Antigravity ou Claude Code: o que muda na sua rotina entre o terminal e o ambiente com editor?

Antigravity vs Claude Code, na prática, é escolha de formato de trabalho, não de modelo. O Antigravity é a plataforma agent-first do Google apresentada com o Gemini 3 em novembro de 2025, com IDE (Editor view + Agent Manager) e, desde o I/O 2026, app desktop e CLI. O Claude Code você roda no terminal e também dentro do VS Code, por extensão oficial. A diferença aparece na rotina: o Antigravity aposta em validar antes (Artifacts, Review Changes, request-review), o Claude Code aposta em desfazer depois (checkpointing e /rewind com três opções de restauração)
Fala aí, beleza? A briga entre Antigravity e Claude Code não se decide no modelo, se decide no lugar onde tu passa o dia
Um te coloca num prompt de terminal, com atalho pra trocar de modo e tarefa rodando em segundo plano
O outro te coloca num ambiente com editor, painel de agente e um monte de material pronto pra você revisar antes de aceitar
O Google Antigravity é a plataforma de desenvolvimento agent-first do Google, apresentada junto com o Gemini 3 em novembro de 2025, e ampliada no Google I/O 2026 com app desktop e CLI
O Claude Code você roda no terminal, e também dentro do VS Code por uma extensão oficial
O recorte deste post é só um, e é o que dói no dia a dia: COMO você abre a tarefa, como acompanha o progresso e como volta atrás quando o agente erra
O que é cada um hoje: superfícies disponíveis dos dois lados
Antes de comparar rotina, vale colocar na mesa onde cada ferramenta vive hoje, porque muita gente ainda acha que é terminal contra IDE
Não é mais 🙂
Do lado do Antigravity, o IDE tem duas superfícies: a Editor view, que é a experiência de IDE mesmo (tab completions, comandos inline e o agente no painel lateral), e o Agent Manager, descrito como uma central de comando pra gerenciar múltiplos agentes locais em paralelo
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E existe handoff entre as duas, ou seja, você transita de uma pra outra sem trocar de ferramenta
No Google I/O 2026 foi anunciado o Antigravity 2.0: um aplicativo desktop standalone construído em torno de orquestração de agentes, acompanhado de uma CLI do Antigravity, sendo que o IDE segue disponível
Ou seja, o produto que "é uma IDE" também tem linha de comando agora
Do lado do Claude Code, o caminho é o inverso: além do terminal, existe a extensão oficial pro VS Code, que por padrão fica ancorada na barra lateral secundária e pode ser arrastada pra um painel ou pra uma aba do editor
Moral da história: os dois já vivem nos dois mundos
O que muda de verdade é o jeito que cada um te faz trabalhar
Como você abre a tarefa e acompanha o progresso em cada um
Aqui mora o coração da escolha
Abrir tarefa é fácil nos dois, o que separa é o que acontece DEPOIS que você aperta enter
No Claude Code: prompt, modos de permissão e segundo plano
A tarefa nasce como texto: você escreve o que quer e o agente vai
O controle vem dos modos de permissão, e você cicla entre eles com Shift+Tab: modo padrão, aceitar edições e modo plano
O modo plano é somente leitura, então o Claude explora o projeto e escreve um plano sem editar nada antes de você aprovar
Se você conhece aquele hábito de rodar um comando com dry run antes de deixar ele mexer de verdade, é a mesma sensação
Pra acompanhar várias coisas, Ctrl+B alterna tarefas rodando em segundo plano, e o comando /tasks mostra os shells e subagentes em execução
É acompanhamento de operador: você olha uma lista do que está vivo
No Antigravity: painel do agente, Agent Manager e os Artifacts
No Antigravity, a tarefa pode nascer no painel lateral da Editor view, do jeito clássico de chat dentro do editor, ou pelo Agent Manager quando você quer várias frentes rodando em paralelo
