Como configurar o esforço (effort) no Claude Haiku 5.5 e escolher o nível certo pra cada tarefa?

Painel mostrando os níveis de effort no Claude Haiku 5.5, de low a max
Resposta rápida

O effort no Claude Haiku 5.5 define quantos tokens o modelo se dispõe a gastar na resposta, nas chamadas de ferramenta e no pensamento, e vem em cinco níveis: low, medium, high, xhigh e max. O padrão é medium. Na Messages API ele vai em output_config.effort, no nível superior da requisição (dentro de thinking dá erro 400). No Claude Code, use /effort. A documentação recomenda low para classificação, lookup, alto volume e subagentes, e medium para etapas de agente em que a velocidade importa. Antes de ir pra produção, calibre com amostras reais e fique com o menor nível que mantém a qualidade

Fala aí, beleza? A Anthropic lançou o Claude Haiku 5.5 em 7 de outubro de 2026, e ele é o primeiro Haiku em que você escolhe, tarefa por tarefa, se a prioridade é custo ou inteligência 😀

E isso muda bastante a forma de usar modelo pequeno

Porque o caminho mais cômodo é deixar tudo no padrão (medium) e seguir a vida, né?

Só que aí tu paga raciocínio que não precisava nas tarefas simples, e ao mesmo tempo pode estar economizando demais justo na etapa que pedia pensar mais…

Então neste post eu te mostro três coisas: o que o effort controla de verdade, um critério de decisão por tipo de tarefa e um roteiro de teste pra calibrar antes de subir pra produção

Bora? 🙂

O que o effort controla na prática no Haiku 5.5?

O effort define quantos tokens o Claude se dispõe a gastar na resposta

E não é só o texto final: isso vale pro texto da resposta, pras chamadas de ferramenta (tool calls) e pro pensamento estendido

Se liga nisso: no Haiku 5.5 o adaptive thinking vem ligado por padrão

Que adaptive thinking? É o modo em que o próprio modelo decide quando pensar e quanto pensar

O effort entra como o controle da profundidade desse raciocínio, tipo um botão de "quão fundo você pode ir"

Pensa assim: é como dar um orçamento pra um freelancer, ele continua decidindo como resolver, mas tu define até onde ele pode gastar

E o ganho de baixar o nível é direto: menos tokens gastos e menor tempo até o último token (o tal do TTLT, time to last token)

Quanto custa o Haiku 5.5 e por que o effort pesa na conta:

Os preços por milhão de tokens são estes:

Item Prompt de até 100 mil tokens Prompt acima de 100 mil tokens
Entrada US$ 0,10 US$ 0,50
Saída US$ 0,50 US$ 2,50
Leitura de cache US$ 0,01 não informado aqui
Escrita de cache US$ 0,125 não informado aqui

Repara numa coisa: nas duas faixas, a saída custa cinco vezes a entrada

E é justamente na saída (resposta, tool calls e thinking) que o effort mexe

Ou seja, os tokens que tu poupa baixando o esforço são os mais caros da requisição haha

Pra completar o contexto, segundo a Anthropic, rodar o Haiku 5.5 custa em média cerca de 75% menos que o Haiku 4.5

O que você precisa antes de configurar o esforço?

Nada de PC da Nasa aqui, beleza? É tudo configuração de requisição 😛

  • Acesso ao Haiku 5.5 por um canal de desenvolvedor: Claude Platform, AWS, Google Cloud ou Microsoft Foundry
  • O model ID na Claude API: claude-haiku-5-5
  • Se tu trabalha no Claude Code: o comando /effort

O Haiku 5.5 também está no Claude.ai (web, iOS e Android), nos planos Free, Pro, Max, Team e Enterprise

Aqui o foco é API e Claude Code, onde a configuração é documentada

Como definir o effort no Haiku 5.5 (API e Claude Code):

Bora ver na prática?

  1. Monte a requisição na Messages API com o output_config

O effort vai num objeto próprio, o output_config, no nível superior da requisição (do lado do model e das messages)

{
  "model": "claude-haiku-5-5",
  "messages": [
    { "role": "user", "content": "Classifique este ticket de suporte em uma categoria: ..." }
  ],
  "output_config": {
    "effort": "low"
  }
}

Erro comum deste passo: colocar o effort dentro de thinking

Parece lógico, já que ele controla a profundidade do raciocínio, né? Mas não: isso dá erro 400

Caso este erro apareça, confere se o effort está assim, errado:

{
  "thinking": {
    "effort": "low"
  }
}

E move pro output_config, no nível de cima, como no primeiro exemplo

  1. Troque o nível conforme a tarefa

Os valores aceitos são cinco: low, medium, high, xhigh e max

E se tu omitir o parâmetro, o Haiku 5.5 roda no padrão, que é medium

Erro comum deste passo: achar que, sem o parâmetro, o modelo roda no mínimo

Não roda! Sem output_config.effort, tu está no medium, e se a tua tarefa é classificação de alto volume, tá pagando acima do necessário

  1. No Claude Code, use o /effort

O comando tem três formas de uso:

  • /effort sozinho abre um slider interativo
  • /effort <nível> define o nível na hora (ex: /effort low)
  • /effort auto volta ao padrão do modelo

Erro comum deste passo: misturar o comando do Claude Code com o parâmetro da API

São produtos diferentes: o /effort vale pra tua sessão no Claude Code, e o output_config vale pra requisição que a tua aplicação manda pra API

Um não configura o outro, tome cuidado!

