Dá para usar Claude Code e Antigravity no mesmo projeto? Como dividir as tarefas entre os dois

Claude Code e Antigravity trabalhando juntos no mesmo projeto
Resposta rápida

Dá para usar Claude Code e Antigravity no mesmo projeto, desde que cada um trabalhe no próprio diretório. A regra é curta: um diretório de trabalho por agente. No Claude Code você isola a sessão com claude --worktree nome-da-tarefa; no Antigravity você abre a conversa em New Worktree Mode no lugar do Local Mode, o que preserva a pasta ativa e evita conflito entre subagentes paralelos. Depois é só alinhar as instruções (CLAUDE.md de um lado, AGENTS.md e GEMINI.md do outro) e escrever regras de fronteira em .agents/rules pra cada agente ficar no seu pedaço

Fala aí, beleza? Dá pra deixar o Claude Code e o Antigravity abertos no mesmo repositório sim, e o problema nunca foi capacidade de nenhum dos dois

O problema é bem mais bobo que isso: dois agentes escrevendo no MESMO arquivo ao mesmo tempo

Um salva por cima do outro, tu perde meia hora de trabalho e ainda fica com a sensação de que a ferramenta "bugou", quando na real foi só falta de combinar quem mexe em quê

Então neste post eu vou por duas coisas na mesa: uma divisão de tarefas por característica real de cada ferramenta, e um esquema de isolamento pra eles nunca disputarem o mesmo arquivo

Bora? 🙂

Que tipo de tarefa cai melhor em cada ferramenta

Aqui eu não quero dividir por achismo, e sim pelo que cada uma entrega de fato

O Antigravity tem duas superfícies: a view de Editor (IDE com Tab, comandos inline e agente no painel lateral) e o Agent Manager, descrito pelo Google como um centro de controle pra criar, orquestrar e observar vários agentes em paralelo, em vários workspaces

Isso já entrega o perfil de tarefa dele: coisa que se abre em frentes

Outro ponto forte é o Project, que pode apontar pra uma pasta OU pra várias ao mesmo tempo (o repositório de frontend e o de backend juntos, por exemplo)

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Tem também o subagente de navegador, acionado pelo comando /browser no Antigravity 2.0, e os Artifacts: listas de tarefas, planos de implementação, walkthroughs, screenshots e gravações de navegador, tudo revisável dentro do app

Se a tua tarefa é do tipo "preciso VER o que o agente fez antes de aceitar", os Artifacts fazem esse trabalho

Do lado do Claude Code o jogo é outro: sessão de terminal, com os arquivos CLAUDE.md lidos no início de toda sessão como instrução persistente do projeto, do usuário ou da organização

Tem /rewind pra desfazer (ou Esc duas vezes com o campo de entrada vazio), oferecendo restaurar código e conversa, só a conversa, só o código, ou resumir a partir daquele ponto

E no aplicativo desktop cada nova sessão já ganha automaticamente o próprio worktree, o que resolve metade do problema de conflito sem tu pedir

Um resumo pra bater o olho:

Característica Antigravity Claude Code
Vários agentes em paralelo Agent Manager, em vários workspaces Sessões separadas, worktree por sessão no app desktop
Escopo de pastas Project aponta pra uma ou várias pastas Sessão por diretório de trabalho
Revisão do que foi feito Artifacts (task lists, planos, walkthroughs, screenshots, gravações) /rewind pra restaurar código e/ou conversa
Instruções persistentes AGENTS.md na raiz do workspace + GEMINI.md CLAUDE.md lido no início de cada sessão

E tem um detalhe que pesa MUITO na divisão e quase ninguém considera: o modelo

A página oficial de modelos do Antigravity lista Gemini 3.5 Flash, Gemini 3.1 Pro, Gemini 3 Flash, Claude Sonnet e Opus 4.6 e gpt-oss-120b como modelos de agente, com disponibilidade variando conforme o plano

Ou seja: dependendo do que tu tem liberado, os dois lados podem até estar rodando modelos parecidos, e aí a decisão vira mesmo o formato de trabalho, não a inteligência bruta

