reasoning.effort no GPT-6 Astra: qual nível usar em cada tipo de tarefa?

níveis de reasoning.effort do GPT-6 Astra para cada tipo de tarefa
Resposta rápida

O reasoning.effort do GPT-6 Astra aceita cinco níveis: low, medium, high, xhigh e max (o none do GPT-5.6 ficou de fora). A orientação da OpenAI é direta: low para extração, roteamento, classificação e reescrita simples; medium ou high para diagnosticar problema, comparar opções, escrever plano e raciocinar sobre código; xhigh ou max só quando sua avaliação mostrar ganho que compense custo e latência. O preço por token é o mesmo em todos os níveis (US$ 10 por 1 milhão de entrada, US$ 50 de saída), o que muda é o volume de raciocínio: 9,8M de tokens no medium contra 42M no max

Fala aí, beleza? A OpenAI anunciou o GPT-6 Astra em 3 de setembro de 2026 e, junto com o modelo, veio um botãozinho que decide o tamanho da sua fatura: o campo reasoning.effort

São cinco níveis aceitos: low, medium, high, xhigh e max

E aqui mora a pegadinha: o preço por token é o mesmo em todos os níveis listados pela Artificial Analysis, mas o volume de tokens de raciocínio que cada nível queima NÃO é nem de longe o mesmo

Ou seja: escolher o nível é, na prática, uma decisão de orçamento disfarçada de decisão técnica

Este post é um guia de decisão nível a nível: pra que serve cada um, quanto de token cada um gera e quando vale (ou não) subir a régua

Bora?

O que você precisa antes de ajustar o reasoning.effort

Antes de sair mexendo no parâmetro, três coisas precisam estar de pé

1. Acesso ao modelo

O acesso inicial ficou com um grupo limitado de empresas do programa Daybreak, com liberação para ChatGPT Plus, Pro, Business e Enterprise, para a API e na AWS nos próximos dias

Então, se você tentar hoje e não achar o modelo, calma: pode ser fila e não erro seu

2. Uso via Responses API

O nível de esforço é um campo da requisição, não um menu

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É na Responses API que você define isso, e é lá que este guia mora

3. Ciência dos limites do modelo

Segundo a documentação do GPT-6 Astra:

  • Janela de contexto de 1.050.000 tokens
  • Máximo de 128.000 tokens de saída
  • Corte de conhecimento em 30 de abril de 2026

E o detalhe que mais pega gente desavisada: o Astra aceita low, medium, high, xhigh e max, mas NÃO aceita none

O GPT-5.6 suporta none, low, medium, high, xhigh e max

(detalhe de nomenclatura, pra ninguém se perder no meio do post: a documentação da OpenAI fala em GPT-5.6 quando lista os níveis de esforço, enquanto as comparações de preço e de benchmark que aparecem aqui vêm da Artificial Analysis, que usa o nome GPT-5.6 Sol)

O Astra tirou o none da mesa

Se o seu código de produção passava none pra tarefa boba e barata, essa linha vai precisar mudar…

Como definir o reasoning.effort na prática

É mais simples do que parece, são três movimentos

  1. Escolha o nível pela natureza da tarefa, não pelo tamanho do seu medo

A pergunta certa não é "qual é o mais forte?", é "essa tarefa precisa mesmo que o modelo pense antes?"

Extrair um campo de um JSON não precisa

Diagnosticar um bug esquisito precisa

Quem já brincou com os níveis de esforço do Ponytail vai reconhecer a lógica na hora: mesmo modelo, régua de raciocínio diferente

O erro comum deste passo: subir o esforço como primeira tentativa de recuperar qualidade

A própria OpenAI recomenda tratar o reasoning.effort como botão de ajuste, e não como a forma principal de melhorar o resultado

Se o prompt está ruim, o max vai só pensar mais caro sobre um pedido ruim, beleza?

