Como obter a chave da Claude API e fazer a primeira requisição?

tela do Console da Anthropic mostrando como gerar a chave da Claude API
Resposta rápida

A chave da Claude API nasce no Console da Anthropic, em platform.claude.com, e o caminho é curto: criar a conta (com verificação de telefone por SMS), comprar créditos pré-pagos na página Billing pelo botão Buy credits e ir em Settings > API keys > Create key. A chave começa com sk-ant- e aparece uma única vez, então copie na hora. Depois ela vai no cabeçalho x-api-key das requisições ou na variável de ambiente ANTHROPIC_API_KEY, que os SDKs oficiais leem sozinhos. A primeira chamada é um POST para https://api.anthropic.com/v1/messages

Da tela de cadastro até a primeira resposta da API tem menos passo do que parece

A chave da Claude API nasce no Console da Anthropic, em platform.claude.com, e funciona como um crachá: o seu código apresenta ela em toda requisição, e a Anthropic sabe quem está chamando e de qual saldo descontar

Este post percorre o caminho inteiro pra quem está começando do zero: o que precisa existir antes, onde clicar, onde guardar a chave e como disparar a primeira chamada de verdade

Se você ainda está decidindo entre usar o chat ou a API, vale resolver isso antes, porque são cobranças diferentes

Bora?

O que você precisa ter antes de gerar a chave

Antes de clicar em qualquer botão, três coisas precisam estar de pé

1. Uma conta Claude. Na criação da conta é pedido um número de telefone de um local suportado, pra receber um código de verificação por SMS

Formação Claude Code
Formação Recomendada

Formação Claude Code

Domine Claude Code do absoluto zero até o avançado

  • 114 aulas
  • 4 projetos
  • 9h 18min

2. Acesso ao Console. O Console é a plataforma de desenvolvedor onde a chave é criada, e ele fica em platform.claude.com. O acesso é self-service: dá pra usar a família de modelos Claude via API só criando a conta, sem lista de espera e sem falar com ninguém da Anthropic antes

3. Créditos comprados. A API e o Workbench são cobrados por créditos de uso pré-pagos, que precisam ser comprados antes do uso. A compra é feita na página Billing, no botão Buy credits, informando dados da organização, caso de uso e pagamento. Os créditos ficam disponíveis imediatamente

E aqui vem o ponto que mais confunde quem chega do produto de chat:

assinatura paga do Claude (Pro, Max, Team ou Enterprise) NÃO cobre o uso da API

O uso via Console é cobrado à parte, nas tarifas padrão da API. São duas contas separadas, mesmo que o login seja o mesmo… 🙂

Como criar a chave da Claude API no Console passo a passo

Com conta e créditos resolvidos, a criação em si leva menos de um minuto

  1. Entre (ou crie sua conta) em platform.claude.com
  2. Abra Settings > API keys
  3. Clique em Create key
  4. Defina o nome da chave, o workspace ao qual ela fica restrita e a expiração
  5. Copie o valor completo NA HORA, ele começa com o prefixo sk-ant-

O nome serve pra você saber depois qual projeto usa qual chave, e o workspace é o que limita o escopo dela. Chave de teste não precisa ter o mesmo alcance da chave que roda em produção, beleza?

O erro comum do passo 5: fechar a tela sem copiar

O Console mostra o valor completo uma única vez, no momento da criação. Se a chave for perdida, não dá pra visualizar de novo, e a orientação oficial é criar uma nova. Não tem jeitinho, não tem "mostrar novamente"

O erro comum do passo 3: o botão Create key aparecer desabilitado

Quando isso acontece, é sinal de que você pode não ter permissão pra criar chaves naquele workspace. A saída é pedir acesso a um admin da organização, ou pedir que ele crie a chave pra você

Onde a chave passa a ser usada no seu projeto

Chave criada, ela vira uma credencial que o seu código precisa apresentar. Existem dois lugares onde ela entra

  1. Em requisições HTTP diretas, a chave vai no cabeçalho x-api-key
  2. Nos SDKs oficiais, você não precisa passar nada na mão: eles leem automaticamente a variável de ambiente ANTHROPIC_API_KEY
  3. Na prática, exporte a chave como variável de ambiente, ou use python-dotenv com ANTHROPIC_API_KEY dentro de um arquivo .env, que é o que a documentação oficial sugere

No terminal:

export ANTHROPIC_API_KEY="sk-ant-..."

Ou no arquivo .env do projeto:

ANTHROPIC_API_KEY=sk-ant-...

