Buzz do Block funciona no celular? Os apps de desktop, iOS e Android e o relay por trás

O Buzz do Block roda em desktop (Tauri 2 + React 19, com builds para macOS, Linux e Windows), no navegador pela UI web que o próprio relay serve, e no celular por apps já publicados na App Store (iOS 16.0 ou posterior) e no Google Play. Só que o README do repositório ainda lista os clientes mobile, as notificações push e os gates de aprovação como em construção. Quem manda no que você enxerga é o relay: todos os clientes conectam nele por WebSocket, e é ele que persiste e distribui cada evento assinado
Você montou o workspace, colocou os agentes pra trabalhar nos canais, e aí bateu a pergunta óbvia: isso me acompanha quando eu saio da mesa?
O Buzz é um workspace open source da Block, a empresa do Jack Dorsey, onde pessoas e agentes de IA dividem os mesmos canais, threads, DMs, repositórios git e automações
Ele foi lançado publicamente em 21 de julho de 2026 e o repositório block/buzz já está em cerca de 22 mil estrelas (dado de 4 de agosto de 2026), então não é projeto de fim de semana
A resposta pra dúvida do celular existe, mas ela tem asterisco, e o asterisco é a parte interessante 🙂
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Onde dá pra abrir o Buzz hoje: desktop, web, iOS e Android
Vamos por cliente, um de cada vez, só com o que dá pra checar na fonte
Desktop: é uma aplicação Tauri 2 com frontend em React 19
Tem build empacotado pra macOS, Linux e Windows, e a versão mais recente publicada nas releases do GitHub é a Buzz Desktop v0.5.5, de 5 de agosto de 2026
Web: esse é o detalhe que muita gente não sacou
O próprio relay serve o WebSocket, a API REST e a UI web no mesmo processo
Ou seja: onde tem relay no ar, tem interface pelo navegador, sem instalar nada
iOS: o app está na App Store com o nome "Buzz – chat with your hive", publicado pela Block, Inc., ID 6779728271
Ele exige iOS 16.0 ou posterior, e também roda em Mac com chip M1 ou superior no macOS 13.0+, além de Apple Vision com visionOS 1.0+
Android: publicado no Google Play, pacote xyz.block.buzz.mobile
| Cliente | Tecnologia | Onde roda |
|---|---|---|
| Desktop | Tauri 2 + React 19 | macOS, Linux e Windows |
| Web | servida pelo próprio relay | navegador |
| iOS | Flutter | iOS 16.0+, Mac M1+ (macOS 13.0+), visionOS 1.0+ |
| Android | Flutter | Google Play (xyz.block.buzz.mobile) |
Repara que o mobile é Flutter nos dois sistemas, um código só pra iOS e Android, mesma lógica de quem gosta de criar app mobile com Flutter usando IA em vez de tocar duas bases separadas
O relay é a única fonte de verdade: por isso os apps conversam
Aqui está o porquê antes do como
Os três clientes enxergam o mesmo workspace porque nenhum deles fala com o outro
Todo cliente conecta a um relay por WebSocket, e ponto: não existe troca peer-to-peer, não existe gossip, não existe replicação entre clientes
É o relay que valida auth, verifica assinaturas, persiste eventos, faz fan-out pros inscritos, indexa a busca e dispara as automações
E o que é um "evento" aqui? Cada mensagem, reação, passo de workflow, aprovação de revisão e evento git vira um evento assinado no MESMO log
O Buzz é um relay Nostr por baixo: formato de fio NIP-01, grupos via NIP-29, autenticação via NIP-42 e NIP-98
A consequência disso é bem massa: clientes Nostr de terceiros conseguem conectar direto no buzz-relay usando NIP-29 e NIP-42
Se você já brincou de plugar um bot que atende em vários canais de chat ao mesmo tempo, a ideia é parecida, só que aqui o protocolo é aberto e o servidor é a fonte de verdade
Até o áudio das huddles passa pelo relay
O endpoint WebSocket wss://.../huddle/{channel_id}/audio autentica cada participante com desafio NIP-42, checa a associação ao canal, admite na sala em memória e repassa os frames Opus entre os pares
Como o backend em Rust sustenta desktop e mobile ao mesmo tempo
O backend é um workspace Rust dividido em crates focados, cada um resolvendo uma parte pra TODO cliente conectado
buzz-relay: o servidor WebSocket, que também hospeda git e o áudio de huddlebuzz-core: tipos, verificação de eventos e filtrosbuzz-db: Postgresbuzz-auth: NIP-42, NIP-98, tokens de API, escopos e rate limitingbuzz-pubsub: Redis, cuidando de presença e digitaçãobuzz-search: full-text search do Postgresbuzz-audit: log de auditoria em cadeia de hashbuzz-workflow: automação em YAMLbuzz-media: armazenamento Blossom/S3
Sacou o desenho? Nada disso mora no cliente
O app mobile vive na pasta mobile/ do repositório, escrito em Flutter com Riverpod e flutter_hooks (HookConsumerWidget) pra estado
Ele é só mais um cliente desse mesmo log, igualzinho ao desktop
É por isso que a pergunta "funciona no celular?" na real é a pergunta "meu relay está no ar e alcançável?"