Tarefa ampla e arriscada, tipo refatorar um projeto legado, pede isolamento e histórico limpo

Tarefa de "roda a app e me mostra a tela" pede navegador e artefato visual

O que você precisa antes de abrir os dois

Lista curta, sem enrolação:

  • Um repositório Git, porque o worktree é recurso do Git: um diretório de trabalho separado, com arquivos e branch próprios, compartilhando o histórico e o remoto do checkout principal
  • Claude Code, como CLI ou como extensão. A extensão instala em forks do VS Code pela Extensions view ou pelo registro Open VSX; se o teu editor não conseguir instalar, a alternativa documentada é instalar a CLI e rodar claude no terminal integrado
  • Antigravity, que hoje existe como aplicativo desktop independente (o Antigravity 2.0, anunciado no Google I/O 2026, com modos Editor e Agent Manager), enquanto o Antigravity IDE original segue disponível
  • A CLI do Antigravity, se tu curte terminal: o binário dela se chama agy

Essa combinação já basta pro esquema todo funcionar

Como dividir as tarefas entre Claude Code e Antigravity, passo a passo

A regra que amarra tudo é uma só: um diretório de trabalho por agente

Se os dois enxergam a mesma pasta ao mesmo tempo, não existe configuração que te salve

  1. Escolha a tarefa de cada lado ANTES de digitar qualquer prompt

Parece óbvio, mas é aqui que quase todo mundo se ferra: abre os dois, joga um prompt genérico em cada e reza

Decida na mão: quem pega o backend, quem pega o frontend, quem pega o teste de tela

O erro comum deste passo é dar a MESMA tarefa pros dois pra "ver quem faz melhor" enquanto ambos escrevem no repositório de verdade

  1. Abra a sessão do Claude Code já isolada
claude --worktree pagamentos-stripe

Isso cria a sessão paralela num worktree próprio, então as edições dessa sessão não tocam nos arquivos da outra

O erro comum deste passo: reusar um nome cujo diretório já existe. Nesse caso o Claude Code abre o worktree existente em vez de criar outro, e tu acha que está isolado quando não está

  1. Leve os arquivos gitignored pro worktree novo

Worktree novo não vem com teu .env, e aí a app não sobe

A solução documentada é um arquivo .worktreeinclude na raiz do projeto, usando sintaxe de .gitignore:

.env
.env.local

Só são copiados arquivos que casam com o padrão E são gitignored, então arquivo versionado nunca é duplicado

O erro comum: esquecer disso, ver a aplicação quebrar no worktree e culpar o agente 😛

  1. No Antigravity, crie o Project e abra a conversa em New Worktree Mode

O Project aponta pra pasta (ou pras pastas) que tu quer

Ao iniciar uma conversa dentro dele, tu escolhe entre Local Mode, onde o agente trabalha direto nas tuas pastas locais, e New Worktree Mode, que cria um worktree Git novo pra aquela conversa

Pra tarefa complexa, New Worktree Mode: ele mantém a pasta de trabalho ativa intocada e evita que subagentes paralelos entrem em conflito, com o worktree provisionado em segundo plano antes da conversa começar

O erro comum deste passo é deixar no Local Mode "só pra essa vez", justo quando o Claude Code está rodando ali do lado

  1. Configure os subagentes do Antigravity

Eles podem herdar o mesmo workspace do agente pai, rodar em um worktree Git isolado (branch) ou compartilhar diretório (share), e o pai mantém acesso ao workspace dos subagentes

Se tu vai disparar vários ao mesmo tempo, isolado é o modo que evita dor de cabeça

  1. Alinhe as instruções dos dois lados

Do lado do Claude Code, CLAUDE.md

Do lado do Antigravity, AGENTS.md na raiz do workspace, mais os GEMINI.md do diretório ativo e as constraints globais em ~/.gemini/GEMINI.md

E tem um atalho bom aqui: o Claude Code tem o comando /import, que anexa uma cópia única de arquivos de instrução de outros agentes, como o AGENTS.md, ao CLAUDE.md correspondente

