Como pedir correção de bug ao Claude Sonnet 5.5 sem ele reescrever meio projeto

Pra usar o Claude Sonnet 5.5 na correção de bugs sem ele reescrever meio projeto, monte o pedido com cinco partes: o log de erro colado sem editar, o arquivo ou trecho onde o problema aparece (no Claude Code, com @), o comportamento atual e o esperado, um escopo explícito de solução mínima (sem refatorar, sem features novas, sem comentários ou tipos em código não alterado) e uma verificação que ele consiga rodar (teste, build ou lint). Peça a correção da causa raiz, não a supressão do erro. Se o bug mexe em vários arquivos ou em código desconhecido, comece pelo plan mode
O bug é de uma linha
Mas a resposta volta mexendo em cinco arquivos, renomeando variável, criando helper novo e ainda enfiando comentário em função que nem tinha nada a ver com a história 😅
Fala aí, beleza? A Anthropic soltou o Claude Sonnet 5.5 em 28/09/2026, e segundo ela o modelo rende mais justamente em tarefas do dia a dia com escopo claro… e corrigir bug é uma delas
Só que "escopo claro" não aparece do nada: quem define é o seu pedido
Então bora ver como montar esse pedido pra aproveitar o modelo sem perder o controle do projeto 🙂
Quando o Sonnet 5.5 é a escolha certa para corrigir bug?
Segundo a Anthropic, o Sonnet 5.5 é o segundo modelo da família Claude 5.5, depois do Opus 5.5
E a própria empresa é bem direta: ele não avança a fronteira, mas é melhor que o Sonnet 5 em programação e trabalho de conhecimento
Onde ele brilha? Em tarefas cotidianas bem delimitadas, e a correção de bugs está na lista junto com criação de documentos, slides e planilhas
Formação Claude Code
Domine Claude Code do absoluto zero até o avançado
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Faz sentido, né? Bug com escopo fechado é o cenário perfeito: tem um erro, tem um lugar, tem um comportamento esperado
Os números oficiais que interessam pra esse uso:
| O quê | Sonnet 5.5 |
|---|---|
| Velocidade de saída | mais de 30% mais rápido que o Sonnet 5 |
| Custo por tarefa | até 30% mais barato na maior parte do trabalho, segundo os testes da Anthropic (gasta menos tokens) |
| API, entrada | US$ 2 por milhão de tokens |
| API, saída | US$ 10 por milhão de tokens |
| API, leitura de cache | US$ 0,20 por milhão de tokens |
O preço de API é o mesmo do Sonnet 5 e metade do Opus 5.5
E quando NÃO ir direto pra correção?
Se o bug é incerto, mexe em vários arquivos ou está num código que tu não conhece, a doc do Claude Code recomenda começar pelo plan mode
Que plan mode? É o modo que separa a exploração da execução: o Claude investiga e propõe um plano antes de sair editando. Pra sair dele, você aprova o plano ou pressiona Shift+Tab
Agora, se dá pra descrever o diff em uma frase (tipo "trocar o <= por < no loop"), pode pular o plano sem medo
O que ter em mãos antes de abrir o chat?