  1. Defina o campo reasoning na chamada da Responses API

O exemplo em Python da guia de modelos de raciocínio é este aqui:

reasoning={"effort": "low", "summary": "auto"}

Dois campos e acabou

O effort é o nível, e o summary pede o resumo do raciocínio

O erro comum deste passo: mandar "effort": "none" no Astra

Esse valor existe no GPT-5.6, mas não é suportado no Astra

Se você migrou o código de um modelo pro outro no copiar e colar, é exatamente aqui que a requisição quebra

  1. Troque o valor e meça

O mesmo campo aceita os cinco níveis, então a troca é literalmente uma palavra:

reasoning={"effort": "high", "summary": "auto"}

Rode a MESMA tarefa em low, medium, high, xhigh e max e compare qualidade contra tokens gastos

O erro comum deste passo: comparar no olho, com um prompt só, num dia de sorte

Um caso isolado não é avaliação, é anedota

low, medium, high, xhigh e max: o que muda em cada nível

A tabela abaixo junta a orientação oficial da OpenAI com os números que a Artificial Analysis publica por variante do Astra

Nível Uso indicado (orientação da OpenAI) Intelligence Index Tokens de saída na avaliação
low Extração, roteamento, classificação ou reescrita simples Sem pontuação listada Sem dado listado
medium Diagnosticar problema, comparar opções, escrever plano, raciocinar sobre código 59 9,8M
high Diagnosticar problema, comparar opções, escrever plano, raciocinar sobre código 60 16M
xhigh Só quando avaliações representativas mostram ganho que compense latência e custo 61 25M
max Só quando avaliações representativas mostram ganho que compense latência e custo 61 42M

Três leituras que essa tabela entrega de bandeja

A primeira: a variante low não tem página viva com pontuação na Artificial Analysis, então ninguém aqui vai chutar número pra ela

A segunda: do medium pro max, a pontuação anda 2 pontos (59 para 61) enquanto os tokens de saída passam de 9,8M para 42M

A terceira, e essa é a que importa pro bolso: o preço por token é o mesmo em todos os níveis listados

O que encarece não é a etiqueta "max", é a quantidade de raciocínio que ela libera

Pra contexto, a mediana dos modelos comparáveis no Intelligence Index é 36, e a mediana de tokens de saída dos modelos de raciocínio comparáveis é 62M

O Astra pontua bem acima da mediana gastando bem menos token que a mediana, o que é MUITO bom de ver 😀

Qual nível usar em cada tipo de tarefa

Agora a parte prática: tarefa por tarefa

Extração de dados: low

Puxar campos de um documento, tirar CNPJ de um texto, transformar e-mail em JSON estruturado

A OpenAI indica low justamente pra isso

Não tem o que "pensar", tem o que localizar

Roteamento e classificação: low

Decidir se o ticket é bug, dúvida ou elogio

Mandar a mensagem pro time certo

Esse é o tipo de chamada que roda milhares de vezes por dia, e é onde o esforço alto vira dinheiro queimado no volume

Esforço menor é mais rápido e usa menos tokens de raciocínio: numa fila de classificação, isso é exatamente o que você quer

Reescrita simples: low

Ajustar tom, encurtar, corrigir, padronizar formato

Também está na lista oficial do low

Diagnóstico de problema: medium ou high

Aqui muda o jogo

Quando o modelo precisa investigar (por que isso quebrou? o que essa stack trace está dizendo?), a orientação vai pra medium ou high

É tarefa de hipótese, e hipótese precisa de espaço

Comparação de opções e escrita de plano: medium ou high

"Compare essas três abordagens e recomende uma"

"Monte o plano de migração em etapas"

Esse é o território de trade-offs de múltiplos passos, que é exatamente o que o esforço maior compra

Raciocínio sobre código: medium ou high

Refatorar com critério, entender uma base que você não escreveu, achar o efeito colateral escondido

Mesma faixa: medium ou high

Quando xhigh e max se justificam

A regra oficial é dura e eu gosto dela: xhigh ou max APENAS quando avaliações representativas mostram que o ganho de qualidade compensa a latência e o custo extras

E existe um caso onde o max mostrou serviço de verdade

No benchmark AA-Omniscience, a taxa de alucinação no esforço max caiu de 92% para 51%

Olha o tamanho dessa queda…

Se o seu caso de uso morre de alucinação (pergunta factual, pesquisa, resposta que vai pro cliente), esse número é um argumento real pra subir

A OpenAI também citou no lançamento 98,6% no ARC-AGI-3 (contra 7,8% do GPT-5.6 Sol e 30% do Claude Opus 5) e 100% no ExploitGym (contra 78,5% do GPT-5.6 Sol)

