Claude Sonnet: como saber qual versão do modelo você está usando agora

tela mostrando como verificar a versão do Claude Sonnet em uso
Resposta rápida

Claude Sonnet é o nome de uma linha dentro da família Claude, não de uma versão específica. A versão ativa aparece em lugar diferente conforme a superfície: no Claude.ai, clicando no nome do modelo ao lado do botão de enviar; no Claude Code, na status line (se houver uma configurada) ou rodando /status; na API, no campo model do corpo da resposta da Messages API. O padrão também muda por tipo de conta: Pro, Team Standard e assentos de assinatura Enterprise caem em Sonnet 5, enquanto Max, Team Premium, Enterprise pay-as-you-go e Anthropic API caem em Opus 5

Fala aí, beleza? Tem um erro silencioso que pega MUITA gente: você acha um tutorial ótimo, copia o passo a passo direitinho, roda e o resultado sai diferente do que o autor mostrou

Aí você culpa seu prompt, quando na real o modelo por trás era outro

O detalhe é que Claude Sonnet é o nome de uma LINHA dentro da família Claude, não de uma versão específica. O tutorial escrito pensando no chat pode estar rodando em cima de um modelo, e a sua sessão de Claude Code (ou a sua chamada de API) em cima de outro, sem ninguém avisar nada

A boa notícia: em toda superfície a versão ativa está visível, é só saber onde olhar

Bora ver isso na prática? 🙂

Antes de checar: o que o nome Sonnet identifica de verdade

Antes de sair rodando comando, vale separar três coisas que costumam virar uma só na cabeça da gente

Camada Exemplo O que ela diz
Linha Sonnet, Opus, Haiku, Fable a qual família o modelo pertence
Versão Sonnet 5, Sonnet 4.6 qual release você está usando
Identificador de API claude-sonnet-5, claude-sonnet-4-6 o que vai no código e atende a requisição
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Quando alguém escreve "usei o Claude Sonnet", isso é a primeira camada apenas, ou seja, quase nenhuma informação técnica

O Claude Sonnet 5 foi lançado pela Anthropic em 30 de junho de 2026 e virou o modelo padrão dos planos Free e Pro do Claude.ai, no lugar do Sonnet 4.6

E o identificador? A partir da geração 4.6 os IDs adotaram o formato sem data, e releases de versão maior omitem o segmento menor. É por isso que o ID do Sonnet 5 é claude-sonnet-5 e não algo com data grudada no fim

O padrão também muda conforme o tipo de conta:

Esse é o ponto que mais confunde quem lê tutorial de terceiro. No Claude Code, o modelo padrão não é único pra todo mundo

  • Max, Team Premium, Enterprise pay-as-you-go e Anthropic API: padrão Opus 5
  • Pro, Team Standard e assentos de assinatura Enterprise: padrão Sonnet 5

Ou seja, duas pessoas abrindo o mesmo CLI, digitando o mesmo prompt, podem estar conversando com modelos diferentes desde o primeiro segundo

Se a sua dúvida vai além de identificar e é sobre escolher entre Opus 5 e Sonnet 5 pra cada tipo de tarefa, esse papo eu já destrinchei em outro post

Tome cuidado com mais um detalhe: no plano Enterprise, o administrador pode ter restringido certos modelos ou níveis de effort pra conta. Se uma opção não aparece pra você e aparece no tutorial, pode ser isso e não bug

Como descobrir qual versão do Claude Sonnet você está usando agora

Agora sim, um passo por superfície. Faça o teste nas que você usa, leva menos de um minuto cada

  1. No Claude.ai, clique no nome do modelo ao lado do botão de enviar

Isso abre o seletor de modelos, sem setup nenhum e sem linha de comando. A opção More models revela as opções adicionais, e é ali que você vê a lista completa com Claude Fable 5, Claude Opus 5, Opus 4.8, Opus 4.7, Claude Sonnet 5, Sonnet 4.6 e os modelos Haiku

O erro comum deste passo: trocar o modelo no meio da conversa e achar que a resposta que já está na tela mudou junto. Não mudou. Dá pra alterar modelo, nível de effort ou thinking em qualquer ponto da conversa, mas a mudança só passa a valer na próxima resposta do Claude

  1. No Claude Code, olhe a status line ou rode /status

Se você tem uma status line configurada, o modelo atual aparece nela. Se não tem, o /status resolve, e de quebra ele exibe as informações da conta

/status

Pra trocar, o comando é o /model (e o /effort ajusta quanto de raciocínio é aplicado)

