Como rodar o GPT-6 Astra no terminal com o llm 0.35

O llm 0.35 adicionou o modelo gpt-6-astra da OpenAI, então dá pra usar o GPT-6 Astra no terminal sem abrir navegador. O fluxo é curto: atualiza com llm install -U llm, guarda a chave com llm keys set openai, confirma o modelo com llm models list -q astra e chama com llm -m gpt-6-astra "prompt". A parte boa vem no pipe: jogar log de erro ou saída de git diff direto pro modelo. E como o llm registra tudo em SQLite, llm logs list -n 1 te mostra qual modelo respondeu de verdade
Fala aí, beleza? O GPT-6 Astra acabou de chegar no seu terminal, e você não precisa de nenhum wrapper mirabolante pra isso
A versão 0.35 do llm, a ferramenta de linha de comando do projeto simonw/llm mantida por Simon Willison, adicionou o modelo da OpenAI gpt-6-astra. As notas de release são diretas: "New OpenAI model: gpt-6-astra for GPT-6 Astra"
O modelo foi anunciado pela OpenAI em 3 de setembro de 2026, e o modelo de API gpt-6-astra ficou disponível em 4 de setembro
Aqui você vai ver como atualizar o llm, configurar a chave da OpenAI, fazer a primeira chamada e encadear tudo isso com outros comandos do shell, mandando texto por pipe
Bora? 🙂
O que você precisa antes de começar
A lista é curta:
- O llm instalado na máquina
- Uma chave de API da OpenAI
- Um terminal, e só
Se você nunca usou o llm, se liga no que ele é: um utilitário de linha de comando E uma biblioteca Python pra acessar modelos de linguagem, tanto via APIs remotas quanto modelos rodando localmente. E ele registra os resultados em SQLite, o que vai ser importante lá na frente
Se você conhece o npm ou o composer, a lógica de plugin do llm vai te soar familiar: ele tem ecossistema próprio instalado no mesmo ambiente da ferramenta
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Não quer instalar nada permanente?
Dá pra rodar via uvx:
uvx llm
Todos os comandos normais funcionam nesse modo
Tome cuidado! Se você instalou o llm como ferramenta do uv, atualizar com uv tool upgrade llm remove os plugins que você tinha instalado. Vai precisar reinstalar tudo depois
Melhor saber disso antes de perder a configuração, né?
Passo a passo: do llm 0.35 até a primeira resposta do GPT-6 Astra
- Atualize o llm para a 0.35
O próprio llm tem um comando de instalação que trabalha no mesmo ambiente dele, e a flag -U/--upgrade faz a atualização:
llm install -U llm
A 0.35 é a versão mais recente do pacote publicada no PyPI (não existe 0.36 publicada até agora), então é essa que você quer
O erro comum deste passo: atualizar com uv tool upgrade llm por costume e descobrir depois que os plugins sumiram. Se você foi por esse caminho, reinstale os plugins antes de seguir
- Guarde a chave da OpenAI
A forma recomendada é essa:
llm keys set openai
O comando vai pedir a chave pra você colar ali no prompt. Ela fica salva em um arquivo keys.json no diretório de configuração da ferramenta
Onde esse arquivo mora?
