Reflection lança o Beam 1.0: modelo aberto de 501B parâmetros sob Apache 2.0, com o Mirror CLI
Fala aí, beleza? A Reflection acabou de liberar os pesos completos do Beam 1.0, o primeiro modelo open-weight da empresa, e ele chegou com licença Apache 2.0, bem permissiva pra uso comercial
O modelo tinha sido anunciado em 5 de outubro de 2026, só com acesso antecipado por lista de espera
A disponibilidade geral veio em 16 de outubro, segundo o blog do Ollama
É um MoE esparso de 501B parâmetros no total e 23B ativos, com contexto de 1M tokens e pesos no Hugging Face
Junto com ele saiu o Mirror, o harness de código open source com o qual o Beam foi treinado 😀
O que a Reflection publicou no lançamento do Beam 1.0:
A Reflection não soltou só os pesos: o lançamento veio com um pacote mais completo, conforme o post de disponibilidade do Beam
- checkpoints em BF16, FP8 e NVFP4
- um drafter chamado DFlash2, para speculative decoding
- o Beam Safety Technical Report
- mais de 40 parceiros e integrações no lançamento
Os pesos estão no repositório oficial reflection/Beam-1.0-501B-A23B no Hugging Face
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Sobre segurança, a empresa publicou o Beam Safety Technical Report
Nele, a Reflection afirma que o Beam fica no limite de risco "Limited" nas quatro categorias de dano sistêmico que ela acompanha: armas biológicas, armas químicas, perda de controle e ataque cibernético
Segundo a empresa, isso vem de filtragem de dados no pré-treino, SFT com traces de raciocínio derivados das políticas, RL com recompensas sensíveis a contexto e red teaming iterativo, humano e automatizado
Vale lembrar: é a avaliação da própria Reflection, não uma auditoria independente
Como funciona o reasoning_effort do Beam 1.0
E aqui tem um detalhe que pega muita gente 👀
Segundo o chat template do repositório oficial no Hugging Face, o parâmetro reasoning_effort aceita um inteiro ou os rótulos minimal, low, medium, high, xhigh e max, que mapeiam pra 8, 32, 64, 128, 256 e 512
Quando você não define o parâmetro, o padrão do template é max (512), ou seja, o maior esforço disponível
minimal (8) é o menor esforço usado no treino, então é a opção mais enxuta que você tem, não existe um nível "zero" que desligue o raciocínio
Tome cuidado: se você não configurar nada, o Beam roda no esforço máximo por padrão, o que custa mais tempo e mais tokens por resposta
Mirror: o harness de código aberto usado no treino do Beam
O Mirror é o agente de terminal open source da Reflection, licenciado em Apache 2.0, e o Beam foi treinado junto com ele
O repositório oficial é o reflection-oss/mirror no GitHub
Se você já usa algum agente que vive no terminal, a ideia é bem semelhante: ele trabalha dentro do seu projeto em vez de numa janela de chat
Segundo o README do repositório, o Mirror:
- lê e edita arquivos
- roda comandos
- trabalha em tarefas paralelas, cada uma em uma worktree separada do repositório
Já o post de disponibilidade do Beam complementa: o Mirror também mantém conversas retomáveis, aceita instruções de projeto, conecta com servidores MCP e suporta extensões em Python

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A instalação é com o uv:
uv tool install reflection-mirror
O pacote se chama reflection-mirror, mas o comando que tu roda no terminal é só mirror:
cd /path/to/your/project
mirror
Desempenho do Beam 1.0 nos benchmarks independentes
Na Artificial Analysis, o Beam 1.0 marca 30 no Intelligence Index e fica em 2º entre os modelos open-weight dos EUA
Na frente dele está só o Muse Spark Open, da Meta, com 39
O Beam também é econômico: usa cerca de 26 mil tokens de saída por tarefa do índice
Porém, quando abre por benchmark, o retrato muda bastante:
| Benchmark | Resultado do Beam 1.0 |
|---|---|
| AutomationBench-AA | 48,5% |
| CritPt | 13,1% |
| Terminal-Bench 4.0 | 3,0% |
| AA-Omniscience (acertos) | 33% |
| AA-Omniscience (alucinação) | 47% |
Ou seja: o desempenho varia MUITO conforme o tipo de tarefa
Em automação ele vai bem, mas em tarefas de terminal o número é baixíssimo, e no teste de conhecimento a taxa de alucinação fica acima da taxa de acerto
Beam 1.0 x Muse Spark Open: a diferença está na licença
O Muse pontua mais (39 contra 30), mas a licença é onde o Beam ganha
A Apache 2.0 permite uso comercial, modificação e redistribuição, mas exige cumprir alguns requisitos: entregar uma cópia da licença, marcar os arquivos modificados, manter os avisos de copyright e atribuição e incluir o arquivo NOTICE quando ele existir
Já a Muse Model License, da Meta, tem duas amarras extras, segundo o AINews, da Latent Space:
- exige exibir "Built with Muse Spark Open" na interface
- empresas com mais de US$ 20 milhões de receita anual precisam de um acordo separado com a Meta pra oferecer o modelo como serviço (Model as a Service)
Então a conta fica assim: o Muse é mais forte no índice, mas o Beam não exige selo de atribuição na interface nem acordo separado por faixa de receita, só os requisitos padrão de licença e aviso da Apache 2.0
Pra quem pensa em produto comercial ou em revender inferência, isso pesa bastante na escolha
Como testar o Beam 1.0 hoje: Ollama Cloud, vLLM e SkyRL
Tem três caminhos verificados, e cada um serve pra um perfil diferente
Testar sem hardware: Ollama Cloud
O Ollama é parceiro de primeiro dia e oferece o Beam de graça por tempo limitado no Ollama Cloud
Você não precisa baixar o modelo nem gerenciar inferência local (nada de PC da Nasa haha)

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Quero o e-book gratuito Receba o livro e os bônus no seu e-mail.O endpoint roda com retenção zero de dados (ZDR), em parceria com a Reflection
Pra abrir o Beam direto na ferramenta de código que tu já usa:
ollama launch claude --model beam:cloud
ollama launch codex --model beam:cloud
ollama launch opencode --model beam:cloud
O primeiro abre no Claude Code, o segundo no Codex e o terceiro no OpenCode
Servir na sua infraestrutura: vLLM
O vLLM suporta o Beam desde o primeiro dia
Segundo o AINews, da Latent Space, que cita o vLLM, a medição foi de 1.769 tokens de saída por segundo em 4x B300, com NVFP4, TP4 e concorrência 16
Isso é um resultado de throughput nessa configuração específica, não um requisito mínimo de hardware
Fine-tuning e RL: SkyRL
A Reflection fez parceria com a Anyscale pra fluxos de fine-tuning e RL com o SkyRL, conforme o post de disponibilidade do Beam
O SkyRL oferece desde o primeiro dia LoRA, fine-tuning completo e RL em MXFP8
Ele relata +62% de throughput de decode com LoRA (de 276 para 447 tok/s/GPU)
Se liga: esse ganho é de decode, não é aceleração do treino de ponta a ponta
Limitações do Beam 1.0 antes de usar como agente de código
O Beam é aberto e permissivo, mas tem pontos que pesam antes de colocar ele pra mexer no seu repositório:
- Terminal fraco: 3,0% no Terminal-Bench 4.0, justamente o tipo de tarefa de um agente de terminal
- Alucinação alta: 47% no AA-Omniscience
- Esforço de raciocínio alto por padrão: sem configurar
reasoning_effort, o template usamax(512), o que custa mais tempo e mais tokens por resposta - Tamanho: são 501B parâmetros no total, então rodar localmente não é coisa de notebook
- Gratuidade com prazo incerto: o Ollama não divulgou quando o período grátis acaba
O curioso é que o Mirror é um agente de terminal e o Beam foi treinado com ele, mas o número no Terminal-Bench é baixo
Então, antes de adotar o Beam como agente de código, valide no seu próprio fluxo, com tarefa real
Pra acompanhar a corrida dos modelos abertos:
O Beam entra num momento de vários lançamentos grandes, e se tu curte comparar, vale ler também sobre o Mistral Large 4 da Mistral
E se tu curte o tema, tem um vídeo no canal sobre o Sakana Fugu Max e Ultra v2, um orquestrador de modelos
Próximo passo: validar o Beam no seu próprio fluxo
Aproveita que o Ollama Cloud está grátis e abre o Beam com beam:cloud na ferramenta de código que você já usa
Pega uma tarefa real do seu projeto, roda nele e no modelo que você usa hoje, e compara o resultado lado a lado
Só depois disso vale pensar em hospedar via vLLM ou fazer fine-tuning no SkyRL =)
Até o próximo post!
Perguntas frequentes
O Beam 1.0 é gratuito?
Os pesos são abertos sob licença Apache 2.0 e podem ser baixados no Hugging Face. Pra testar sem hardware próprio, o Ollama Cloud oferece acesso grátis por tempo limitado, sem data de término divulgada na página.
Qual a diferença entre a licença do Beam e a do Muse Spark Open?
O Beam usa Apache 2.0, que permite uso comercial e redistribuição desde que se cumpram os requisitos de licença e aviso, como manter os avisos de copyright e atribuição e incluir o arquivo NOTICE quando ele existir. Já a Muse Model License, da Meta, exige exibir "Built with Muse Spark Open" na interface e, para empresas com mais de US$ 20 milhões de receita anual, um acordo separado pra oferecer o modelo como serviço.
O Beam 1.0 é bom pra tarefas de terminal?
Não muito: na Artificial Analysis, ele marca só 3,0% no Terminal-Bench 4.0. Apesar de ter sido treinado junto com o Mirror, um agente de terminal, vale testar no seu próprio fluxo antes de adotar o Beam pra esse tipo de tarefa.
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