Como o OpenDesign monta apresentações: decks com miniaturas, notas do apresentador e documentos

apresentações no OpenDesign com miniaturas de slides e notas do apresentador
Resposta rápida

As apresentações no OpenDesign são artefato, não arquivo montado na mão: você escolhe Slide deck, escreve um brief com outline e tom, define sistema de design, diretório de trabalho e modelo, e o agente carrega uma skill de deck pra produzir a sequência de slides. Na 0.20.0 as miniaturas, o palco, o contador de páginas, as notas do apresentador e os controles passaram a andar juntos, e o deck de várias páginas navega por miniatura, seleção direta de página e teclado (setas, Home e End). A saída vai pra HTML, PDF, PPTX, ZIP e Markdown, com as notas preservadas no PPTX e no PDF

Fala aí, beleza? Montar slide na mão pra reunião é aquele trabalho que ninguém coloca no currículo, mas que come metade da sexta-feira

O OpenDesign vai por outro caminho: deck e documento são artefatos que o SEU agente de código gera, e o que sai do outro lado é arquivo real, com o deck exportando em HTML, PDF, PPTX, ZIP e Markdown

Neste post eu foco só na frente editorial da ferramenta: como o deck é montado, como funcionam as miniaturas e as notas do apresentador, o que dá pra exportar e onde entra o artefato Document 🙂

O que é o OpenDesign e onde entram deck e documento

Pra quem tá chegando agora: o OpenDesign é um app desktop local-first e open source, posicionado como alternativa ao Claude Design

A ideia central é essa: o agente de código que você já usa vira o motor de design

Ele roda com Claude Code, Codex, Cursor, OpenCode e mais de 20 CLIs de agente, tudo via BYOK, ou seja, você usa a sua própria chave ou assinatura

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O projeto é mantido no GitHub sob a organização nexu-io, no repositório nexu-io/open-design, sob licença Apache-2.0

Se você conhece a lógica de rodar um CLI local em cima do seu projeto, é bem semelhante: o app orquestra, o agente executa, os arquivos nascem no seu disco

E onde entram slides e documentos? Na 0.20.0 a lista de criação da Home virou um conjunto fixo definido pelo produto: Prototype, Slide deck, Image, Document, HyperFrames, Website clone, Video, Audio, Live artifact e WebGL

Ou seja, Slide deck e Document não são gambiarra de prompt, são tipos de artefato de primeira classe

Detalhe pra não te pegar de surpresa: o compositor novo abre em Prototype, então o tipo tem que ser escolhido por você

A versão mais recente publicada é a 0.20.2, batizada de "Production Exports, Under a Minute", e é dela que saem boa parte das coisas que eu comento aqui embaixo

Como criar um deck no OpenDesign, passo a passo

O fluxo é curto e sempre o mesmo pra qualquer artefato, o que muda é o que você entrega de entrada

  1. Escolha o tipo de artefato: Slide deck

Parece óbvio, mas é o passo que mais gente erra por distração

O erro comum aqui: o compositor abre em Prototype, então se você só digitar o brief e mandar bala, tu ganha um protótipo bonitinho em vez de uma sequência de slides

  1. Escreva o brief entregando outline e tom

O fluxo do deck parte de um roteiro: você entrega o outline e o tom ao agente, e o OpenDesign aplica um template de deck e um sistema visual pra que cada slide saia diagramado e tipografado

O erro comum aqui: brief vago devolve slide genérico

Se você não disser a sequência das ideias nem o tom, o agente inventa a sequência por você, e aí a revisão vira retrabalho

  1. Defina sistema de design, diretório de trabalho e modelo

Essas três coisas são pedidas pra qualquer artefato no OpenDesign, junto do tipo e do brief

É aqui que você decide a identidade visual e onde os arquivos vão morar

O erro comum aqui: tratar o sistema de design como enfeite

Ele é justamente o que mantém um deck parecido com o outro na semana seguinte

  1. Deixe o agente carregar a skill de deck

Com a skill de deck carregada, o agente produz uma sequência de slides em vez de um documento único

O catálogo de skills filtrado pelo modo deck lista 9 skills, entre elas deck-swiss-international, deck-guizang-editorial, deck-open-slide-canvas, frontend-slides e nanobanana-ppt

