em vez de sair lendo arquivo na unha. Por isso o PATH não é frescura: sem ele, o agente não consegue levantar o servidor
O erro comum deste passo: seguir batendo comando no MESMO terminal. O instalador coloca o codegraph no PATH, mas não altera o shell que já estava aberto
- Abra um terminal novo
Parece bobo, mas é literalmente o passo que mais gera aquele "comando não encontrado" logo depois de uma instalação bem sucedida
Fecha, abre de novo, segue o baile 😀
- Rode o init na raiz do projeto
codegraph init
Esse comando cria o diretório local .codegraph/ e constrói o grafo completo no mesmo passo, com auto-sync ligado por padrão
Um comando só, sem etapa separada de indexação
O erro comum deste passo: repetir o codegraph install a cada repositório novo achando que a instalação é por projeto. Não é. Install você fez uma vez, o init é o que se repete
- Confira a saúde do índice
codegraph status
Ele mostra a contagem de nós e arestas do grafo
É o seu "tá de pé?" antes de sair pedindo coisa pro agente. Se o número parecer estranho pro tamanho do projeto, é ali que você percebe
Como atualizar o CodeGraph com codegraph upgrade
Bloco rápido, três variações do mesmo comando:
- Só verificar se tem versão nova:
codegraph upgrade --check
- Atualizar no lugar:
codegraph upgrade
O comando detecta como o CodeGraph foi instalado (bundle standalone, npm ou npx) e atualiza naquele mesmo canal
- Fixar uma versão específica:
codegraph upgrade 1.5.0
Útil quando o time inteiro precisa ficar na mesma régua
Duas notas de bastidor: a partir da v1.5.0, os comandos de instalação e de atualização oferecem, ao terminar, acesso ao beta do CodeGraph Pro, com entrada opcional na lista de espera informando o e-mail
É opt-in, você pode simplesmente não informar nada
E a versão mais recente publicada até aqui é a v1.5.0, de 2026-07-21
O erro comum desta parte: assumir que atualizar significa rodar o script de instalação de novo. Tem comando próprio pra isso, e ele já sabe de onde você veio
Como desinstalar: codegraph uninstall e codegraph uninit
Essas duas coisas são diferentes e MUITA gente mistura
O que o uninstall faz:
codegraph uninstall
Ele reverte o instalador
Remove a config do servidor MCP, as instruções e as permissões de cada agente que você configurou
E remove também o próprio CLI em todas as formas que encontrar na máquina: bundle standalone, pacote npm global e link do launcher
Antes de sair apagando, ele mostra o que encontrou e pede confirmação, então dá pra ler com calma o que vai embora
Quer manter o CLI instalado e tirar só as configurações dos agentes? Tem flag pra isso, que era o comportamento padrão antigo:
codegraph uninstall --keep-cli
E os índices dos projetos?
Continuam lá
A desinstalação não apaga o que está em .codegraph/
Cada projeto sai com um comando separado, que aceita o caminho do projeto como argumento:
codegraph uninit
codegraph uninit --force
O --force pula o prompt de confirmação, então cuidado ao colar isso em script 🙂
Sobre a flag -i/–index:
Se você tem script antigo por aí usando -i ou --index, relaxa: a flag virou no-op
Ela é aceita apenas pra não quebrar o que já existia, mas não faz mais nada
Quando vale rodar o codegraph init no seu repositório
Nem todo projeto pede isso no dia um. Alguns cenários em que faz sentido:
Repositório grande onde o agente vive lendo arquivo. A v1.5.0 reconstruiu o motor de parsing como um kernel nativo em Rust, com parsing em Rust pra 20 linguagens, entre elas TypeScript, JavaScript (incluindo TSX/JSX), Java, Python, Go, C, C++, Rust, C#, Ruby, PHP, Swift, Kotlin, Scala, Dart, R, Lua e Luau. O release reporta sync abaixo de um segundo em um repositório de 27.000 arquivos
Mais de um agente na mesma máquina. Como a instalação é global e o instalador configura vários agentes de uma vez, você não paga o pedágio de setup por ferramenta
Ambiente sem Node ou com registry restrito. É o caso clássico do canal standalone, que não pede npm, nem Node do sistema, nem configuração de registry
Contexto que exige rastreabilidade. A partir da v1.5.0, os pacotes npm saem com npm provenance e os bundles do GitHub Release trazem build attestations assinadas, ou seja, releases verificáveis criptograficamente. Se o seu time precisa justificar de onde veio o binário, isso ajuda na conversa
E o ganho real, em número?