O erro comum: manter dois textos de regra que se contradizem, e depois estranhar que cada ferramenta escreve num padrão diferente

  1. Escreva as regras de fronteira em .agents/rules

As Rules de workspace do Antigravity ficam na pasta .agents/rules do workspace ou da raiz do git, são arquivos Markdown e podem ser ativadas como Manual, Always On, Model Decision ou Glob

O modo Glob é o teu amigo aqui: é ele que amarra uma regra a um conjunto de arquivos

.agents/rules/fronteira-frontend.md
.agents/rules/fronteira-backend.md

Cada arquivo de Rule tem limite de 12.000 caracteres, então nada de despejar a documentação inteira lá dentro

  1. Ligue o Strict Mode quando quiser trava dura

O Strict Mode do Antigravity força a execução de terminal em Request Review (o agente sempre pede permissão antes de rodar comando), ignora a allowlist de terminal, respeita o .gitignore e bloqueia acesso a arquivos fora do workspace

É o modo que eu ligaria sem pensar duas vezes se o repositório fosse de terceiro, porque rodar agente em código de cliente tem regra própria

Os três atritos mais prováveis (e como prevenir)

Os dois editaram o mesmo arquivo e um sobrescreveu o outro:

Causa: conversa do Antigravity aberta em Local Mode (agente direto nas tuas pastas locais) somada a uma sessão do Claude Code rodando no diretório principal

Dois processos, uma pasta só, resultado previsível

Solução: mover cada tarefa pro seu worktree, claude --worktree de um lado e New Worktree Mode do outro

Prevenção: regra Glob em .agents/rules delimitando o conjunto de arquivos de cada agente, antes de começar

Você tentou desfazer com /rewind e o código não voltou:

Causa: o checkpointing do Claude Code só rastreia mudanças feitas pelas ferramentas Write, Edit e NotebookEdit

Alteração feita por comando de terminal (um sed -i da vida, um redirecionamento) simplesmente não é capturada

Solução: /rewind, ou Esc duas vezes com o campo de entrada vazio, te oferece restaurar código e conversa, só a conversa, só o código, ou resumir dali. Mas ele só devolve o que ele viu

Prevenção: commit antes de soltar comando de terminal. Sempre. Já me ferrei por menos que isso 😀

Comando de terminal rodando sem você ver do lado do Antigravity:

Causa: a execução de terminal não estava em revisão, então o agente foi tocando

Solução e prevenção na mesma coisa: Strict Mode, que força Terminal Auto Execution em Request Review e ignora a allowlist

Mais lento? É

Mas quando tem outro agente mexendo no mesmo repositório, eu prefiro lento a surpresa

O que eu vi rodando o Antigravity lado a lado com outra ferramenta

Eu já fiz esse exercício de rodar duas ferramentas na MESMA pasta em branco, tocando o mesmo projeto pelos dois lados ao mesmo tempo, pra comparar o resultado lado a lado

E a primeira coisa que fiz antes de qualquer prompt foi criar um arquivo markdown de contexto do projeto: análise do projeto, stack, regras e comandos

Depois copiei o MESMO arquivo de uma ferramenta pra outra, em vez de pedir pra cada uma gerar o seu, senão a comparação já nasce torta

Padronizei o teste em 5 prompts idênticos pra cada lado: setup inicial com autenticação, upload de PDF, integração com IA, dashboard e landing page com o polimento final

E passei a fechar todo prompt com uma trava explícita de escopo (não criar upload, não criar formulários, nada além do pedido), porque numa comparação anterior senti as ferramentas avançando além do combinado

Olha, avançar além do pedido nem sempre é ruim: se ela adiciona algo que eu já queria, ótimo; se adiciona coisa fora de contexto, aí atrapalha, e por isso eu prefiro delimitar

Sobre cota, o que eu vi: no plano superior do Codex o consumo não chegou a 50% durante os testes e a gravação do curso, enquanto o consumo do Antigravity, na minha percepção, correu bem mais rápido no plano equivalente