O acompanhamento é a parte diferente
Enquanto trabalha, o agente produz Artifacts: listas de tarefas, planos de implementação, walkthroughs, capturas de tela e gravações de navegador
São formatos pensados pra você validar, em vez de ler chamada de ferramenta crua passando na tela
Esses Artifacts são gerados principalmente durante o modo de planejamento do agente, e estão disponíveis tanto no Antigravity 2.0 quanto na Antigravity CLI
Acompanhar de verdade: comentar no Artifact e abrir o Review Changes
E aqui vem o detalhe que muda rotina: dá pra comentar nos Artifacts pra dar feedback ao agente
Por exemplo, reduzir o escopo das mudanças, pedir outra stack ou corrigir uma divergência que você viu no plano
Depois que o agente começa a escrever código, a conversa exibe uma seção Review Changes na barra inferior do painel do agente
Ao abrir, aparece um painel no editor com todas as mudanças daquela conversa, e você consegue comentar em qualquer diff de arquivo pra falar com o agente
Tem ainda o navegador: o agente do Antigravity consegue abrir, ler e atuar em um Chrome local, o que serve pra testar site em desenvolvimento e automatizar tarefa no navegador
Existe um comando de barra /browser pra acionar esse comportamento
Antigravity x Claude Code: comparação da rotina lado a lado
Tabela de ROTINA, não de modelo
É pra você bater o olho e achar o teu jeito de trabalhar
| Momento da rotina | Claude Code | Antigravity |
|---|---|---|
| Onde a tarefa nasce | Prompt no terminal, ou no painel da extensão oficial do VS Code (barra lateral secundária, arrastável pra painel ou aba) | Painel do agente na Editor view, Agent Manager, app desktop do Antigravity 2.0 ou Antigravity CLI |
| Aprovar antes de escrever | Modo plano via Shift+Tab, somente leitura até você aprovar |
request-review é o modo de execução padrão da CLI: pausa antes de operações de escrita em arquivo e mostra um diff pra aceitar ou rejeitar antes de salvar em disco |
| Formato do acompanhamento | Plano escrito no modo plano, antes da aprovação | Artifacts: listas de tarefas, planos de implementação, walkthroughs, capturas de tela e gravações de navegador |
| Revisar o que mudou | Os modos de permissão definem se cada edição passa por você antes de ser aplicada | Seção Review Changes na barra inferior do painel abre um painel no editor com todas as mudanças da conversa, com comentário em qualquer diff de arquivo |
| Dar feedback no meio | Novo prompt na conversa | Comentário no Artifact (reduzir escopo, pedir outra stack, corrigir divergência) e comentário por diff |
| Várias frentes ao mesmo tempo | Ctrl+B pra tarefas em segundo plano e /tasks listando shells e subagentes |
Agent Manager como central de comando pra múltiplos agentes locais em paralelo |
| Voltar atrás | /rewind com três opções: só conversa, só código, ou os dois |
Rejeitar o diff antes dele virar arquivo, pelo request-review da CLI |
| Ver rodando no navegador | Fica por conta das tuas ferramentas de sempre | Agente abre, lê e atua em um Chrome local, com o comando /browser |
Voltar atrás quando o agente erra: o /rewind na prática
Esse é o ponto que mais me interessa, porque agente errando não é exceção, é terça-feira
O Claude Code faz checkpointing automático: ele registra as edições de arquivo feitas pelas ferramentas do Claude e permite voltar a estados anteriores da sessão
O snapshot acontece antes de cada edição de arquivo, então não é você que tem que lembrar de salvar nada
Pra abrir o menu, você usa /rewind ou aperta Esc duas vezes com o campo de prompt VAZIO
Tome cuidado com esse detalhe: se tiver texto no prompt, o Esc duplo limpa o texto em vez de abrir o menu, e aí parece que o recurso não existe
O menu te dá três caminhos: restaurar só a conversa (arquivos intactos), só o código (conversa preservada) ou código e conversa juntos