Antes de digitar qualquer coisa, junta isso aqui:
- O log de erro ou a saída do CI completos, do jeito que saíram
- O arquivo e o trecho onde o problema aparece
- Uma frase com o comportamento atual e outra com o comportamento esperado
- O comando de verificação: teste, build ou lint que prova que o bug sumiu
E tão importante quanto o que entra é o que fica de fora:
- A sua interpretação do erro no lugar do log: ela adiciona abstração e costuma perder o detalhe que leva à causa raiz
- Arquivos sem relação com o bug: mais contexto irrelevante é mais chance de ele "aproveitar" e mexer onde não devia
- Pedidos paralelos de melhoria: "e aproveita e organiza esse arquivo" é o convite oficial pra reescrever meio projeto haha
Passo a passo: como montar o prompt de correção de bug
Bora ver na prática? Cada passo vira um pedaço do template final
- Cole o erro direto, sem parafrasear
A doc do Claude Code é clara: cole o log, a saída do CI ou a thread direto
No Claude Code dá pra mandar o log via pipe:
cat error.log | claude
Erro comum deste passo: resumir o erro com as suas palavras ("deu um erro de null lá no checkout"). Nesse resumo some justamente a linha, o arquivo ou o valor que o modelo precisava pra achar a causa
- Referencie o arquivo com @ em vez de descrever onde fica o código

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Ver planos com 10% OFF →No Claude Code, use @ pra apontar o arquivo, e o Claude lê o arquivo antes de responder
Nada de "é naquela função de pagamento que fica na pasta de serviços, sabe?" kkk
Erro comum deste passo: colar o projeto inteiro achando que mais contexto é sempre melhor. Não é: aponta só o que tem relação com o bug
- Descreva o comportamento atual e o esperado
Duas frases resolvem:
Atual: ao aplicar um cupom de 100%, o total fica negativo
Esperado: o total deve parar em zero
Erro comum deste passo: escrever só "não funciona". Não funciona COMO? O modelo vai chutar, e chute vira mudança fora do lugar
- Delimite o escopo da correção
Aqui é o coração do post 🙂
O guia oficial de prompting da Anthropic avisa que os modelos Claude tendem a fazer overengineering: arquivos extras, abstrações desnecessárias, flexibilidade que ninguém pediu
A solução? Pedir explicitamente uma solução mínima, algo assim:
Faça só as mudanças necessárias para corrigir este bug
Não refatore, não adicione features e não faça melhorias além do pedido
Não limpe o código ao redor
Não adicione docstrings, comentários nem anotações de tipo em código que você não alterou
Erro comum deste passo: esperar que o modelo adivinhe o limite. Ele não adivinha, tu precisa escrever
- Peça a correção da causa raiz, não a supressão do erro
Uma instrução curta já muda o jogo:
Corrija a causa raiz. Não suprima o erro
Isso evita que o Claude mascare o problema com exceção genérica ou dados de fallback falsos
Erro comum deste passo: aceitar um try/catch genérico só porque o erro parou de aparecer. Tome cuidado! O erro sumiu da tela, mas o bug continua lá dentro
- Informe a verificação que ele deve rodar
Pode ser teste, build, lint ou um screenshot pra comparar
Sem uma verificação executável, "parece pronto" vira o único sinal, e quem passa a ser o loop de verificação é você
Erro comum deste passo: não passar comando nenhum e ficar testando na mão a cada resposta
- Junte tudo em um template com tags XML
O guia oficial recomenda tags XML pra separar as partes do prompt, e isso casa MUITO bem com correção de bug, porque cada pedaço fica no seu lugar:
<erro>
[cole aqui o log completo, sem editar]
</erro>
<codigo>
@caminho/do/arquivo
(fora do Claude Code, cole só o trecho onde o problema aparece)
</codigo>
<esperado>
Atual: (descreva o que acontece hoje)
Esperado: (descreva o que deveria acontecer)
</esperado>
<escopo>
Faça só as mudanças necessárias para corrigir este bug
Não refatore, não adicione features e não faça melhorias além do pedido
Não adicione docstrings, comentários nem anotações de tipo em código que você não alterou
Mantenha a solução mínima: sem arquivos novos, abstrações ou flexibilidade que eu não pedi
Se criar arquivos temporários, scripts ou helpers durante a tarefa, remova no final
Corrija a causa raiz, não suprima o erro com exceção genérica nem com dados de fallback falsos
</escopo>
<verificacao>
Rode [seu comando de teste, build ou lint] e só considere pronto quando passar
</verificacao>

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Como validar a resposta antes de aceitar a correção?
A resposta chegou. Antes de aceitar, olha o diff procurando estes sinais de que a correção passou do escopo:
| Sintoma | Causa | Solução |
|---|---|---|
| Arquivos, scripts ou helpers novos que você não pediu | Tendência a overengineering citada no guia oficial | Peça que ele remova os temporários e mantenha só a correção |
| Abstração nova ou "flexibilidade" extra | Mesma tendência: generalizar o que era pontual | Reforce a solução mínima e peça pra desfazer a abstração |
| Limpeza do código em volta | Faltou dizer que correção de bug não inclui limpar o entorno | Peça pra reverter tudo que não é a correção |
| Comentários e anotações de tipo em linhas que não mudaram | Faltou a regra de não mexer em código não alterado | Peça pra remover o que foi adicionado fora das linhas corrigidas |
| Erro engolido por exceção genérica | O pedido não exigiu causa raiz | Peça a correção da causa raiz, sem suprimir o erro |
E a pergunta final, a que decide tudo: a verificação passou?