São tarefas difíceis, de ponta a ponta, que é justamente como a OpenAI posiciona o Astra na documentação: o modelo mais capaz deles, feito pra raciocínio complexo, código, uso de computador, pesquisa e criação de documentos

O que não dá é pegar esse resultado de benchmark e assumir que a SUA tarefa vai andar igual

Benchmark é indício, avaliação sua é prova

Quanto custa cada nível de esforço no GPT-6 Astra

Esta é a tabela que eu manteria colada no monitor

Item de cobrança Taxa
Tokens de entrada US$ 10 por 1 milhão
Tokens de saída US$ 50 por 1 milhão
Escrita de cache 1,25x a taxa de entrada não cacheada
Prompt acima de 272 mil tokens de entrada 2x entrada e cache, 1,5x saída, na requisição inteira
Fast mode 2x as taxas aplicáveis

Repare que não existe uma linha "preço do max"

O preço é o mesmo em todos os níveis listados pela Artificial Analysis

O que muda é o volume: 9,8M de tokens de saída no medium contra 42M no max, na mesma avaliação

Como saída custa US$ 50 por 1 milhão de tokens, é o esforço que engorda a conta pelo lado do volume, não pelo lado da tarifa

E tem o efeito comparativo: o Astra custa 2,5x o preço do GPT-5.6 Sol

A Artificial Analysis mediu que, no esforço max, o Astra usa cerca de 10% menos tokens que o Sol

Mesmo assim, no comparativo dela, o custo por tarefa fica 75% maior nesse cenário

Aquela conta clássica: economizou no token, gastou no preço 😛

E cuidado com o combo das linhas de baixo

Prompt gigante (acima de 272 mil tokens de entrada) somado a Fast mode somado a esforço max é o caminho mais rápido pra você levar um susto no painel de billing

Tome cuidado com isso antes de jogar a base inteira de contexto na requisição

Vale subir para xhigh ou max?

Veredito honesto: na média, o pulo de xhigh pra max é o pior negócio da lista

A pontuação no Intelligence Index é 61 no xhigh e 61 no max

Mesmo número

E os tokens de saída na avaliação vão de 25M para 42M

Você paga um volume MUITO maior de raciocínio pra ficar parado no mesmo lugar da régua agregada

Olhando o modelo inteiro, o quadro também pede humildade: com 61 pontos, o Astra empata com o GPT-5.6 Sol e fica 5 pontos abaixo do Claude Fable 5.1 (max com fallback)

(atenção ao nome: esse comparativo do Intelligence Index é da Artificial Analysis e usa o Claude Fable 5.1, enquanto o Claude Opus 5 lá do ARC-AGI-3 apareceu em outra fonte, no material de lançamento da OpenAI)

Os benchmarks da Artificial Analysis mostram ganho de 6 pontos no Humanity’s Last Exam, mas queda de cerca de 80 pontos de Elo no GDPval-AA v2 e regressões de 2 a 3 pontos em τ³-Banking, SciCode e AA-LCR

Tradução: não é upgrade uniforme, é upgrade com bolsões de piora

Por isso a avaliação da SUA tarefa manda mais que a manchete de lançamento

No Coding Agent Index, por outro lado, o Astra pontua igual ao Fable 5 com custo menor, o que faz dele um candidato sério pra fluxo de agente de código

Se a sua dúvida atual é mais ampla que o nível de esforço, vale também comparar Fable 5.1 com Opus 5 antes de fechar a escolha do modelo

Então, subir pra xhigh ou max vale quando?

Quando você tem evidência sua, do seu caso, do tipo "minha avaliação melhorou X e o custo subiu Y, e esse trade vale"

Fora disso, a recomendação da própria OpenAI segue valendo: reasoning.effort é botão de ajuste, não é a forma principal de recuperar qualidade

Prompt, contexto e ferramentas vêm antes

Vídeo: contexto sobre ferramentas de IA no dia a dia

Pra quem quer expandir o assunto de ferramentas de IA no fluxo de trabalho, este vídeo do canal mostra o Antigravity rodando com um catálogo enorme de skills e como colocar isso pra funcionar

Conclusão: comece baixo e suba só com evidência

O critério cabe em uma linha: comece no nível mais baixo que resolve a tarefa e só suba quando tiver avaliação representativa mostrando que o ganho compensa latência e custo

Low para extração, roteamento, classificação e reescrita simples

Medium ou high pra diagnosticar, comparar, planejar e raciocinar sobre código

Xhigh e max reservados, com prova na mão, tipo o caso da alucinação no AA-Omniscience caindo de 92% para 51% no max

E lembra que o Astra não aceita none: se seu código veio do GPT-5.6, revisa essa linha antes de subir pra produção

Próximo passo? Monta um conjunto de avaliações da sua própria tarefa, roda os cinco níveis no mesmo prompt e compara qualidade contra tokens gastos ANTES de fixar um padrão em produção

É o tipo de meia hora de trabalho que se paga no primeiro mês de fatura 🙂

Até o próximo post!