/model
/effort

Quer já abrir a sessão amarrada num modelo? Dá pra passar a flag --model, que aceita um alias do modelo mais recente (tipo sonnet ou opus) ou o nome completo

claude --model claude-sonnet-4-6

E se você quer isso valendo pra sessão principal sem digitar toda hora, tem a variável de ambiente

export ANTHROPIC_MODEL="claude-sonnet-5"

O erro comum deste passo: esperar que o /status conte a história inteira. Ele não exibe a informação da cadeia de fallback de modelo, então não use ele como prova de que nada vai cair pra outro modelo

  1. Na API, leia o campo model do corpo da resposta

A resposta da Messages API traz o identificador do modelo que processou a requisição de fato. É o trecho que interessa

{
  "model": "claude-sonnet-5"
}

Se voltar um ID de outra linha ali, tipo um claude-opus-5, é sinal na cara de que a sua chamada não rodou no Sonnet que você achava que estava usando

Pra ver o que está disponível pra sua chave, a referência da Claude API tem o endpoint List Models

O erro comum deste passo: confiar no que foi PEDIDO em vez do que voltou. O que você mandou no request é intenção, o campo model da resposta é o fato 😀

Por que o mesmo comando entrega versões diferentes em cada provedor

O sintoma é clássico: você copia um comando com o alias sonnet, roda, e recebe uma versão diferente da que o tutorial mostrava

A causa é que o alias resolve por provedor

Onde você roda Para onde o alias sonnet aponta
Anthropic API Sonnet 5
Claude Platform on AWS Sonnet 4.6
Amazon Bedrock Sonnet 4.5
Agent Platform do Google Cloud Sonnet 4.5

E tem mais uma camada: nas plataformas do Google Cloud o ID ainda ganha prefixo de provedor, no formato anthropic.claude-sonnet-5, espelhando o ID da Claude API

A solução é simples: quando o resultado precisa ser reprodutível, use o ID completo em vez do alias

Mas aqui vai a parada que quase todo mundo entende errado, e a documentação de IDs e versões é clara nisso: um ID sem data NÃO é um ponteiro evergreen pro modelo mais novo

claude-sonnet-4-6 é o ID canônico daquele release e aponta pra um snapshot fixo. O modelo por trás de um ID não muda ao longo da vida dele. Se você fixou um ID esperando ganhar versão nova de graça, não vai rolar

Como prevenir isso antes de fixar um ID:

Acompanhe o ciclo de vida do modelo. A Anthropic trabalha com três status:

  • Active: suportado e recomendado
  • Deprecated: ainda funciona, não é mais recomendado, tem substituto e tem data de retirada
  • Retired: indisponível

E isso não é teoria: Claude Sonnet 4 e Claude Opus 4 foram retirados em 15 de junho de 2026. Código apontando pra ID retirado não degrada, ele simplesmente para

O que muda na prática quando a versão certa está rodando

Essa checagem toda parece burocracia, mas ela existe por um motivo bem prático: você só consegue comparar o seu resultado com o de alguém se souber que os dois rodaram no mesmo modelo

Quando o Sonnet 5 saiu, eu fui testar aqui. Abri a lista de modelos dentro do próprio Claude Code e lá estava o Sonnet 5 em destaque, marcado como a opção indicada pras tarefas rotineiras

Esse hábito de delegar o menos crítico pro Sonnet é meu já faz tempo, principalmente pra economizar token

Joguei três projetos nele

O primeiro foi um quadro Kanban em React, pedido em UM prompt só, justamente pra estressar planejamento e janela de contexto. Voltou com colunas reordenáveis, limite de cards por coluna com aviso visual, filtro, busca, exportação em JSON e persistência de dados

Conferi na tela: layout e funcionalidades saíram de primeira, sem correção. Cerca de 10 minutos até estar pronto

O segundo foi um encurtador de links full stack, mas em etapas: primeiro o backend com Node, Express, Prisma e SQLite, depois o frontend em TypeScript. O que me interessava era consistência entre os prompts, e ele manteve nomes, arquivos, rotas e esquema batendo do começo ao fim

Pedi pra ele mesmo subir o servidor, rodar as migrations e criar usuário e links de teste, pra exercitar execução de comando de verdade. Depois validei na interface que o clique tinha sido registrado nas métricas

O terceiro foi um jogo de labirinto estilo arcade, em HTML5 e JavaScript puro. Eu gosto de botar um jogo nos testes de modelo novo porque mecânica, animação e colisão estressam partes que uma aplicação web comum nem toca