Na prática isso resolve dois problemas diferentes: às vezes o código está bom e a conversa é que azedou, às vezes é o contrário
Agora os limites, que são o que realmente muda a rotina
O checkpointing cobre apenas os arquivos alterados pelas ferramentas de edição (Write, Edit, NotebookEdit)
Ele NÃO desfaz alteração feita por comando bash, então os rm, mv e cp da vida ficam por sua conta
E arquivos que sejam symlink ou hard link não são revertidos: na restauração esses caminhos são pulados e aparece um aviso de arquivos ignorados
Sacou a diferença de filosofia? O Claude Code te dá uma máquina do tempo pro depois
O Antigravity aposta no antes: na CLI, o request-review padrão segura a escrita, te mostra o diff e só salva se você aceitar
Desfazer é ótimo, mas não escrever besteira é melhor ainda
No vídeo abaixo eu mostro o Claude Code do zero, no terminal e depois dentro do editor, e dá pra sentir bem esse ritmo de aprovação
Uma coisa que eu vivi ali: no Windows a instalação não me deixou o comando acessível de cara e eu tive que ajustar o ambiente na mão antes de conseguir rodar
Já me ferrei uma vez por causa disso, e no Mac eu não passei por esse perrengue
Depois de instalado, abri o Claude Code direto no terminal dentro da pasta do projeto, dei a permissão pro agente trabalhar naquele diretório e o primeiro teste foi bobo de propósito: perguntar o que tinha ali dentro, só pra provar que estava funcionando
Aí abri o VS Code na mesma pasta e ele já rodava pelo terminal integrado, sem instalar mais nada
Com a extensão do Claude no editor eu ganhei um chat com ícone próprio na barra lateral, e não precisei mais ficar com o terminal aberto do lado
Dentro da extensão eu consegui abrir o thinking e acompanhar como o agente planejou cada etapa, o que é MUITO mais confortável de ler do que log passando voado
Criei um projeto de teste do zero por ali (uma calculadora de IMC com HTML, CSS e JavaScript, pedindo interface bonita) e o agente montou os arquivos sozinho
Abri no navegador pelo Live Server, joguei um peso, funcionou de primeira 😀
O incômodo real foi outro: o agente ficou pedindo permissão a cada passo, e isso deixa o desenvolvimento pausado o tempo todo
É exatamente aí que os modos entram, e por isso eu recomendo testar qual deles se adapta melhor ao teu jeito, porque o modo errado ou te trava ou te deixa sem freio
Quando cada formato encaixa melhor na sua rotina
Sem torcida, só encaixe
- Você já vive no terminal e quer ciclo curto: o Claude Code te dá o
Shift+Tabpra decidir na hora se aquele passo é plano, edição aprovada ou execução direta, sem sair do prompt. Se a tua dúvida é mais ampla, eu já escrevi sobre como escolher um agente de terminal sem trocar de ferramenta todo mês - Você toca várias frentes ao mesmo tempo: se a rotina é abrir três tarefas e ir cuidando delas, o Agent Manager foi descrito exatamente como central de comando pra múltiplos agentes locais em paralelo. No Claude Code o equivalente de acompanhamento é
Ctrl+Bmais o/tasks, que lista shells e subagentes rodando - Você revisa MUITO antes de aceitar: quem precisa entender o que mudou antes de dar o ok se dá melhor com Artifacts e com o Review Changes, porque comentar no plano e comentar no diff é bem diferente de ler chamada de ferramenta crua. E na Antigravity CLI o padrão já é pausar antes de escrever
- Você mexe com front-end e quer ver rodando: o agente do Antigravity abre e atua num Chrome local com o
/browser, o que encurta o vai e volta de testar na mão. Se a tua praia é partir de uma referência e chegar na tela, tem esse papo de Claude Code e design de interface por aqui também
Veredito: qual dos dois muda mais a sua rotina
Não tem vencedor universal, e quem te vender isso está vendendo fórmula mágica