Aqui vale o aviso de sempre: os números abaixo são do benchmark publicado pelo próprio projeto, remedido em 2026-08-05 contra o Claude Opus 4.8, com uma correção de contaminação que bloqueia o CLI do codegraph nos dois braços do teste
São médias em sete repositórios, do fornecedor, não de terceiro independente:
| Métrica no braço com CodeGraph | Média nos sete repositórios |
|---|---|
| Chamadas de ferramenta | 88% menos |
| Tempo de relógio | 53% menos |
| Tokens processados | 62% menos |
| Custo | 44% menos |
| Leituras de arquivo | zero nos sete repositórios |
Número de fornecedor a gente lê com uma sobrancelha levantada, sempre
Mas a direção é coerente com a proposta: se o grafo já está pronto, o agente pergunta em vez de vasculhar
Conclusão
O ciclo inteiro da CodeGraph CLI cabe em cinco movimentos, e é isso que fica de bagagem:
codegraph installuma vez na máquina (ou o comandocodegraphsem argumentos)codegraph inituma vez por projeto, que cria o.codegraph/e já indexacodegraph statuspra confirmar que o índice está saudávelcodegraph upgradepra manter atualizado, com--checkquando você só quer espiarcodegraph uninstallecodegraph uninitpra sair sem sobra nenhuma
Próximo passo? Pega um repositório de teste, roda o codegraph init, olha o codegraph status e compara o comportamento do seu agente com e sem o grafo na jogada
É o tipo de coisa que só convence quando você vê rodando no SEU código
O projeto é MIT e está aberto em github.com/colbymchenry/codegraph, com cerca de 66,7 mil estrelas segundo o rastreador Star History, então dá pra abrir o código e entender o que cada comando faz por baixo
Até o próximo post! 😀
Perguntas frequentes
codegraph uninit apaga o índice de todos os projetos de uma vez?
Não, o codegraph uninit remove o .codegraph/ projeto por projeto, aceitando o caminho do projeto como argumento. Use --force se quiser pular o prompt de confirmação. Ele é separado do codegraph uninstall, que mexe nas configurações dos agentes, não nos índices.
dá pra usar o CodeGraph sem ter Node.js instalado?
Dá sim, pelo canal standalone via script (install.sh no macOS e Linux, install.ps1 no Windows). Esse canal dispensa npm, Node.js do sistema e configuração de registry. Ele cobre os alvos win32-x64, win32-arm64, darwin-x64, darwin-arm64, linux-x64 e linux-arm64.
preciso rodar codegraph install de novo em cada projeto novo?
Não. A instalação é global e cobre todos os projetos de uma vez só. O que se repete a cada repositório é o codegraph init, que cria o .codegraph/ local e indexa o grafo daquele projeto.
a flag -i ou –index do CodeGraph ainda serve pra alguma coisa?
Não, a flag antiga -i/--index virou no-op. Ela só continua sendo aceita pra não quebrar scripts antigos que ainda a chamam.
dá pra remover o CodeGraph dos agentes sem desinstalar o CLI?
Dá, com codegraph uninstall --keep-cli. Essa flag mantém o CLI instalado na máquina e remove só as configurações do servidor MCP, as instruções e as permissões de cada agente. Esse era, inclusive, o comportamento padrão antigo do comando.
quais agentes o instalador do CodeGraph consegue autodetectar?
O instalador autodetecta Claude Code, Cursor, Codex CLI, opencode, Hermes Agent, Gemini CLI, Antigravity IDE e Kiro. Ele pergunta quais desses você quer configurar e já grava a config do servidor MCP de cada um escolhido.
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