Esse levou quase 30 minutos. No fim ele rodou um smoke test sozinho, listou os bugs, corrigiu os próprios bugs e me devolveu o projeto rodando na porta 8123 aqui na máquina

Detalhe: rodei os projetos em paralelo, porque o primeiro estava demorando mais do que eu esperava haha

E por que testar em vez de só ler o anúncio? Porque já aconteceu de versão nova PARECER pior, e rodar na sua máquina é o único jeito de checar se piorou mesmo

Esse comportamento agêntico casa com o que o modelo se propõe a ser: o anúncio oficial posiciona o Sonnet 5 com melhorias em planejamento, uso de ferramentas (navegador, terminal) e execução autônoma de tarefas de múltiplos passos, além do ciclo de planejar, implementar, depurar e refatorar

Do lado técnico, ele vem com 1 milhão de tokens de contexto por padrão, sem exigir header beta, e as requisições longas são cobradas no preço padrão. A saída vai até 128 mil tokens. Se você quer entender o impacto de uma janela de 1 milhão de tokens no dia a dia de quem usa API, tem post só sobre isso aqui no blog

Tem também uma mudança sutil e mto massa: o Sonnet 5 acompanha o próprio orçamento de contexto restante ao longo da conversa, em vez de ficar estimando quantos tokens sobraram

Conclusão

Se é pra levar uma coisa só daqui, leve esta: antes de seguir qualquer tutorial, confirme a versão ativa NA SUPERFÍCIE em que você está trabalhando

No Claude.ai é o seletor ao lado do botão de enviar

No Claude Code é a status line ou o /status

Na API é o campo model da resposta

Próximo passo prático, agora: roda um /status no seu Claude Code e dá uma olhada no campo model da sua próxima resposta de API. Em dois minutos você sabe exatamente com o que está comparando quando ler o próximo tutorial

Pra quem usa via API, a referência de custo do Sonnet 5 é US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de tokens de saída, que era o valor de lançamento e virou permanente depois que o aumento previsto pra US$ 3 / US$ 15 foi cancelado

E ele não vive só na Claude API: está disponível também no Amazon Bedrock, no Google Cloud e no Microsoft Foundry, cada um com a sua regra de alias e de prefixo, como a gente viu ali em cima

Até o próximo post! 😀

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre o Claude Sonnet 5 e o Claude Sonnet 4.6?

O Sonnet 5 foi lançado pela Anthropic em 30 de junho de 2026 e virou o modelo padrão dos planos Free e Pro do Claude.ai, no lugar do Sonnet 4.6. Ele é posicionado como o Sonnet mais agêntico da linha, com melhorias em planejamento, uso de ferramentas como navegador e terminal, e execução autônoma de tarefas de múltiplos passos. O Sonnet 4.6 continua existindo como release fixo, identificado pelo ID claude-sonnet-4-6.

Quanto custa usar o Claude Sonnet 5 pela API?

O preço é US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de tokens de saída, o mesmo valor de lançamento, agora tornado permanente. Um aumento previsto para US$ 3 e US$ 15 a partir de 1º de setembro chegou a ser anunciado, mas foi cancelado.

O Claude Sonnet 5 está disponível pra quem usa o plano Free do Claude.ai?

Sim, o Sonnet 5 é o modelo padrão tanto no plano Free quanto no plano Pro do Claude.ai. Antes dele, o padrão nesses planos era o Sonnet 4.6.

Por que só o /status do Claude Code não garante saber qual modelo vai responder?

Porque o /status mostra o modelo atual e as informações da conta, mas não exibe a cadeia de fallback de modelo. Ou seja, ele não conta se a sessão pode cair pra outro modelo em algum cenário, então não dá pra usar ele como prova disso.

O alias ‘sonnet’ sempre aponta pro Claude Sonnet 5?

Não, o alias resolve de um jeito diferente em cada provedor. Na Anthropic API ele aponta pro Sonnet 5, na Claude Platform on AWS pro Sonnet 4.6, e no Amazon Bedrock e no Agent Platform do Google Cloud pro Sonnet 4.5. Por isso o mesmo comando com ‘sonnet’ pode entregar resultado diferente dependendo de onde ele roda.

Quantos tokens de contexto e de saída o Claude Sonnet 5 suporta?

Por padrão, ele trabalha com 1 milhão de tokens de contexto, sem precisar de header beta, e requisições longas são cobradas no preço padrão. A saída máxima chega a 128 mil tokens, e o modelo rastreia o contexto restante ao longo da própria conversa em vez de estimar quanto sobrou.




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