| Sistema | Caminho do keys.json |
|---|---|
| macOS | ~/Library/Application Support/io.datasette.llm/keys.json |
| Linux | algo como ~/.config/io.datasette.llm/keys.json |
Se você não quiser usar o keys.json, existem duas alternativas: a variável de ambiente OPENAI_API_KEY ou a opção --key direto na chamada
llm "prompt" --key sk-sua-chave
Pra conferir o que já está guardado:
llm keys get openai
O erro comum deste passo: achar que a chave foi salva quando na verdade você só exportou a variável de ambiente naquela sessão do terminal. Fechou o terminal, foi embora. O llm keys get openai mata a dúvida em um segundo
- Confirme que o modelo existe aí
Atualizou, mas será que o gpt-6-astra apareceu mesmo? O llm lista os modelos disponíveis:
llm models
E dá pra filtrar por termo de busca com -q/--query, que é bem mais rápido que ficar caçando com o olho:
llm models list -q astra
Se você quer a saída estruturada pra jogar em outro script, tem o --json:
llm models list --json
O erro comum deste passo: o modelo não aparecer porque a atualização não pegou de verdade (ambiente diferente, instalação duplicada). Se o -q astra voltar vazio, o problema é o passo 1, não a chave
- Faça a primeira chamada
O modelo de uma chamada é escolhido com -m/--model:
llm -m gpt-6-astra "explique o que é um heredoc em bash em 3 linhas"
É isso. Resposta no terminal, sem navegador, sem aba aberta
O erro comum deste passo: escrever o id do modelo errado. É gpt-6-astra, com hífen entre tudo
- Opcional: deixe ele como padrão
Se o GPT-6 Astra virou seu daily driver, define ele como modelo padrão e para de digitar -m toda vez:
llm models default gpt-6-astra
O comando aceita qualquer alias suportado do modelo
O erro comum deste passo: definir o padrão e esquecer, aí meses depois a conta de API chega diferente do esperado. Mais pra frente eu falo dos números
Encadeando o llm com outros comandos do shell
Agora vem a parte que faz o terminal valer a pena
O llm aceita texto por stdin. E tem uma regra que você PRECISA entender antes de sair pipando qualquer coisa: quando o texto vem por stdin junto com argumentos, o prompt final é o conteúdo do pipe seguido dos argumentos
Ou seja:
cat myscript.py | llm 'explain this code'
vira, na prática, um prompt assim: <conteúdo do arquivo> explain this code
O texto entra ANTES da instrução. Guarda isso
Mandando um log de erro pro modelo
Mesma mecânica, outro conteúdo:
cat erro.log | llm -m gpt-6-astra 'qual a causa raiz desse erro?'
Mandando a saída do git diff
git diff | llm -m gpt-6-astra 'revise essas mudanças e aponte riscos'
Simples assim, o diff inteiro vai como contexto e a pergunta vem depois
Só fica esperto com o tamanho do que tu joga no pipe: acima de 272.000 tokens de entrada a cobrança muda de faixa, e eu detalho isso na seção de preço mais pra frente
Usando system prompt pra dar o enquadramento
A opção -s/--system define o system prompt, e é o jeito padrão de instruir o modelo sobre o conteúdo que chegou por pipe:
cat README.md | llm -s 'You are groot; summarize this README.'
O exemplo é o da própria documentação, e a ideia se aplica igual pro seu caso: o -s diz COMO tratar o que veio, enquanto o pipe entrega o QUE tratar
O erro comum desta seção: escrever a instrução como se ela viesse primeiro. Se você monta o texto pensando "analise o seguinte log:" e o log já entrou antes, a leitura do prompt muda e a resposta sai torta. Ou você escreve a instrução pensando no conteúdo já apresentado, ou joga o enquadramento no -s
Como verificar que você usou mesmo o gpt-6-astra
Essa é a pergunta que quase ninguém faz e depois vira dor de cabeça: o modelo que respondeu foi o que você achava que era?
Por padrão, o llm registra todo prompt e resposta em um banco SQLite. Então a verificação é uma consulta, não um achismo
Pra ver a última entrada:
llm logs list -n 1
O -n/--count controla quantas entradas aparecem. O padrão é 3, e 0 traz todas
Dá pra filtrar por modelo com -m, o que é ótimo quando você tem vários modelos configurados e quer isolar só as chamadas de um deles
Abrindo o banco inteiro
O caminho do banco de logs sai com:
llm logs path
E dá pra abrir no Datasette direto:
datasette "$(llm logs path)"
Aí você navega pelos registros com calma. Se você leva a sério a ideia de registrar chamadas de modelo desde o primeiro dia, esse banco é um ponto de partida que já vem de graça
E se eu não quiser registrar nada?
Prompt sensível acontece. O registro pode ser desligado, religado e consultado:
llm logs off
llm logs on
llm logs status
O erro comum deste passo: desligar o log "só nessa vez" e esquecer religado… digo, esquecer desligado. O llm logs status te diz em que pé está
Onde o GPT-6 Astra no terminal compensa (e onde não)
Agora os números, que é onde a conversa fica honesta
O GPT-6 Astra tem 1.050.000 tokens de janela de contexto e 128.000 tokens de saída máxima. Isso é o que sustenta o caso de uso de pipe: jogar um log gigante ou um diff extenso inteiro, sem picotar em pedacinhos
O corte de conhecimento dele é abril de 2026, então pra biblioteca que mudou depois disso, você precisa mandar a documentação junto no prompt
E o preço?
| Item | Preço por milhão de tokens |
|---|---|
| Entrada | US$ 10,00 |
| Entrada em cache | US$ 1,00 |
| Saída | US$ 50,00 |
E tem um detalhe importante, que muda tudo justamente no caso de pipe: requisições acima de 272.000 tokens de entrada são cobradas com tarifas de contexto longo, mais altas que as padrão. Ou seja, a tabela acima é a tarifa padrão, não um preço fixo pra qualquer tamanho de requisição
Traduzindo isso pra decisão prática
Compensa quando:
- Você quer contexto grande de uma vez só (log inteiro, diff extenso, arquivo comprido)
- A resposta esperada é curta e objetiva ("qual a causa raiz?", "tem risco aqui?")