O erro comum deste passo: deixar a chave escrita direto no código e mandar pro controle de versão

A razão do .env existir é exatamente essa: a chave fica fora do repositório. Coloque o .env no seu .gitignore antes de escrever a chave lá dentro, e não depois. Tome cuidado, chave vazada em commit público é o tipo de coisa que continua vazada mesmo depois do commit ser removido…

Como fazer a primeira requisição à Claude API

Agora a parte boa: ver a coisa responder

  1. Caminho direto (curl): um POST para https://api.anthropic.com/v1/messages, com os cabeçalhos x-api-key, anthropic-version e content-type, e um corpo com model, max_tokens e messages
curl https://api.anthropic.com/v1/messages \
  -H "x-api-key: $ANTHROPIC_API_KEY" \
  -H "anthropic-version: 2023-06-01" \
  -H "content-type: application/json" \
  -d '{
    "model": "claude-sonnet-5",
    "max_tokens": 1024,
    "messages": [
      {"role": "user", "content": "Oi Claude, me responde em uma frase"}
    ]
  }'
  1. Caminho do SDK: crie um diretório de projeto com ambiente virtual e instale o SDK Python
pip install anthropic

Depois o cliente já sobe lendo a chave do ambiente:

import anthropic

client = anthropic.Anthropic()  # lê ANTHROPIC_API_KEY do ambiente

message = client.messages.create(
    model="claude-sonnet-5",
    max_tokens=1024,
    messages=[
        {"role": "user", "content": "Oi Claude, me responde em uma frase"}
    ]
)

print(message.content)
  1. Escolha a sua linguagem: existem SDKs clientes oficiais para Python, TypeScript, C#, Go, Java, PHP e Ruby, então o curl é só o ponto de partida

O erro comum deste passo: esquecer o cabeçalho anthropic-version

Ele é obrigatório e o valor é 2023-06-01. Não é uma data qualquer que você inventa, é a versão da API que a requisição está falando

Como testar a chave sem escrever código no Workbench

Quer ver a API funcionando antes de abrir editor? Tem atalho

O Workbench permite testar prompts no navegador sem escrever uma linha de código. Você entra no Console, seleciona Workbench na navegação, escreve a mensagem e clica em Run

A resposta vem com contagem de tokens, e a requisição pode ser exportada como código, o que é ótimo pra sair do teste manual direto pro seu projeto

Duas observações importantes:

  • o Workbench é stateless: o rascunho fica no navegador e não é guardado nos servidores da Anthropic, então não conte com ele como histórico de trabalho
  • Workbench também consome créditos, porque é a mesma cobrança da API

Quanto custa cada modelo e qual usar na primeira chamada

O identificador do modelo é o que vai no campo model da requisição. Se ele estiver errado, nada roda

Modelo Identificador (model) Entrada (por milhão de tokens) Saída (por milhão de tokens)
Claude Sonnet 5 claude-sonnet-5 US$ 2 US$ 10
Claude Opus 5 claude-opus-5 US$ 5 US$ 25

O Opus 5 mantém o mesmo preço do Opus 4.8

E tem uma notícia boa no Sonnet 5: o aumento pra US$ 3 de entrada e US$ 15 de saída, que estava marcado pra 1 de setembro de 2026, foi cancelado em 10 de agosto de 2026. O preço introdutório virou permanente 😀

Como referência de capacidade, o Sonnet 5 suporta janela de contexto de 1 milhão de tokens por padrão e até 128 mil tokens de saída

Custo por token é justamente o que faz muita gente comparar API com rodar um modelo local no PC, e a conta muda bastante conforme o volume que você pretende processar

Como controlar gasto e limites depois da primeira chamada

A primeira chamada funcionou? Massa. Agora vale colocar os guardrails (limites) antes de esquecer um script rodando em loop

  1. Defina o spend limit mensal, que é o custo máximo que a organização pode gastar com a API. Também dá pra definir limites de gasto e de taxa por workspace
  2. Confira o seu tier na página Rate limits do Console. Existem três tiers de uso (Start, Build e Scale), além de um tier customizado gerenciado com a equipe de contas. O tier e os limites atuais aparecem nessa página
  3. Acompanhe o consumo na página Usage, que traz gráficos de tokens, de requisições e dois gráficos de limite de taxa
  4. Peça aumento de limite quando o uso chegar a pelo menos 50% do limite atual, que é o ponto a partir do qual o pedido faz sentido

O erro comum deste passo: achar que o limite é por chave

Não é. Os limites de uso da API são definidos no nível da ORGANIZAÇÃO. Criar cinco chaves não multiplica nada, só te dá cinco crachás pro mesmo saldo

Erros comuns na primeira integração e como resolver

O botão Create key está desabilitado

Sintoma: você chega em Settings > API keys e não consegue clicar em Create key

Causa: falta de permissão pra criar chaves naquele workspace

Solução: pedir acesso a um admin da organização, ou pedir que ele crie a chave pra você