Versões separadas: por que o app do celular anda em outro ritmo
Aqui mora a explicação da desincronia que você percebe
As três frentes têm versionamento independente: a versão do desktop fica em desktop/package.json, a do relay em crates/buzz-relay/Cargo.toml e a do mobile em mobile/pubspec.yaml
A esteira do mobile publica a tag mobile-v<versão>, separada das tags do desktop
Ou seja: não é um número único de "versão do Buzz" que sobe pra todo mundo junto
O desktop já aparece nas releases do repositório na v0.5.5, enquanto o README segue listando os clientes mobile como item em construção, junto de notificações push e dos gates de aprovação de workflow
Duas esteiras, dois ritmos, e o repo assume isso abertamente em vez de fingir paridade
O que esperar do Buzz fora da mesa (e o que ainda não esperar)
Veredito honesto, sem vender fumaça
O README lista como funcionando: relay, canais, threads, DMs, canvases, mídia, busca, log de auditoria, app de desktop, buzz-cli, harness ACP, workflows YAML, eventos git (NIP-34) e hospedagem git
E lista como em construção: clientes mobile, notificações push e gates de aprovação de workflow
A consequência prática é direta
Sem push maduro, o celular tende a ser leitura e resposta pontual, aquele "dar uma olhada no que o agente respondeu" na fila do mercado
A base de trabalho continua sendo o desktop ou a UI web servida pelo relay, que é onde os recursos marcados como prontos estão
Tome cuidado com uma expectativa específica: paridade de recursos entre celular e desktop não é algo que a documentação oficial afirme hoje, então não conte com huddle, workflow e git na palma da mão até ver isso confirmado
Instalar e testar você pode, o app está publicado nas duas lojas
Só não monte seu fluxo inteiro em cima do mobile ainda, beleza? 😀
Onde o relay vai morar: infraestrutura própria ou relay hospedado
Se a ideia é acessar de vários dispositivos, essa é a decisão que importa de verdade
O relay é um binário Rust único que serve o relay WebSocket, a API REST e a UI web no mesmo processo
Ele depende de três serviços: Postgres, Redis e um object store compatível com S3
Tem também uma chave Nostr própria de assinatura, configurada na variável de ambiente BUZZ_RELAY_PRIVATE_KEY
O relay anuncia a chave pública correspondente no documento NIP-11 e usa essa chave pra assinar eventos de associação e de serviço
E se você não quer manter infraestrutura nenhuma? Dá pra usar os relays hospedados pela Block em buzz.xyz, que rodam o mesmo relay open source, com o próprio site sinalizando que a coisa está em estágio inicial
Conclusão
A resposta da pergunta do título depende bem menos do app e bem mais do relay
Desktop maduro e empacotado pros três sistemas, web servida pelo mesmo processo do relay, iOS e Android publicados nas lojas mas ainda listados como em construção no README
Tudo isso em cima de um projeto open source sob Apache License 2.0, no repositório block/buzz, onde dá pra ler a arquitetura inteira sem pedir licença pra ninguém
Próximo passo que eu faria: acompanhar as releases do repositório pra ver quando a tag mobile-v começar a andar junto, e decidir logo o lado da infraestrutura, subir seu próprio relay ou usar o hospedado em buzz.xyz
Depois dessa escolha, os apps são só janelas pro mesmo log…
até o próximo post!
Perguntas frequentes
O Buzz tem app oficial pra iPhone?
Tem sim. O app está na App Store com o nome "Buzz – chat with your hive", publicado pela Block, Inc. sob o ID 6779728271. Ele exige iOS 16.0 ou posterior, e também roda em Mac com chip M1 ou superior (macOS 13.0+) e em Apple Vision com visionOS 1.0+.
O Buzz funciona no Android?
Funciona, o app está publicado no Google Play com o pacote xyz.block.buzz.mobile. Assim como no iOS, ele é escrito em Flutter, então iOS e Android compartilham a mesma base de código em mobile/.
Dá pra usar o Buzz sem instalar nada, direto do navegador?
Dá. O próprio relay serve o WebSocket, a API REST e a UI web no mesmo processo, então onde tiver um relay no ar, existe interface pelo navegador sem precisar instalar o app de desktop nem o mobile.
O app mobile do Buzz manda notificação push?
Ainda não de forma madura. O README do projeto lista notificações push, junto com os clientes mobile e os gates de aprovação de workflow, entre os itens marcados como ‘em construção’.
Preciso rodar meu próprio relay pra usar o Buzz?
Não necessariamente. Quem não quer manter infraestrutura pode usar relays hospedados pela Block em buzz.xyz, que rodam o mesmo software open source, embora o próprio site sinalize que esse serviço ainda está em estágio inicial.
O Buzz é realmente open source e gratuito pra usar o código?
É. O código do repositório block/buzz é licenciado sob Apache License 2.0, mantido pela Block, Inc. (empresa de Jack Dorsey), e o repositório já está em cerca de 22 mil estrelas no GitHub (dado de 4 de agosto de 2026).
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