E se liga nisso: cada skill lê o DESIGN.md ativo como system prompt e herda cores, tipografia e espaçamento do sistema de design pareado

O erro comum aqui: trocar de skill esperando só "outro layout"

Trocar a skill troca o sistema visual inteiro, porque a base tipográfica e de cor vem do design pareado

Miniaturas, palco e contador de páginas: a navegação do deck

Quem já mexeu em deck grande sabe o drama: você quer o slide 14 e acaba rolando o negócio inteiro duas vezes

Na 0.20.0 as miniaturas do deck, o palco, o contador de páginas, as notas do apresentador e os controles anterior/próximo passaram a se mover como uma coisa só

Isso vale tanto pros decks antigos quanto pros atuais, e as miniaturas mantêm a proporção real do slide

Parece detalhe bobo, mas é a diferença entre reconhecer o slide na miniatura e ter que abrir um por um pra descobrir qual era

A navegação de deck de múltiplas páginas tem três caminhos:

  • miniaturas pra varredura visual
  • seleção direta de página
  • teclado, com as setas e as teclas Home e End

Na prática, revisar deck de reunião fica MUITO mais rápido: bate o olho na miniatura, pula direto pro slide, corrige, End e volta pro fim

Notas do apresentador: presas ao slide e visíveis só para você

Essa é a parte que interessa a quem realmente apresenta, não só a quem monta

A nota do apresentador fica atrelada ao slide a que ela pertence

Dá pra ler e editar a nota ao lado do slide atual, salvar ali mesmo e ver ela no Presenter View sem cobrir a tela que a plateia enxerga

Ou seja, você fala olhando pro seu roteiro e a sala continua vendo só o slide 😀

Tinha um incômodo clássico aí que já foi resolvido: nota comprida era cortada quando o texto passava da área visível

Na 0.15.1 as notas longas passaram a rolar dentro do Presenter View, então roteiro grande não some mais no meio

E tem um motivo técnico gostoso por trás de tudo isso: o deck é renderizado em HTML, então é apresentado em tela cheia direto no navegador

Nada de player exótico, nada de PC da Nasa

A melhor parte é que a nota sobrevive quando o deck vira PPTX ou PDF, e isso é assunto do próximo bloco

Exportação do deck: HTML, PDF, PPTX, ZIP e Markdown

Cada deck exporta em HTML, PDF, PPTX, ZIP e Markdown, e cada formato serve pra uma situação diferente

Formato O que caracteriza
HTML arquivo único com os assets embutidos
PDF impressão do navegador, ciente do formato de deck
PPTX sai via skill do agente, pelo pptx-generator
ZIP pacote do deck
Markdown conteúdo do deck em texto

E das saídas acima, duas levam o seu roteiro junto: o PPTX exportado e o PDF pronto pra impressão preservam as notas do apresentador

O PPTX merece um parágrafo só dele

O pptx-generator exporta o deck pra um .pptx de verdade, com texto e formas nativas editáveis, e não slides achatados em imagem

Quem já recebeu "apresentação editável" que era um monte de PNG dentro do PowerPoint sabe o tamanho dessa diferença

E tem o ganho de velocidade da 0.20.2: as exportações de produção passaram a terminar em menos de um minuto

O motivo é bem específico

Antes, quando uma fonte ou uma imagem do trabalho não retornava, o pipeline inteiro ficava segurado por dez minutos

Agora o OpenDesign entrega a imagem ou o PDF assim mesmo, em vez de te deixar olhando pra barrinha

Document: o outro artefato da frente editorial

Deck resolve a reunião, mas nem todo material de trabalho é slide

O artefato Document produz documento em grau de impressão, com canvas de tom pergaminho e acento azul-tinta, entregue como arquivo HTML autocontido e sem dependências

Autocontido significa que o arquivo se vira sozinho: você manda, a pessoa abre, acabou

A diferença de propósito em relação ao Slide deck é clara

Deck é sequência pensada pra ser projetada, com um slide de cada vez sustentando uma ideia

Document é leitura contínua, pensada pra sair na impressora ou virar PDF de anexo

Pra quem já pensa em criar documentos e apresentações com IA como parte do serviço, essa separação por tipo de artefato ajuda bastante a padronizar entrega

E os templates de artefato do OpenDesign são livres para fork sob Apache-2.0, com 111 templates no catálogo público