O Claude Code otimiza o DEPOIS: checkpoint automático antes de cada edição das ferramentas e /rewind com três opções de restauração, então errar sai barato desde que o estrago não tenha vindo por bash
O Antigravity otimiza o ANTES: plano virando Artifact comentável, Review Changes com comentário por diff e o request-review da CLI segurando a escrita até você aceitar
Se você é do tipo que prefere deixar rodar e consertar, o primeiro combina mais contigo
Se você é do tipo que quer entender e aprovar cada mudança, o segundo
E tem o que eu NÃO vou afirmar aqui: comparação de preço, limite de uso e qualidade de saída ficam de fora de propósito, porque dependem de dado que muda toda semana e eu acho zoado botar número por achismo
Um ponto final importante: a extensão oficial pro VS Code de um lado e a Antigravity CLI do outro derrubam o falso dilema de terminal contra editor
A pergunta certa não é onde a ferramenta nasceu, é qual rotina ela te obriga a ter
Conclusão: escolha pela forma de trabalhar, teste pelo próprio projeto
Recapitulando: os dois já têm terminal e ambiente com editor, os dois te deixam abrir tarefa e acompanhar, e a diferença real está no ponto de controle
Antigravity te faz validar plano e diff antes da escrita, Claude Code te faz desfazer com /rewind depois dela
O teste honesto é chato de tão simples: pega UMA tarefa pequena e real do teu projeto e roda ela nos dois formatos
Depois observa três coisas: quanto você aprovou antes da escrita, quanto você entendeu do que mudou, e quão rápido você conseguiu reverter quando não gostou
Se você ainda não usa Claude Code, começa pelo tutorial em vídeo lá de cima, monta o ambiente e faz o teste com um projetinho besta
Bora ver na prática? até o próximo post!
Perguntas frequentes
Como funciona o /rewind do Claude Code e o que ele restaura?
Você abre o menu digitando /rewind ou apertando Esc duas vezes com o campo de prompt vazio (se tiver texto digitado, o Esc duplo só limpa o texto). A partir daí dá pra escolher restaurar só a conversa com os arquivos intactos, só o código mantendo a conversa, ou os dois juntos. É o jeito de voltar atrás sem precisar reescrever o pedido.
O checkpointing do Claude Code desfaz comandos rodados no terminal, tipo rm ou mv?
Não. O checkpointing cobre só os arquivos alterados pelas ferramentas de edição do Claude, como Write, Edit e NotebookEdit. Mudanças feitas via comando bash, como rm, mv ou cp, não são revertidas pelo rewind, então vale conferir antes de deixar o agente rodar comando destrutivo direto no shell.
O rewind do Claude Code restaura arquivos que são symlink?
Não. Symlinks e hard links são pulados na hora da restauração, e aparece um aviso avisando quais arquivos foram ignorados. Vale de olho se o seu projeto depende de link simbólico pra algo importante.
O que são os Artifacts do Antigravity e onde eu vejo eles?
São os registros que o agente produz enquanto trabalha: listas de tarefas, planos de implementação, walkthroughs, capturas de tela e gravações de navegador. A ideia é você validar esse material em vez de ler chamada de ferramenta crua, e eles aparecem tanto no Antigravity 2.0 quanto na Antigravity CLI, sendo gerados principalmente durante o modo de planejamento do agente.
O que é o modo request-review na Antigravity CLI?
É o modo de execução padrão da CLI do Antigravity. Ele pausa antes de qualquer operação de escrita em arquivo e mostra um diff pra você aceitar ou rejeitar antes de salvar em disco, então nada é gravado sem passar pelo seu crivo primeiro.
Dá pra usar o Claude Code direto dentro do VS Code, sem terminal?
Dá, através da extensão oficial do Claude Code para VS Code. Por padrão ela fica ancorada na barra lateral secundária, mas pode ser arrastada pra um painel ou pra uma aba do editor, se você preferir outro layout de tela.
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