Perguntas frequentes

O reasoning.effort "none" funciona no GPT-6 Astra?

Não, o Astra não aceita o nível none de reasoning.effort. Ele suporta apenas low, medium, high, xhigh e max. Já o GPT-5.6 aceita none, low, medium, high, xhigh e max, então quem migra código de um modelo pro outro precisa tirar esse valor da chamada. Detalhe de nomenclatura: a documentação da OpenAI usa o nome GPT-5.6 nessa lista de níveis, enquanto as comparações de preço e benchmark da Artificial Analysis aparecem sob o nome GPT-5.6 Sol.

Quanto custa usar o GPT-6 Astra na API?

A API do GPT-6 Astra custa US$ 10 por 1 milhão de tokens de entrada e US$ 50 por 1 milhão de tokens de saída, o mesmo valor em todos os níveis de reasoning.effort listados pela Artificial Analysis. Esse preço é 2,5x o do GPT-5.6 Sol. Há ainda os multiplicadores que estão na tabela de cobrança do post: escrita de cache a 1,25x a entrada não cacheada, prompts acima de 272 mil tokens de entrada a 2x entrada e cache e 1,5x saída na requisição inteira, e Fast mode a 2x as taxas aplicáveis.

Vale a pena usar o nível max do reasoning.effort no GPT-6 Astra?

Só quando avaliações representativas mostrarem que o ganho de qualidade compensa a latência e o custo extras, segundo a própria orientação da OpenAI. No esforço max, o Astra usa cerca de 10% menos tokens que o GPT-5.6 Sol, mas a Artificial Analysis mediu um custo por tarefa 75% maior nesse mesmo comparativo, já que o Astra é o mais caro dos dois por token. Em compensação, a taxa de alucinação no benchmark AA-Omniscience cai de 92% para 51% nesse nível.

Como o GPT-6 Astra se compara ao GPT-5.6 Sol e ao Claude Fable 5.1 no Intelligence Index?

No Intelligence Index da Artificial Analysis, o Astra marca 61 pontos, empata com o GPT-5.6 Sol e fica 5 pontos abaixo do Claude Fable 5.1 (rodando em max com fallback). Esse é o resultado com xhigh ou max, já que o medium marca 59 e o high marca 60. Vale lembrar que a mediana dos modelos comparáveis nesse índice é 36. E atenção ao nome: o Claude Opus 5 citado no comparativo do ARC-AGI-3 vem de outra fonte, o material de lançamento da OpenAI, e não desse índice.

O GPT-6 Astra piorou em algum benchmark em relação ao GPT-5.6 Sol?

Sim, apesar dos ganhos, a Artificial Analysis registrou uma queda de cerca de 80 pontos de Elo no GDPval-AA v2 e regressões de 2 a 3 pontos em τ³-Banking, SciCode e AA-LCR. Por outro lado, o Astra ganhou 6 pontos no Humanity’s Last Exam. O salto de geração não é uniforme em todos os benchmarks.

Quando o GPT-6 Astra estará disponível para todo mundo?

O modelo foi anunciado em 3 de setembro de 2026, com acesso inicial restrito a um grupo limitado de empresas do programa Daybreak. A liberação para ChatGPT Plus, Pro, Business e Enterprise, além da API e da AWS, está prevista para os próximos dias.




Escrito por | Matheus Battisti

Matheus Battisti
Fundador da Hora de Codar

Programador apaixonado pelo mundo das tecnologias, sempre buscando em aprender e se aprofundar em linguagens, frameworks e o que mais for necessário para executar um bom trabalho. Agora tem uma nova missão que é de passar seu conhecimento adiante para formar novos programadores e especializar mais os que já são.

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