- Você já está no terminal e não quer trocar de contexto mental
Pesa mais quando:
- Você pipa arquivo enorme por hábito, sem precisar. Acima de 272K tokens de entrada, a tarifa muda de patamar
- Você pede saída longa. Olhando a tabela, a saída é o item mais caro da conta: US$ 50,00 contra US$ 10,00 da entrada
Resumindo sem rodeio: entrada grande e saída curta é o formato que mais aproveita o modelo. Entrada grande E saída longa é o combo que dói no bolso
E tem um ponto que vale pensar antes de automatizar qualquer coisa em cima disso: resposta de modelo varia entre execuções, então antes de confiar cegamente em um resultado, vale rodar o mesmo prompt mais de uma vez e comparar
Vídeo: entendendo modelos de LLM na prática
Pra começar do zero com comparação entre modelos de linguagem, este vídeo do canal coloca modelos frente a frente e mostra como avaliar o que cada um entrega
Próximo passo
Recapitulando o fluxo inteiro:
- Atualizar com
llm install -U llm - Guardar a chave com
llm keys set openai - Conferir o modelo com
llm models list -q astra - Chamar com
llm -m gpt-6-astra "prompt" - Pipar o que você já tem no shell (
cat erro.log | llm ...,git diff | llm ...) - Conferir no log com
llm logs list -n 1
O próximo passo depende do seu uso. Se o GPT-6 Astra virou o modelo do dia a dia, define ele como padrão com llm models default e economiza digitação. Se você quer controlar custo e escolher modelo por tarefa, mantém o -m gpt-6-astra em cada chamada, fica mais consciente
Pra acompanhar o que muda daqui pra frente, a página oficial do modelo é a do anúncio na OpenAI, e as notas de release ficam no repositório simonw/llm
Até o próximo post! 😀
Perguntas frequentes
Quanto custa usar o GPT-6 Astra pela API da OpenAI?
A tarifa padrão é US$ 10,00 por milhão de tokens de entrada, US$ 1,00 por milhão de tokens de entrada em cache e US$ 50,00 por milhão de tokens de saída. Vale lembrar que esses valores são só pra chamadas de API, não têm relação com o custo do llm em si, que é gratuito e open source.
Qual é o limite de contexto e de tokens de saída do GPT-6 Astra?
A janela de contexto do GPT-6 Astra é de 1.050.000 tokens, e a saída máxima permitida é de 128.000 tokens. Isso dá pra jogar logs, diffs de git e READMEs inteiros no prompt sem estourar o limite na maioria dos casos.
O que acontece se eu enviar um prompt muito grande pro GPT-6 Astra?
Requisições que passam de 272.000 tokens de entrada entram na tarifa de contexto longo, que é mais alta que a tarifa padrão. Então se tu for mandar um cat de arquivo gigante ou um git diff enorme por pipe, fica de olho nesse limite antes de rodar.
Até quando vai o corte de conhecimento do GPT-6 Astra?
O corte de conhecimento do GPT-6 Astra é abril de 2026. Ou seja, eventos e informações posteriores a essa data não fazem parte do treinamento do modelo.
Onde o llm guarda o histórico de prompts e respostas do GPT-6 Astra?
Por padrão, todo prompt e resposta enviados pelo llm ficam registrados em um banco SQLite. O caminho desse banco é retornado pelo comando llm logs path, e dá pra abrir o conteúdo direto no Datasette com datasette "$(llm logs path)".
Dá pra desligar o registro de logs do llm ao usar o GPT-6 Astra?
Dá sim. O comando llm logs off desliga o registro, llm logs on religa, e llm logs status mostra o estado atual. Pra ver o histórico salvo, llm logs list mostra as entradas, com -n/--count controlando quantas aparecem (o padrão é 3) e a opção de filtrar por modelo.
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