SWE-2 medium, high ou max: qual nível de esforço usar em cada tarefa?

O SWE-2, lançado pela Cognition em 10 de setembro de 2026, é o primeiro modelo da casa com esforço de raciocínio configurável em três níveis de esforço: medium, high e max. A regra prática é simples: medium parte pra ação rápido e entrega custo eficiente em tarefas simples e intermediárias, enquanto high e max planejam mais, exploram mais da base de código e verificam mais, levando vantagem no que é complexo. Isso aparece na média de passos por execução: 53 no medium, 80 no high, 98 no max, contra 127 do SWE-1.7
Medium, high e max: a Cognition colocou a régua do raciocínio na sua mão
O SWE-2 chegou no dia 10 de setembro de 2026, anunciado no post Introducing SWE-2: Pushing the Pareto Frontier, e é o primeiro modelo da Cognition com níveis de esforço de raciocínio configuráveis: medium, high e max
A ideia em si não nasceu agora: o SWE-1.7 já aparece na documentação da Devin em variantes de esforço Medium e Max
O que muda é que no SWE-2 os três níveis fazem parte do desenho do modelo, e a escolha de quanto esforço gastar fica na tua mão
E aí bate a dúvida: sobe pro max sempre e pronto? Calma que não é bem assim 🙂
A ideia deste post é te dar critério, uma tabela mental de quando subir e quando descer o nível
Medium, high e max: a comparação lado a lado
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| Nível | Comportamento descrito pela Cognition | Média de passos por execução | Tipo de tarefa indicado |
|---|---|---|---|
| medium | Parte para a ação muito mais rápido, com desempenho de custo eficiente | 53 | Tarefas agentic simples e intermediárias |
| high | Planeja mais, explora mais da base de código e administra incertezas com verificação mais complexa | 80 | Tarefas complexas |
| max | Mesmo perfil do high, com ainda mais passos de exploração e verificação | 98 | Tarefas complexas |
| SWE-1.7 (referência) | Modelo anterior da linha | 127 | Base de comparação |
Olha esses números com calma, porque eles contam a história toda
Subir o nível de esforço não é comprar "mais inteligência" num pacote fechado, é autorizar o modelo a gastar mais passos antes de considerar a coisa resolvida
Esses passos viram leitura de código, planejamento e verificação
E repara numa ironia boa: até o max, com 98 passos, roda em menos passos que os 127 do SWE-1.7
Quem já mexeu com os níveis do comando /caveman reconhece a lógica na hora: o rótulo muda o comportamento, não só o "capricho" da resposta
Quando usar cada nível: mapa de tarefa por esforço
Aqui é o coração do guia
A pergunta que resolve a escolha é sempre a mesma: essa tarefa precisa que alguém EXPLORE antes de agir, ou o caminho já está óbvio?
Tarefas para o medium
O medium é pra quando o alvo já está claro e o custo de sair errado é baixo
A própria Cognition posiciona ele como o nível que parte para a ação muito mais rápido, o que rende desempenho com custo eficiente em tarefas simples e intermediárias
Pensa em coisas do tipo:
- ajuste localizado num arquivo que você já sabe qual é
- renomear, extrair função, pequena refatoração de escopo fechado
- escrever um teste pra um comportamento que você já descreveu bem no prompt
- corrigir um erro com stack trace apontando o dedo pro ponto exato
- tarefas repetitivas, aquelas de encher linguiça mesmo
Se o plano cabe em duas frases no seu prompt, provavelmente o medium dá conta
Tarefas para o high
O high entra quando a tarefa exige ler mais do repositório antes de escrever a primeira linha
São os casos em que o modelo precisa planejar e entender como as peças conversam, e não só aplicar o patch
Exemplos:
- mudança que atravessa várias camadas (rota, serviço, model, teste)
- bug que reproduz, mas a causa raiz mora em outro módulo
- introduzir um padrão novo numa base que já tem convenções próprias
- integrar duas partes do sistema que hoje não se falam
Aqui os 80 passos médios fazem sentido: uma boa fatia deles vai embora só em exploração
Tarefas para o max
O max é pra incerteza alta, aquele tipo de tarefa que você mesmo não sabe direito onde vai dar
O ponto que a Cognition destaca nos níveis high e max é justamente administrar incerteza com verificação mais complexa
Se liga nos cenários:
- migração que toca dezenas de arquivos e você não tem mapa completo
- bug intermitente, daqueles que só aparecem quando ninguém está olhando
- mexer em código legado sem teste, onde qualquer passo em falso derruba outra coisa
- tarefa em que verificar o resultado é tão trabalhoso quanto produzir o resultado
Essa mesma lógica de casar tarefa com nível aparece em outras ferramentas, tipo os níveis do Ponytail por tarefa, e o raciocínio se transfere direitinho
O veredito: medium como padrão, high e max sob demanda
Se eu tivesse que resumir numa regra: comece no medium, suba por motivo, não por ansiedade
O argumento não é de gosto, é de número
No FrontierCode 1.1 Main, benchmark próprio da Cognition, o SWE-2 medium pontua acima do SWE-1.7 com 58% menos turnos e 81% menos custo médio
Oitenta e um por cento de custo médio a menos, pontuando melhor que a geração anterior, é o tipo de coisa que torna o nível mais barato o default racional
E o SWE-2 em si se posiciona bem: 50,0% no FrontierCode 1.1 Main, dentro de um ponto do Fable 5.1, custando 64% menos
No FrontierCode 1.1 Main e no DeepSWE 1.1, a Cognition mostra o SWE-2 superando SWE-1.7 e Grok 4.6 em pontuação e custo, empatando com GPT-5.6 Sol por uma fração do preço, e ficando a poucos pontos do GPT-6 Astra com cerca de um quarto do custo