Aponto isso como um dos principais problemas do Antigravity hoje

E assumo o viés antes que me cobrem: tenho muito mais vivência com Antigravity do que com a outra ferramenta, então quem usa mais o outro lado, me complementa aí

Duas coisas que ficaram claras pro tema deste post

A integração com navegador do Antigravity, que testa a aplicação via Chrome, é mão na roda de verdade, e isso já é um tipo de tarefa que eu mandaria pra ele sem pensar

E sobre disparar vários agentes em paralelo: os agentes não parecem conversar entre si, tem que abrir cada um manualmente pra saber o que rolou

Ou seja, o valor aparece quando cada ferramenta recebe o tipo de tarefa que combina com ela, não quando as duas ficam disputando o mesmo arquivo

No vídeo acima eu mostro esse teste rodando na prática, os cinco prompts iguais dos dois lados e o resultado saindo em tempo real

Próximo passo: comece com uma tarefa em cada lado

Se tu levar uma coisa só daqui, leva essa: um diretório de trabalho por agente

O resto (regras, Strict Mode, Artifacts, /rewind) é refinamento em cima disso

Então o próximo passo é bem concreto: pega a próxima feature do teu projeto, quebra em duas tarefas que não se encostam, roda uma com claude --worktree nome-da-tarefa e a outra numa conversa do Antigravity em New Worktree Mode

Deixa os dois trabalharem sem se ver

Só depois tu compara os dois resultados no mesmo repositório e decide o que entra

Faz o teste e me conta como foi…

até o próximo post! 😀

Perguntas frequentes

Claude Code e Antigravity usam o mesmo modelo de IA por baixo dos panos?

Pode ser que sim, dependendo do plano. A página oficial de modelos do Antigravity lista Gemini 3.5 Flash, Gemini 3.1 Pro, Gemini 3 Flash, Claude Sonnet e Opus 4.6 e gpt-oss-120b como modelos de agente, com disponibilidade variando conforme o plano. Ou seja, a diferença entre as duas ferramentas está mais no formato de trabalho do que na inteligência bruta do modelo.

Posso deixar Claude Code e Antigravity mexendo no mesmo arquivo ao mesmo tempo?

Não é recomendado. Dois agentes escrevendo no mesmo arquivo geram sobrescrita, e um simplesmente apaga o trabalho do outro sem avisar. Por isso o esquema de divisão depende de isolar cada ferramenta no próprio diretório de trabalho, seja via worktree do Claude Code, seja via New Worktree Mode do Antigravity.

O que acontece se eu usar um nome de worktree que já existe no Claude Code?

O Claude Code abre o worktree existente em vez de criar um novo. Isso é um detalhe importante porque dá a falsa impressão de isolamento: se o nome já existia com outra finalidade, a sessão nova acaba caindo dentro de um diretório que já estava em uso.

O Antigravity IDE original ainda funciona depois do lançamento do Antigravity 2.0?

Sim. O Antigravity 2.0 foi anunciado no Google I/O 2026 como um aplicativo desktop independente, com modos Editor e Agent Manager, mas o Antigravity IDE original segue disponível. Quem já usa o IDE não precisa migrar pra continuar trabalhando.

Preciso instalar a CLI do Antigravity para usar junto com o Claude Code?

Não é obrigatório. Existe uma CLI do Antigravity, com o binário chamado agy, pra quem prefere terminal, mas o app desktop do Antigravity também funciona sozinho. O que importa pra dividir tarefas com o Claude Code é o isolamento de diretório, não qual interface do Antigravity tu escolhe.

O Claude Code também consegue testar a aplicação no navegador como o Antigravity?

O caminho documentado pra isso está do lado do Antigravity 2.0, com o subagente de navegador acionado pelo comando /browser, e ainda com os Artifacts guardando screenshots e gravações de navegador pra você revisar dentro do app. Por isso, na hora de dividir o trabalho, teste de tela é a tarefa que tende a render mais no Antigravity.




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