Critério de decisão: qual effort para classificação, resumo e etapa de agente?

A regra central é simples: não deixa tudo no mesmo ajuste

Cada tipo de tarefa merece o seu nível, e é aí que mora a economia (e a qualidade também)

Tipo de tarefa Nível de partida De onde vem
Classificação simples, lookup, alto volume, subagentes low Recomendação da documentação
Etapa de agente com prioridade de velocidade medium Recomendação da documentação
Resumo medium (padrão) e calibrar Teste com as tuas entradas reais
Etapa de agente que exige raciocínio profundo high, xhigh ou max Níveis existem pra isso, calibrar caso a caso

Classificação simples e alto volume: low

Aqui a documentação é direta: low quando a prioridade é velocidade e custo

Entra classificação simples, consultas (lookup), casos de alto volume e subagentes onde eficiência importa

Faz sentido, né? Pra decidir se um ticket é "cobrança" ou "bug", o modelo não precisa filosofar haha

Etapa de agente com foco em velocidade: medium

Pra tarefas agênticas em que a velocidade conta e dá pra ter bom resultado sem gastar todos os tokens, a recomendação é medium

Que é, inclusive, o padrão do Haiku 5.5

E o resumo?

Pra resumo, o caminho é partir do medium padrão e calibrar com o roteiro de teste que tá mais abaixo

Se o resumo em low sair bom nas tuas entradas reais, desce. Se perder informação importante, fica no medium ou sobe

Etapa de agente que pede raciocínio pesado: high, xhigh e max

Os níveis high, xhigh e max existem pra dar mais profundidade ao raciocínio

O caminho é testar: sobe de nível só na etapa que realmente travou nos níveis abaixo

E vale lembrar que tem tarefa que é outro campeonato, tipo montar um jogo jogável com prompt único, onde a escolha do modelo pesa tanto quanto o esforço

Na prática: o que acontece quando tarefa simples deixa de pagar preço de tarefa complexa?

Antes do roteiro, deixa eu te mostrar um caso real que ajuda a entender por que calibrar por tarefa vale tanto a pena

É um teste que fiz de roteamento de custo no Claude Code com o Manifest, uma camada que fica entre o Claude Code e vários modelos

Mas o princípio é exatamente o mesmo do effort por tarefa: separar o trabalho por complexidade e gastar menos no que é simples

Como montei o teste:

O Manifest classifica cada tarefa em tiers de dificuldade (simple, standard, complex e reasoning) e decide qual modelo usar

Conectei os providers Anthropic, OpenAI e DeepSeek e configurei os tiers na mão:

  • Reasoning: Opus como principal, com Sonnet de fallback
  • Complex: GPT
  • Standard: GPT
  • Simple: DeepSeek

Tarefas simples: o caro quase não foi chamado

Pedi coisas simples, tipo gerar a estrutura em árvore do projeto e criar um README

O Manifest tentou usar o DeepSeek, a chamada falhou com erro de API e a tarefa caiu no fallback (acontece, né? xD)

Mesmo assim, o Opus quase não foi acionado

Resultado da sessão: 16 mensagens, custo de menos de um centavo de dólar e uma economia estimada pelo próprio Manifest de 4 dólares

Muito massa pra tão pouco uso 😀

Tarefas complexas: a conta muda

Depois pedi coisas mais pesadas: um componente de header, iniciar o projeto, uma página "sobre" com FAQ usando o elemento de detalhes e resumo do HTML (linkada na navegação) e um pequeno sistema de lista de tarefas com formulário

Conferi na mão que o componente funcionava de verdade no projeto, não só que parecia certo no prompt, e a página de FAQ também funcionou

Essa sessão teve 36 mensagens

Aqui notei duas coisas: os modelos pediam mais confirmação de ferramenta do que o Opus pediria normalmente, e o uso ficou equilibrado entre reasoning e complex, com pouco uso do tier standard

Minha desconfiança é que esse viés pros modelos mais caros pode vir do próprio harness do Claude Code

E, opinião minha, ferramenta de IA pode ter interesse em empurrar o uso pros modelos de maior demanda, pra consumir mais crédito do usuário… será?