Se não passou, não tem "parece certo" que salve… volta pro chat com a saída da verificação colada, do mesmo jeito que você colou o erro
Como prevenir:
Deixa a instrução de solução mínima e a de causa raiz fixas no template, dentro de <escopo>
Assim tu não depende de lembrar delas no meio da pressa de corrigir bug em produção (e é justamente nessa hora que a gente esquece hehe)
Vídeo: o que mudou na linha Sonnet
Pra começar do zero com a linha Sonnet, este vídeo do canal apresenta o Sonnet 5 e discute se vale o upgrade, um bom contexto sobre o modelo anterior ao 5.5
E se quiser voltar ainda mais na história da linha, tem o post sobre o raciocínio estendido do Claude 3.7 Sonnet
Resumo e próximo passo
A ideia central é essa: o que limita o estrago é o pedido bem delimitado, não o modelo
O Sonnet 5.5 é mais forte em tarefa de escopo claro, então o seu trabalho é entregar esse escopo: erro colado, arquivo referenciado, atual e esperado, limite explícito, causa raiz e verificação
Próximo passo? Salva o template com as tags XML e usa no próximo bug que aparecer
Se a correção envolver vários arquivos ou código que você não conhece, começa pelo plan mode e só depois parte pra execução
Faça o teste e me conta se o diff veio mais enxuto =)
Até o próximo post!
Perguntas frequentes
Claude Sonnet 5.5 é melhor que o Sonnet 5 pra corrigir bug?
Segundo a Anthropic, o Sonnet 5.5 não avança a fronteira, mas é melhor que o Sonnet 5 em programação e trabalho de conhecimento. Ele também gera saída mais de 30% mais rápido e custa até 30% menos por tarefa na maior parte do trabalho. Pra bug com escopo claro, é justamente onde a empresa diz que o modelo rende mais.
Como evitar que o Claude reescreva o projeto inteiro ao corrigir um bug?
O guia oficial de prompting da Anthropic recomenda pedir explicitamente uma solução mínima: sem refatoração, sem features novas, sem limpar código ao redor. Também dá pra pedir que ele remova arquivos temporários ou helpers criados durante a tarefa. Sem essa instrução, o modelo tende a fazer overengineering por conta própria.
Vale a pena colar o erro em vez de descrever com minhas palavras?
Sim, e a doc do Claude Code é direta nisso: cole o log de erro, a saída do CI ou a thread completos. Sua interpretação do erro adiciona abstração e costuma perder o detalhe que o Claude precisa pra achar a causa raiz. No Claude Code dá até pra mandar o log direto via pipe com cat error.log | claude.
Quanto custa usar o Claude Sonnet 5.5 via API pra corrigir bugs?
O preço é US$ 2 por milhão de tokens de entrada, US$ 10 por milhão de saída e US$ 0,20 por milhão em leitura de cache. É o mesmo preço do Sonnet 5 e metade do Opus 5.5. Como o Sonnet 5.5 costuma gastar menos tokens por tarefa, o custo final tende a ficar até 30% menor na maior parte do trabalho.
Quando usar o plan mode em vez de já pedir a correção do bug?
Use o plan mode quando a abordagem é incerta, a mudança mexe em vários arquivos ou o código é desconhecido pra você. Ele separa a exploração da execução: o Claude investiga e propõe um plano antes de editar qualquer coisa. Se dá pra descrever o diff em uma frase, como trocar um operador num loop, pode pular o plano direto.
Por que pedir a causa raiz em vez de só fazer o erro sumir?
Porque sem essa instrução o Claude pode mascarar o problema com uma exceção genérica ou dados de fallback falsos, e o erro some da tela sem o bug ser corrigido de verdade. A doc do Claude Code recomenda uma instrução curta tipo ‘corrija a causa raiz, não suprima o erro’. Combinar isso com uma verificação executável (teste, build ou lint) evita que ‘parece pronto’ vire o único sinal de que funcionou.
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