Ou seja, dá pra pegar um que já tá perto do que você quer e destroçar ele por completo até virar a sua cara

Para quem isso resolve algo de verdade

Nem toda ferramenta serve pra todo mundo, então bora aos cenários concretos

Deck de status semanal com outline pronto. O roteiro já existe em texto na sua mão, o trabalho chato é diagramar

Como o fluxo do deck parte justamente de outline e tom, esse é o caso mais direto de todos

Proposta que o cliente vai querer mexer. Aqui o PPTX pelo pptx-generator é o argumento, porque sai com texto e formas nativas editáveis

O cliente ajusta o número no slide dele e ninguém precisa refazer nada

Documento de escopo ou relatório que vai ser impresso. É o caso do artefato Document, com saída em HTML autocontido e grau de impressão

Apresentação recorrente que precisa manter identidade. Como cada skill de deck lê o DESIGN.md ativo como system prompt e herda cores, tipografia e espaçamento, o deck de agosto não sai com cara diferente do de julho

Vale testar? Por onde começar

O que dá pra afirmar hoje é o seguinte: o app desktop é distribuído gratuitamente sob licença Apache-2.0, com builds pra macOS (Apple Silicon e Intel), Windows x64 e Linux AppImage, baixáveis na página de download em open-design.ai/download

E roda com a sua própria chave ou assinatura de agente, via BYOK, então você não tá comprando um segundo modelo pra fazer a mesma coisa

Sobre o rumo do produto, a 0.20.1 dá um sinal: ela padronizou o nome do produto como "OpenDesign" em todo o app e no site, sinal de que a casa tá sendo arrumada

Se você quiser tirar a teima, o teste mais honesto é esse: baixa, cria um Slide deck com um outline que você JÁ tem parado num doc, exporta em PPTX e compara com o deck que você faria na mão

E olha, aqui vale o disclaimer: este post não traz teste próprio, ele descreve o que a ferramenta se propõe a fazer segundo o repositório e o site oficial

A nota de qualidade dos slides fica com você, que é quem vai apresentar pra sala…

Até o próximo post! =)

Perguntas frequentes

O PPTX exportado pelo OpenDesign dá pra editar normalmente no PowerPoint?

Dá sim. O pptx-generator do OpenDesign gera um .pptx de verdade, com texto e formas nativas editáveis, e não um slide achatado em imagem. As notas do apresentador também são preservadas nesse arquivo.

O artefato Document do OpenDesign também vira um deck de slides?

Não, Document e Slide deck são tipos de artefato separados dentro da lista fixa da Home. O Document produz um documento em grau de impressão, com canvas de tom pergaminho e acento azul-tinta, entregue como um único arquivo HTML autocontido e sem dependências.

Quais agentes de código funcionam com o OpenDesign pra montar um deck?

O OpenDesign roda com Claude Code, Codex, Cursor, OpenCode e mais de 20 CLIs de agente, sempre via BYOK, ou seja, com a sua própria chave ou assinatura. É o agente escolhido que carrega a skill de deck e monta os slides.

Dá pra reaproveitar o sistema de design em decks e outros artefatos diferentes?

Dá, porque o sistema de design é um dos itens pedidos na criação de qualquer artefato, junto do tipo, do brief, do diretório de trabalho e do modelo. O catálogo público do OpenDesign lista 111 templates de artefato, todos livres para fork sob a licença Apache-2.0.

Quais exportações do deck preservam as notas do apresentador?

O PPTX exportado pelo pptx-generator e o PDF pronto para impressão preservam as notas do apresentador. Além desses dois, o deck também exporta em HTML (arquivo único com assets embutidos), ZIP e Markdown.

O HTML exportado do deck funciona sem precisar de internet?

A exportação em HTML sai como um arquivo único com os assets embutidos, então ele carrega tudo o que precisa sozinho. Como o deck já é renderizado em HTML e apresentado em tela cheia direto no navegador, esse mesmo arquivo é o que você abre pra apresentar.



Escrito por | Matheus Battisti

Matheus Battisti
Fundador da Hora de Codar

Programador apaixonado pelo mundo das tecnologias, sempre buscando em aprender e se aprofundar em linguagens, frameworks e o que mais for necessário para executar um bom trabalho. Agora tem uma nova missão que é de passar seu conhecimento adiante para formar novos programadores e especializar mais os que já são.

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