Por isso acho que vale testar o Manifest em outras ferramentas, tipo o Open Code, pra ter uma visão mais neutra

E dependendo do projeto, colocar o DeepSeek Pro no tier complex poderia gerar uma economia ainda maior do que a configuração que usei

No vídeo abaixo eu mostro na prática esse corte de custo separando as tarefas por complexidade:

A lição que levo pro effort do Haiku 5.5 é a mesma: a economia aparece quando tarefa simples para de pagar preço de tarefa complexa, mas só configurar não basta, tem que medir

Roteiro de teste para calibrar o effort antes de ir para produção:

Agora o passo a passo pra não subir nada no chute 🙂

  1. Separe uma amostra de entradas reais por tipo de tarefa

Pega entradas de verdade do teu sistema e divide em grupos: classificação, resumo e etapa de agente

Erro comum deste passo: calibrar com exemplos fáceis e escolhidos a dedo

Isso esconde justamente os casos difíceis, que são os que quebram em produção. Já me ferrei com amostra bonitinha demais, inclua os casos chatos!

  1. Rode a mesma amostra em low e medium (e acima, se a tarefa pedir)

Sempre com claude-haiku-5-5 e mudando só o output_config.effort

Pra etapa de agente que pede raciocínio pesado, inclui high, xhigh ou max na rodada

  1. Compare qualidade, tokens e tempo até o último token

Olha as três coisas juntas: a saída está boa? Quantos tokens gastou? Quanto tempo levou até o último token?

Só olhar custo é armadilha, só olhar qualidade também

  1. Escolha o menor nível que mantém a qualidade aceitável

E fixa esse nível por tipo de tarefa, não um nível pro sistema inteiro

Classificação pode ficar em low, o resumo em medium, uma etapa específica do agente em high, e por aí vai

  1. Reavalie periodicamente com novas amostras

As entradas mudam com o tempo, e o nível que era suficiente pode deixar de ser

Roda o roteiro de novo de tempos em tempos com dados frescos

Conclusão: comece pelo low nas tarefas simples e suba só onde a qualidade pedir

Recapitulando o que vimos:

  • O effort no Claude Haiku 5.5 controla quantos tokens o modelo gasta na resposta, nas tool calls e no thinking
  • O padrão é medium, e são cinco níveis: low, medium, high, xhigh e max
  • Na API, o effort vai em output_config, no nível superior (dentro de thinking dá erro 400)
  • No Claude Code, é o /effort
  • Low pra classificação, lookup, alto volume e subagentes; medium pra etapa de agente com prioridade de velocidade
  • Resumo e etapas pesadas: calibra com dados reais

Próximo passo concreto: escolhe a tarefa de maior volume do teu projeto, roda o roteiro de teste com low e medium e só então sobe pra produção

É ali que a economia aparece primeiro =)

Até o próximo post!

Perguntas frequentes

O que acontece se eu não definir o effort no Claude Haiku 5.5?

Sem o parâmetro output_config.effort, o Haiku 5.5 roda no padrão, que é medium

Ou seja, ele não cai automaticamente no mínimo, então em tarefa de alto volume tu pode estar pagando mais tokens do que precisa

Dá pra ajustar o effort do Haiku 5.5 direto no Claude.ai?

O Haiku 5.5 está disponível no Claude.ai (web, iOS e Android) nos planos Free, Pro, Max, Team e Enterprise

A configuração documentada do effort é pela Messages API (com o output_config) e pelo Claude Code (com o comando /effort)

O effort no Haiku 5.5 muda só o tamanho da resposta final?

Não, o effort controla quantos tokens o modelo se dispõe a gastar no total

Isso inclui o texto da resposta, as chamadas de ferramenta (tool calls) e o pensamento estendido (thinking)

Qual a diferença entre o comando /effort do Claude Code e o output_config da Messages API?

São configurações de produtos diferentes: o /effort vale pra sessão dentro do Claude Code, com as formas /effort, /effort <nível> e /effort auto

Já o output_config.effort vale pra requisição que a aplicação manda direto pra Messages API, e um não configura o outro

Por que colocar o effort dentro do objeto thinking dá erro na API?

Porque na Messages API o effort precisa ficar num objeto próprio chamado output_config, no nível superior da requisição, junto com model e messages

Se ele for colocado dentro de thinking, mesmo parecendo lógico (já que controla a profundidade do raciocínio), a API retorna erro 400

O Haiku 5.5 continua mais barato que o Haiku 4.5 mesmo usando effort alto?

Segundo a Anthropic, rodar o Haiku 5.5 custa em média cerca de 75% menos que o Haiku 4.5, considerando o uso médio do modelo

Mas lembra que essa é uma média geral, e subir o effort pra high, xhigh ou max aumenta o consumo de tokens de saída, que já custa cinco vezes o valor da entrada nas duas faixas de preço




Escrito por | Matheus Battisti

Matheus Battisti
Fundador da Hora de Codar

Programador apaixonado pelo mundo das tecnologias, sempre buscando em aprender e se aprofundar em linguagens, frameworks e o que mais for necessário para executar um bom trabalho. Agora tem uma nova missão que é de passar seu conhecimento adiante para formar novos programadores e especializar mais os que já são.

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