Agora o limite honesto, porque ele importa pra sua conta no fim do mês
A Cognition não publicou API independente, tabela de preço por token nem os pesos do SWE-2
Então toda essa conversa de "custa 64% menos" é custo POR TAREFA dentro da plataforma Devin, não preço por milhão de tokens que você compara com outro fornecedor na planilha
É um dado real, só não é o dado que muita gente acha que está lendo
Como trocar o nível de esforço no Devin
Passo a passo curto, só com o que dá pra afirmar:
- Confirme onde o SWE-2 roda hoje: ele está disponível no Devin Desktop e no Devin CLI desde o lançamento, com rollout para Devin Web e Devin Fusion. O erro comum deste passo é procurar o ajuste em outro produto de IA que você já usa, ou abrir o Devin Web e achar que quebrou porque o rollout ainda não chegou até você
- No Devin CLI, abra o seletor de modelos rodando o comando sem nenhum argumento:
/model
- No Devin Desktop, use o menu suspenso de seleção de modelo, que fica logo abaixo da caixa de texto de entrada. O erro comum deste passo é caçar a opção em telas de configuração, quando ela está ali coladinha no campo onde você digita o prompt
Com o seletor aberto, é ali que tu escolhe o modelo e o nível de esforço que vai rodar a tarefa
Por que o SWE-2 consegue ter três níveis na mesma família
Agora o bastidor, que explica por que isso funciona e não é só um botão de enfeite
O SWE-2 foi pós-treinado a partir do Kimi K3, o modelo aberto de 2,8 trilhões de parâmetros da Moonshot AI
E a contribuição técnica da Cognition é a parte massa: um algoritmo de RL que treina TODOS os níveis de esforço numa única corrida de treinamento, com penalidade de custo linear por nível ajustada à inclinação local da fronteira de Pareto do modelo base
Traduzindo pro nosso português: medium, high e max não são três modelos diferentes empacotados juntos, são o mesmo modelo ensinado a gastar quantidades diferentes de esforço, com a conta do custo embutida no treino
Por isso a diferença aparece em número de passos, e não em "um é o esperto e o outro é o burro"
É aí que mora a diferença pro que já existia: como eu falei lá no começo, o SWE-1.7 já era oferecido em variantes Medium e Max no seletor
O SWE-2 pegou essa ideia e colocou no centro do modelo
Vídeo: análise de um modelo aberto na prática
Já que o assunto puxou pro território dos modelos abertos e de como avaliar o que acabou de sair, fica a dica de material complementar
Neste vídeo do canal eu pego um lançamento recente e passo por análise, capacidades e o que dá pra esperar dele na prática
Conclusão: comece no medium e suba só quando a tarefa pedir
A regra mental cabe numa linha: se a tarefa já tem caminho claro, medium. Se ela exige planejar, ler muito do repositório e verificar bastante, high ou max
Nada de subir pro max por precaução em tudo, porque você paga em passos e em custo aquilo que a tarefa nem estava pedindo
O próximo passo é prático: abre o seletor de modelos no Devin CLI ou no Devin Desktop, roda a tua próxima tarefa no medium e observa
Se o modelo começou a chutar caminho, se perdeu no repositório ou entregou algo que não bate, aí sim tu sobe o nível e compara
É assim que essa tabela mental deixa de ser teoria e vira hábito
até o próximo post! 😀
Perguntas frequentes
Usar o SWE-2 no nível max sempre traz resultado melhor que o high?
A Cognition não afirma isso. High e max compartilham o mesmo comportamento (mais planejamento, mais exploração da base de código e verificação mais complexa), o max só soma mais passos: 98 em média contra 80 do high. Pra tarefa que já não exige tanta exploração, subir pro max tende só a aumentar o custo por tarefa sem ganho relevante.
Por que o SWE-2 medium tem menos passos que o SWE-1.7, que é mais antigo?
Porque o medium foi desenhado pra partir pra ação muito mais rápido, com desempenho de custo eficiente em tarefas simples e intermediárias. Na prática, ele roda em média 53 passos, bem abaixo dos 127 do SWE-1.7, e ainda assim pontua acima dele no FrontierCode 1.1 Main, com 58% menos turnos e 81% menos custo médio.
O SWE-2 é um modelo treinado do zero pela Cognition?
Não. Ele foi pós-treinado a partir do Kimi K3, modelo aberto de 2,8 trilhões de parâmetros da Moonshot AI. Por cima disso, a Cognition aplicou um algoritmo de RL próprio, que treina os três níveis de esforço numa única corrida de treinamento, com penalidade de custo ajustada à fronteira de Pareto do modelo base.
Dá pra usar o SWE-2 fora do Devin, direto por uma API?
Por enquanto não. A Cognition não publicou API independente, tabela de preço por token nem os pesos do SWE-2. O modelo está disponível dentro da plataforma Devin (Desktop e CLI desde o lançamento, com rollout chegando pro Devin Web e Devin Fusion).
O SWE-1.7 já tinha níveis de esforço configuráveis como o SWE-2?
O SWE-1.7 aparece na documentação da Devin em variantes de esforço Medium e Max, então a ideia de escolher o nível já existia na linha. O SWE-2 é o primeiro modelo da Cognition com níveis de esforço de raciocínio configuráveis no próprio modelo: são três (medium, high e max), treinados numa única corrida com um algoritmo dedicado a esse ajuste.
Como confirmo qual nível de esforço do SWE-2 está ativo antes de rodar uma tarefa?
No Devin CLI, rode o comando /model sem nenhum argumento: isso abre o seletor de modelos. No Devin Desktop, o ajuste fica num menu suspenso de seleção de modelo, posicionado logo abaixo da caixa de texto de entrada.
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