Perdi a chave / fechei a tela sem copiar

Sintoma: você volta na lista de chaves e só vê o nome, nunca o valor completo

Causa: o Console exibe o valor completo uma única vez, no momento da criação

Solução: não tem recuperação, a orientação oficial é criar uma nova chave

A requisição não passa por falta de créditos

Sintoma: conta criada, chave na mão, e mesmo assim nada roda

Causa: API e Workbench funcionam com créditos de uso pré-pagos, que precisam ser comprados antes

Solução: ir na página Billing e comprar créditos no botão Buy credits. E lembrar que assinatura paga do Claude não cobre isso, é cobrança separada

Erro 400 no Sonnet 5 mexendo em temperature

Sintoma: a mesma requisição que funciona sem parâmetros extras volta com erro 400

Causa: no Claude Sonnet 5, definir temperature, top_p ou top_k com valores diferentes do padrão retorna erro 400. Pedir extended thinking manualmente também retorna 400, porque o adaptive thinking já vem ligado por padrão

Solução: tirar esses parâmetros do corpo da requisição e deixar o modelo no padrão

Como prevenir tudo isso

  • guarde a chave em variável de ambiente NA HORA da criação, não depois
  • use expiração e workspace pra limitar o escopo de cada chave
  • mantenha o .env fora do controle de versão

Conclusão

No fim, o caminho inteiro cabe em quatro coisas: conta, créditos, Settings > API keys e uma requisição pra /v1/messages

O resto é detalhe de organização: nome, workspace e expiração pra saber quem é quem, e as páginas Usage e Rate limits pra não tomar susto no fim do mês

Se você quer um próximo passo concreto, faz assim: monta o prompt no Workbench, exporta a requisição como código, move a chave pro .env e evolui do curl pro SDK da sua linguagem

A partir daí é só construir em cima, acompanhando o consumo na página Usage

até o próximo post! 😀

Perguntas frequentes

Quanto custa usar a Claude API depois de gerar a chave?

Não tem custo fixo mensal, é por consumo. O Claude Sonnet 5 cobra US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de tokens de saída, e esse preço introdutório virou permanente, o aumento para US$ 3 e US$ 15 marcado para setembro de 2026 foi cancelado. O Claude Opus 5 cobra US$ 5 de entrada e US$ 25 de saída por milhão de tokens, o mesmo valor do Opus 4.8. Esse consumo sai dos créditos pré-pagos comprados na página Billing, não do plano de assinatura.

A assinatura do Claude Pro ou Max dá acesso à chave da API?

Não. Assinatura paga do Claude, seja Pro, Max, Team ou Enterprise, não cobre o uso da API. O uso via Console é cobrado à parte, nas tarifas padrão da API, mesmo que o login seja o mesmo. São duas contas de cobrança separadas.

O que fazer quando o botão Create key aparece desabilitado no Console?

Isso é sinal de falta de permissão pra criar chaves naquele workspace. A saída é pedir acesso a um admin da organização, ou pedir pra esse admin criar a chave por você. Não é um bug pontual, é o Console respeitando o escopo de permissão do workspace.

Perdi a chave da Claude API, dá pra recuperar o valor?

Não. O Console mostra o valor completo da chave uma única vez, no momento da criação, com o prefixo sk-ant-. Se ela for perdida, a orientação oficial é criar uma chave nova, não existe opção de ‘mostrar novamente’.

Qual identificador de modelo usar no campo model da requisição?

Para o Claude Sonnet 5, o identificador é claude-sonnet-5. Para o Claude Opus 5, é claude-opus-5. É esse valor que entra no campo model do corpo da requisição, tanto no curl quanto nos SDKs oficiais.

Quais são os limites de uso da Claude API por organização?

Os limites são definidos no nível da organização, dentro de três tiers de uso (Start, Build e Scale), além de um tier Custom negociado com a equipe de contas. O tier e os limites atuais aparecem na página Rate limits do Console, e dá pra pedir aumento a partir de 50% de uso do limite atual. Também é possível definir um spend limit mensal pra organização e limites customizados por workspace.



Escrito por | Matheus Battisti

Matheus Battisti
Fundador da Hora de Codar

Programador apaixonado pelo mundo das tecnologias, sempre buscando em aprender e se aprofundar em linguagens, frameworks e o que mais for necessário para executar um bom trabalho. Agora tem uma nova missão que é de passar seu conhecimento adiante para formar novos programadores e especializar mais os que já são.

Subscribe
Notify of
guest

0 Comentários
Oldest
Newest Most Voted

Formações

Formação Vibe Coding

Formação Vibe Coding

Do Prompt ao Produto: Crie Software Real com IA

  • 474 aulas
  • 20 projetos
  • 39h 27min

Blog | Mais populares